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quinta-feira, 11 de abril de 2019

O conforto de um chili com carne

Ó mãe, faz chili. Não fazes há tanto tempo! De vez em quando, ouve-se este pedido cá em casa. E, de facto, esta é uma daquelas refeições reconfortantes. O meu filho gosta de o comer de uma tigela, à colher. Diz que lhe sabe melhor. 
Chili é daqueles pratos com origem disputada. Associamo-lo ao México, pelos ingredientes envolvidos, mas parece que foi inventado no Texas. Créditos à parte, o que é certo é que este prato tem tudo para agradar: os sabores quentes e perfumados do chili contrastam na perfeição com a frescura do guacamole e do iogurte. Para acentuar os contrastes das texturas, sirvo o meu com tortilhas torradas. 
Esta versão leva chocolate. Sim, leram bem. Um nadinha de chocolate que, acrescentado quase no fim, lhe dá um toque mesmo especial. A receita é adaptada de um dos livros de cozinha internacional da Bimby, Viajar com a Bimby. Ao longo do tempo, fui fazendo pequenas alterações. E, quando tenho mais tempo, faço-a no tacho, pois acho que fica melhor, mais apurada. Deixo as duas versões, com e sem Bimby. Não se assustem com a lista de ingredientes. Pode não parecer, mas é mesmo fácil e faz-se num instante. Espero que gostem.



Chili com carne


Ingredientes para 4 pessoas:
Para o chili:
1 cebola média
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de óleo (convém usar um óleo neutro, não azeite)
400 g de carne moída 
200 g de tomate pelado
1 colher de sopa bem cheia de concentrado de tomate
1 colher de café de açúcar
1 colher de chá de sal
1 folha de louro
1 pitada de açafrão das índias
1 colher de café de paprika (uso desta)
1/2 colher de sopa de orégãos
1/2 colher de café de cominhos em pó
3 cravinhos (1 pitada de cravinho em pó, na receita original)
1 pitada de pimenta caiena
15 g de chocolate para culinária (com 70% de cacau)
1 lata pequena de feijão encarnado

Para o guacamole
1/2 cebola pequena
1 abacate grande, maduro 
1/2 malagueta pequena, sem sementes
Sumo de 1/2 lima
sal a gosto
coentros a gosto

Para servir:
125 g de queijo cheddar, ralado
Tortilhas de trigo ou milho, tostadas
Iogurte grego a gosto (natas azedas, na receita original)



Preparação (na Bimby):
Começar por preparar o guacamole: 
Colocar no copo os coentros e picar 3 segundos/ velocidade 5.
Juntar a cebola, a malagueta, o alho e picar 5 segundos/ velocidade 5. Reservar.
Colocar no copo o abacate, o sumo de lima, o sal e picar 5 segundos/ velocidade 4. Juntar a mistura de cebola e misturar 8 segundos/ velocidade 3. Temperar com sal a gosto e reservar numa tigela até servir.

Colocar no copo a cebola, os alhos e picar 3 segundos/ velocidade 5. Com a ajuda da espátula, fazer descer os resíduos da parede do copo.
Juntar o óleo e refogar 10 minutos/ varoma/ velocidade 1.
Programar 6 minutos/ varoma/ colher inversa e juntar a carne picada pelo bocal da tampa. 
Juntar o tomate, a polpa de tomate, o açúcar, o sal e as especiarias e programar 20 minutos/ 100 graus/ colher inversa.
Juntar o chocolate, o feijão e programar 3 minutos/ 100 graus/ colher inversa.
Servir o chili numa terrina, acompanhado com o queijo ralado, o guacamole, o iogurte (ou natas azedas) e as tortilhas.

Preparação (sem Bimby):
Fazer um refogado com a cebola e os alhos, picados, e o óleo. Quando a cebola estiver translúcida, juntar a carne. Deixar cozinhar, em lume brando, até a carne ficar acastanhada. Acrescentar o tomate pelado, picado ou esmagado, o concentrado de tomate, o açúcar, o sal e as especiarias. Deixar cozinhar em lume brando cerca de 15/20 minutos. 

Entretanto, preparar o guacamole: cortar o abacate em quartos, retirar o caroço e a casca. Numa tigela média, regá-lo com o sumo de lima e esmagá-lo, com um garfo. Juntar os restantes ingredientes, misturar bem e levar ao frigorífico, até servir.

Entretanto, terminar o chili: juntar o chocolate e o feijão e deixar cozinhar mais 5 minutos, durante os quais se tostam as tortilhas e se colocam o queijo e o iogurte em taças. 


Continuação de uma boa semana!

Ilídia




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Ainda os citrinos. E outro romance de amor.

As receitas com citrinos continuam. Tenho evitado pôr raspas de laranja em tudo, ainda assim, pratos perfumados com os aromas da laranja e do limão têm sido frequentes cá em casa. Há dias, voltei a levar quadradinhos deste bolo para a escola, para animar uma reunião longa. E ando a pensar em curd de laranja para rechear filhoses este Carnaval. Se a experiência correr bem, aparecerá por aqui. 
No passado domingo, consegui levar o Manel ao pomar do avô, com o pretexto de estudarmos o futuro galinheiro. Parece que é desta que vamos ter galinhas. 
A receita que trago hoje é muito apreciada cá em casa. Achei que laranja e pimenta preta haviam de combinar bem, talvez inspirada pelos sabores do Leitão à Bairrada. Não me enganei. Já experimentei misturar alecrim, no entanto, a versão preferida dos meus rapazes é a mais simples, só com alho, laranja e pimenta preta. 



Esta receita é daquelas que se fazem quase sozinhas. Temperar a carne, passá-la numa frigideira bem quente e esquecê-la no forno algumas horas. Entretanto, podemos aproveitar para descansar ou ler um romance. Ando a ler Jane Eyre, da Charlotte Brontë. Um romance arrebatador, que custa largar. Durante anos, andei afastada dos clássicos do Romantismo. Depois de, na adolescência, ter devorado muito do que foi escrito naquele período, quer fossem os livros de Júlio Dinis, de Camilo ou a poesia das Folhas Caídas, de Garrett, de cujos poemas ainda sei excertos de cor, pus de parte livros de amores impossíveis, de personagens sofredoras, a quem tudo parece acontecer. 
E agora está a saber-me bem voltar a estes temas, com a experiência que décadas de leituras várias me trouxeram. O romance naquele sentido mais clássico. Uma manta, uma lareira acesa e um romance. Há lá coisa melhor! Enquanto o meu assado vai borbulhando lentamente no forno, vou-me deixando levar pela história da Jane e do caprichoso Rochester.



Entrecosto assado com laranja e pimenta preta
(com ou sem alecrim)

Ingredientes para 4 a 6 pessoas:
1 kg de entrecosto (de preferência com pouco osso)
5 dentes de alho
1 colher de sopa (rasa) de sal
2 colheres de chá de pimenta preta em grão
alecrim a gosto
3 colheres de sopa de azeite

Num almofariz, esmagar o alho, alecrim (se usarmos), o sal, a pimenta e o azeite, até obter uma pasta, com a qual se esfrega a carne.
Levar ao lume uma frigideira grande e, quando estiver bem quente, colocar a carne, segurando-a com uma pinça, para que todos os lados fiquem selados.
Colocar a carne numa assadeira e regá-la com o sumo de 2 laranjas.
Aquecer o forno a 175 graus e levar ao forno 2 horas e meia. 
As fotografias que se seguem foram tiradas por várias vezes (com e sem alecrim). Gosto de ambas as versões, mas, ultimamente, também tenho preferido a versão mais simples, sem ervas.




domingo, 14 de outubro de 2018

Todos os dias. E umas espetadas em pau de loureiro.


Todos os dias, notícias devastadoras. As de longe, que passam nas televisões e que lemos nos jornais. E as outras, que chegam de perto. As que vamos sabendo por amigos e conhecidos. Mais um divórcio, mais alguém com uma doença grave, mais um suicídio. E depois ouvimos as pessoas a queixarem-se da vidinha. Da vida de todos os dias. Com mais ou menos argumentos, que quem sou eu para julgar as razões dos outros. Mas, no meio de tudo, a certeza: cada vez mais, há que aproveitar todos os dias. À medida que os anos passam, mais ainda. Não passar a vida à espera. À espera do fim de semana. À espera das férias. À espera do feriado que há de vir. Há que tornar bonitas as coisas de todos os dias. Mesmo que nem sempre o sejam. Fazer o que temos ao nosso alcance para tornar agradáveis os lugares onde permanecemos. Pode ser uma jarra com flores e uma vela no local de trabalho, uma coisa doce partilhada com colegas, uma piada entre trabalho sério e por vezes maçador. Há situações em que é preciso misturar as coisas. Se houver boa disposição, a produção é maior. Penso assim. Nas aulas, o mesmo. Não é por haver música e gargalhadas que os alunos não aprendem. Se calhar aprendem melhor, com mais gosto. E assim não nos arrastamos todos os dias. Deve ser triste, passar cinco dias à espera de dois. E onze meses à espera de um. Tenho tentado encher os meus dias com coisas que me fazem bem. Com aquelas coisas que faço só porque sim, porque apetece, porque limpam a cabeça, porque eliminam a sensação de que se vive  só para o trabalho. Pode ser colher maçãs no jardim ou agarrar nas agulhas esquecidas e recomeçar a tricotar ou beber uma Brianda com os meus pais depois do trabalho ou rir ao telefone com a minha amiga mais antiga e perceber que continuamos iguais ou ir ao cinema com o meu marido ou conversar sobre pequenos nadas com o Manel ou ficar simplesmente a ouvir os meus gatos a ronronar. 
Mesmo que o trabalho seja muito, há sempre tempo livre. O que fazemos com ele é escolha nossa. E eu escolho aproveitá-lo o melhor que posso. Muito dele é passado na cozinha. Ontem, depois de uma caminhada por Angra, seguida de um café acompanhado de conversas sérias e gargalhadas com amigas, cheguei a casa e preparei estas espetadas, inspiradas nas férias da Madeira do ano passado. Se há forma de prolongarmos as nossas viagens é através da comida. Há sempre qualquer coisa que vem connosco. O meu pai deu-me louro e lembrei-me de o usar TODO. O resultado foi uma refeição muito saborosa, bastante elogiada pelos meus rapazes.


Espetadas de vaca 
em pau de loureiro

Ingredientes para três:
3 bifes da alcatra, cortados ao meio, no sentido longitudinal (prefiro assim, em vez dos tradicionais cubos de carne)
6 dentes de alho
sal a gosto
3 folhas de louro grandes, sem o veio central e cortadas em pedacinhos
azeite para regar as espetadas

Preparação:
Com uma faca, aparar os veios dos ramos do loureiro e cortar as pontas, de modo a que fiquem mais aguçadas, logo, mais fáceis de usar.
Num almofariz, esmagar o alho, o sal e o louro. Barrar os bifes com esta pasta e espetá-los nos paus de loureiro, dobrando-os em forma de S (gostava de ser mais precisa, mas foi a melhor descrição que consegui). Regá-los com azeite e grelhá-los, num grelhador a carvão, bem quente, para caramelizarem por fora e ficarem tenros por dentro.
Acompanhei não com os tradicionais fritos de milho madeirenses, mas com batatas assadas e salada verde.





Boa semana! Que seja cheia de pequenos prazeres.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

A Grécia. E uma receita de moussaka.

Uma parte importante das viagens é o que trazemos connosco. Não falo dos souvenirs que vêm na mala. Falo de outra coisa. Daquelas coisas que não se podem comprar, que incorporam os nossos dias, a nossa maneira de estar e de ver o mundo. Falo daquelas coisas que não encontramos em resorts de pulseira, iguais em toda a parte, quer seja na Ásia ou nas Caraíbas. Falo de experiências que só se podem ter naquele lugar. Mais ou menos lúdicas. Mais ou menos dolorosas. Viagens que, por razões diferentes, nos acompanham para sempre e que, se a memória não nos atraiçoar pelo caminho, farão parte de nós até ao fim dos nossos dias. 
Uma das viagens que fiz enquanto esta casa esteve fechada foi à Grécia. E apaixonei-me por este país. Para começar, pisar toda aquela História que estudámos na escola é uma experiência difícil de descrever. Passear pela Acrópole, tocar no lugar onde começou a democracia, caminhar pelo estádio dos primeiros Jogos Olímpicos são daquelas coisas que ficam guardadas, que não se esgotam no momento em que as vivemos. Ainda assim, quando penso na Grécia, não é a parte histórica a primeira que me ocorre. São as pessoas, a comida e aquela forma alegre de estar, não tão diferente da nossa. Somos do Sul, com tudo o que isso implica. E a identificação é imediata. É a gargalhada sonora, são as horas passadas à mesa, a comer com tempo, a apreciar os alimentos. Não é a refeição rápida, em meia hora, como nos países mais acima, onde não se perde tempo, seja lá isso o que for. Na Grécia, como em Portugal, ganha-se tempo à mesa. (Cá diz-se que à mesa não se envelhece. Ainda hei de perguntar aos meus amigos gregos se têm um ditado semelhante.) As iguarias vão desfilando. Pão, vinho, azeitonas, azeite, tomates muito vermelhos e saborosos. É o cheiro dos orégãos, do endro e da canela. Uma festa para quem gosta de comer e de fazer comida. 
































Apesar de já ter passado algum tempo desde que visitei a Grécia, os efeitos na minha cozinha mantêm-se. Não falo só das azeitonas e de outros produtos que trouxe na bagagem. Falo da minha forma de cozinhar. Apaixonei-me pela comida grega, pela sua simplicidade e produtos frescos.
Se para qualquer pessoa visitar Kalamata é uma viagem de sonho, para quem gosta de fazer comida, mais ainda. Em Kalamata, as oliveiras convivem com as águas transparentes em tons de azul. Adornam jardins, praias e ruas. Estão por todo o lado. E isso contagia-nos. Azeitonas, feta e tomate  já faziam parte das minhas listas de compras. Ainda assim, não eram daqueles ingredientes permanentes, com o estatuto dos ovos e do leite. Agora são. A salada grega (que aparecerá por aqui em breve) passou a fazer parte dos nossos dias. O molho tzatziki tornou-se presença ainda mais assídua. 
A receita que hoje partilho convosco faz parte de um dos livros que habitam a minha estante. Muito aromática, é uma receita com influência do país vizinho, a Turquia. Estava ali há anos e nunca lhe tinha prestado atenção. Foi preciso ir à Grécia e comer Moussaka (que aprendi que se acentua na última sílaba e não na penúltima, como pensava) para experimentar. A minha versão leva carne de vaca, em vez de borrego. Gostei imenso. Pode parecer presunçoso, mas acho que ainda ficou mais saborosa do que a que comi lá :)


Moussaka

Ingredientes para 6 pessoas:
3-4 colheres de sopa de azeite + um pouco para untar a assadeira e regar a beringela
3 cebolas grandes, picadas
4 dentes de alho, picados
1 kg de carne moída (borrego, na receita original)
sal e pimenta preta
200 ml de vinho tinto
4 colheres de sopa de pasta de tomate
2 latas de 400 g de tomate pelado
2 paus de canela
1/2 colher de chá de pimenta da Jamaica, moída
1 colher de sopa de orégãos secos
2 beringelas grandes

Para o molho de queijo:
75 g de manteiga
75 g de farinha de trigo
150 g de cheddar ralado (usei 75 g de mozzarella e 75 g de parmesão)
600 ml de leite magro
2 ovos, batidos

Preparação:
Num tacho largo, aquecer o óleo, em lume brando, juntar as cebolas e os alhos e deixar cozinhar, até amolecerem e alourarem ligeiramente.
Aumentar ligeiramente o lume, juntar a carne e deixar cozinhar até que esteja acastanhada, mexendo de vez em quando. Adicionar o vinho e deixar ferver até que este esteja quase todo evaporado. Juntar a pasta de tomate, o tomate pelado, a canela, a pimenta da Jamaica e os orégãos. Deixar cozinhar, em lume brando, 30 a 35 minutos, mexendo de vez em quando.
Entretanto, cortar as beringelas em rodelas de 1 a 1,5 cm de espessura. Regá-las generosamente com azeite e temperá-las com um pouco de sal e pimenta.
Numa frigideira grande, fritar a beringela, em lume forte, 2 minutos de cada lado, até alourarem (será necessário repetir a operação, pois as fatias não devem ficar sobrepostas).
Aquecer o forno a 200 graus. 
Entretanto, preparar o molho: derreter a manteiga numa panela não aderente, juntar a farinha e deixar cozinhar 1 ou dois minutos, mexendo com uma vara de arames. Baixar o lume e juntar o leite, aos poucos, mexendo sempre, para não criar grumos. Deixar ferver 8 a 10 minutos, em lume brando, e juntar 100 g da mistura de queijos. Retirar do lume, deixar arrefecer um pouco e misturar os ovos batidos, mexendo sempre, para incorporar bem. 
Montagem da moussaka: untar uma assadeira com um pouco de azeite; colocar no fundo um terço da beringela; retirar os paus de canela da carne e colocar metade sobre a beringela; regar com um terço do molho; repetir as camadas, terminando com uma de beringela e o resto do molho. Polvilhar com o restante queijo e levar ao forno 35 a 45 minutos, até estar com um aspeto acastanhado. Deixar repousar 5 minutos antes de servir.






Boa semana! Bom regresso ao trabalho, se for o caso :)


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Coisas de verão

No verão, a vida é mais fácil. Vive-se com uma fluidez que não acontece no resto do ano. Adormecemos e acordamos sem horas marcadas. Ao ritmo que o corpo vai ditando. 
Nos últimos tempos, todos os caminhos vão dar à água. Areia ou calhau. Depende da vontade. Nem sempre concordamos, mas alguém acaba por ceder. Trocam-se mergulhos e gargalhadas. Descansa-se muito. Lê-se muito. Pela casa, há verduras colhidas ao acaso. Uns galhinhos do metrosídero do jardim, uma hortência e as flores roxas que despontam nesta altura. 
As refeições acompanham o espírito simples. Carne do talho de sempre, fruta da época, temperos simples. Uma massa com pesto e está a festa feita. Ou grelhados, muitos grelhados, que é o que melhor sabe no verão. A acompanhar, vinho branco bem fresco, a estalar, como diz o meu amigo Pedro. 
Há quem já ande a deprimir porque as férias estão perto do fim. Eu prefiro aproveitar os últimos dias o melhor que posso. Mesmo que o dia esteja sombrio, como o de hoje, hei de arranjar alguma coisa para fazer. Há um livro novo à espera e tenho três toranjas a olhar para mim, prontas para serem transformadas em compota. 

Continuação de um bom verão!










Espetadas de porco e alperce
(Receita adaptada da revista Cuisine et Vins de France n.º176)





Ingredientes para quatro:
2 lombinhos de porco, cortados em cubos
8 alperces
1 haste de alecrim
1 limão
2 dentes de alho, esmagados
sal e pimenta a gosto
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar (usei amarelo)

Lavar o limão, raspá-lo e, depois, espremê-lo para dentro de uma taça. Juntar o alho esmagado, temperar com o sal e a pimenta e juntar o alecrim, em raminhos. Envolver a carne e deixar marinar 30 minutos.
Entretanto, se usarem paus de espetadas de madeira, mergulhá-los em água, para que não queimem quando forem ao grelhador.
Cortar os alperces ao meio e tirar-lhes o caroço. Numa frigideira, caramelizá-los com a manteiga e o açúcar durante 5 minutos, virando-os a meio do tempo.
Montar as espetadas, colocando pedaços alternados de carne e alperce. Grelhá-las, em lume moderado, virando-as frequentemente, para que não queimem.


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