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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Castanhas

Domingo à noite, copos de vinho no balcão, e um caos de ingredientes que resultaram em pizzas bem saborosas. Tudo feito a quatro mãos. Eu e o meu irmão na cozinha dele, numa preparação demorada, que teve quase tanto de saboroso como o resultado final. 
A abrir o jantar, uma receita feita com as 35 castanhas do meu castanheiro. No ano passado, foram só 10. Este ano, já deu para uma entrada. E, apesar de a luz não ser a melhor, tinha de deixar aqui o registo destas castanhas. Na verdade, luzes mornas de salas acolhedoras não são compatíveis com fotografias bonitas. Principalmente quando o tripé avariou. Mesmo assim, com o auxílio da lata de tomate pelado, lá tirei umas fotos que, estando longe da perfeição, servem para ilustrar a primeira receita feita com as nossas castanhas.

Castanhas com bacon e mel


Ingredientes:
castanhas
sal grosso
mel
bacon, em tiras


Preparação:
Lavar as castanhas e dar-lhes um golpe na horizontal. 
Num tabuleiro, colocar uma camada de sal grosso e sobre este colocar as castanhas.
Assar as castanhas, a 200 graus, cerca de 30 minutos (devem estar duras, pois voltarão ao forno; assim que lhes conseguirmos retirar a pele, devemos retirá-las do forno).
Envolver cada castanha numa tira de bacon e prender com um palito. Pincelar com mel e levar ao forno, a 200 graus, até o bacon estar estaladiço. 


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Outros Natais














Recuo duas décadas e vejo-nos, a mim e ao meu irmão, já de banho tomado e de pijamas. Sentados na sala, vemos desenhos animados ou um filme alugado no clube de vídeo. Tom e Jerry, Estrumpfes, ou um clássico da Disney.   Até nós, chegam os cheiros dos doces, vindos da cozinha. A minha mãe prepara o Natal. Faz bolos e queijadas e pudins. E o perú já está a marinar. Pronto para ser recheado. O bacalhau também está de molho, que ceia de Natal tem de ter bacalhau. E nós, felizes, seguros, cheirosos, despreocupados. De vez em quando, um desentendimento. Não chegamos a acordo quanto ao que ver. Ele, provavelmente, quer ver uma coisa de rapaz, do género Tartarugas Ninja. E eu, na condição de irmã mais velha, acho que tenho o direito de escolher. A minha mãe, de avental, tenta manter a ordem: Se não se calam, acabou-se a televisão! Acalmamos. Mesmo assim, de vez em quando, voa uma almofada. 
Creio que ouço a minha avó, que está com a minha mãe na cozinha: Deixa os pequenos. São crianças! Quando preparo o meu Natal, recordo estes momentos com ternura. E tenho saudades da minha avó e das estórias que nos contava. No meu tempo, os presentes eram laranjas e figos passados. Não havia a abundância que há agora. E da paciência que a minha avó tinha quando fazíamos o presépio. Da habilidade da minha avó a fazer as casinhas de cartão, com cortinas de renda, e barras nas janelas. E das canções de Natal que a minha avó nos cantava. Louvado seja o Menino Jesus/ Fruto do ventre da Virgem Maria... 

Desejo a todos os que por aqui passam um Natal muito feliz, com muita Saúde, Paz e Amor.

Pudim de castanhas
(a receita de que vos falei aqui, da G.)

Ingredientes:
500 g de açúcar
300 g de castanhas cozidas e trituradas
8 gemas e 4 claras
2 colheres de sopa de açúcar caramelizado
50 g de amêndoa
1 colher de sopa de manteiga

Leva-se o açúcar ao lume até fazer ponto pérola. Juntam-se as castanhas moídas, a manteiga e a amêndoa. Deixa-se ferver até começar a ver o fundo do tacho, ao passar a colher. Juntam-se as duas colheres de açúcar caramelizado. Tira-se do lume, deixa-se arrefecer e juntam-se os ovos bem batidos (sem voltar ao lume).
Unta-se uma forma com manteiga e forra-se com papel vegetal. Vai ao lume cerca de 45 minutos, a 180 graus (verifiquei a cozedura com um palito).


Com esta receita, participo no desafio Coisas doces para saborear até ao dia de Reis, do blogue Cinco Quartos de Laranja.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um doce pouco doce



Há épocas em que todos os excessos são permitidos. Muitos ovos, muito açúcar, frutos secos, tudo na mesma receita. 
No Natal, é impensável não fazer os pratos tradicionais porque são calóricos. O Natal é feito de tradições, de mesas fartas, repletas de doces perfumados e melados e muito doces. 
Nunca como com culpas no Natal. Já sei (pelo menos, quero acreditar) que "ano novo, vida nova". Janeiro começa invariavelmente com uma vontade de mudanças alimentares. Desta é que vai ser! Este vai ser o ano em que me começo a portar bem! À medida que o mês vai avançando em direção a fevereiro, a motivação vai esmorecendo e começo a dar uma ou outra facadinha na dieta. Fazer o quê? Gosto de comer. 
Há umas semanas, provei um pudim de castanhas feito pela minha colega G. Uma delícia, com aquele aspeto e sabor de doce conventual. Húmido, rico e pecaminoso (irónico que os doces conventuais sejam todos pecaminosos, não? :) . A G. deu-me a receita, mas não me atrevi a fazê-lo. Ainda não. Há de esperar pelo Natal. E vocês, caros leitores, também :) No entanto, a ideia de um doce de castanhas ficou a ecoar na minha cabeça. Fui à procura de receitas menos doces e encontrei esta. Não é um doce consensual. Eu gostei muito, mas houve quem não tenha achado "nada de especial". Não acharam suficientemente doce, creio. Por isso, caso gostem de sobremesas muito doces, aconselho-vos a pôr mais açúcar. Se gostarem de sobremesas mesmo muito, muito doces, aconselho-vos a esperar pelo pudim, que publicarei daqui a umas semanas.

Ingredientes (para uma forma quadrada, de 20 X 20 cm):
3 ovos
500 g de puré de castanhas (não triturei as castanhas completamente, deixei alguns pedacinhos)
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
100 g de chocolate com 70 % de cacau
50 g de manteiga

Pré-aquecer o forno a 150 graus.
Derreter o chocolate e a manteiga, em banho-maria. Juntar o creme de castanhas e o açúcar, mexendo com uma vara de arames. Bater os ovos, inteiros, e incorporá-los progressivamente na mistura, batendo vigorosamente para obter uma preparação homogénea.
Colocar na forma, untada e enfarinhada. Levar ao forno, cerca de 30 minutos. Deixar arrefecer e cortar em quadrados, mais ou menos generosos, conforme a gula.


A autora do blogue de onde retirei a receita sugere que sejam servidos com um creme inglês caseiro. Nós comemos os nossos, primeiro simples, a acompanhar um café e, no dia seguinte, como sobremesa, com uma bola de gelado de baunilha.


Fonte: Receita ligeiramente adaptada de http://lespetitsplatsdetrinidad.blogspot.com/2010/05/fondant-creme-de-marron-et-chocolat.html


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