Mostrar mensagens com a etiqueta Panquecas e Waffles. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Panquecas e Waffles. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de março de 2016

Domingo

É bom quando no fim de um domingo me sinto assim. É sinal de que o fim de semana acabou, mas cumpriu bem a sua função. Não sou do género de deprimir às segundas. Mas preciso muito de um bom fim de semana para o meu equilíbrio. Um bom fim de semana tem a utilidade de nos fazer gostar mais dos dias úteis. E este foi pleno. O sol ajudou. E o almoço do dia do pai. E as flores, que ajudam sempre. 





E as férias do Manel. Acabamos por descansar ao ver que ele descansa. Revivemos a felicidade do primeiro dia de férias da Páscoa. Fomos ao parque. Enquanto líamos, num banco, sempre vigilantes, e o víamos brincar com os seus melhores amigos, pensamos como é bom vê-lo ser criança. Exigimos muito às nossas crianças. Procuro sempre um equilíbrio. Tenho sempre presente que ele é criança, que precisa de ser criança. Mas não há como escapar. É a escola. As aulas de natação. As de música. A catequese. Pergunto-lhe se é demais. Não, diz-me. Eu gosto de tudo. Consola-me a certeza de que é feliz. Mas gosto quando não tem nada disso. Quando tem tempo para inventar jogos com os amigos e quando eu tenho tempo para me sentar num banco durante horas a vê-lo brincar. Aquelas gargalhadas enchem-me o coração. 
Para o lanche, pede-me waffles. Afinal, os amigos ainda não conhecem os melhores waffles do mundo. Pedem-me para repetir. Deixo, que dias não são dias. Para o jantar, há almôndegas. Há lá comida mais de criança do que almôndegas com esparguete! E amanhã fica em casa da avó para um dia cheio de mimos. Um dia em que será apenas criança e neto. 



Fica a receita dos tais waffles, a receita da vizinha belga da minha amiga Maria. Os melhores que já provámos. Daqueles que atraem narizes curiosos à cozinha mal começam a cozer.


Ingredientes
500 g de farinha
300 g de açúcar
200 g de manteiga
5 g de fermento em pó
200 ml de leite
4 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha

Preparação
Começa-se por bater as claras em castelo. Depois, mistura-se as gemas com o açúcar e mexe-se muito bem. Acrescenta-se a manteiga, depois de derretida em banho-maria (ou no micro-ondas, caso haja pressa), e mistura-se tudo com a vara de arames até obtermos um creme de consistência homogénea. Dissolve-se o fermento numa parte do leite e acrescenta-se à mistura anterior. Mexe-se. Adiciona-se a farinha aos poucos, mexendo sempre. Em seguida, junta-se o resto do leite e o extrato de baunilha  e mexe-se durante uns minutos. Por fim, acrescenta-se as claras em castelo e envolve-se tudo até conseguirmos uma massa suave. 
Depois, com a máquina bem quente, é só cozer os waffles, tendo o cuidado de untar as superfícies do aparelho com manteiga (a cada 4) para dar cor.



domingo, 25 de outubro de 2015

Duas receitas para o brunch de domingo

Cá em casa, os brunch de domingo começam a ser um hábito. E nestes dias de quase inverno, sabem ainda melhor. A ementa não varia muito. Pode haver uma ou outra novidade, mas os básicos estão lá: café, sumo de laranja, queijos, requeijão da Quinta dos Açores, bacon, mel, pães, estas panquecas e ovos. Gosto de brincar um bocadinho com estes últimos. Desta vez, uma receita deste blogue. E como estamos em época de abóboras, um pão de abóbora e chocolate. Pouco doce, adequado a uma refeição como esta. O resto vai saber bem ao lanche, com uma chávena de chá. 
Continuação de bom domingo. Por aqui, já apetece recolhimento. 







Ovos e soldados






Ingredientes para 5 pessoas:
5 ovos (de galinhas do campo)
1 baguete, cortada em fatias e tiras
5 fatias de bacon
sal e pimenta


Num tabuleiro, levar o pão ao forno, para torrar. Numa frigideira antiaderente, tostar o bacon.
Ferver água, numa panela média. Juntar os ovos, à temperatura ambiente, e deixá-los cozer 4 minutos exatos. 
Servir os ovos numa tacinha própria, acompanhados dos "soldados" de pão e bacon. Temperar a gosto, com sal e pimenta.

NB: Nas minhas pesquisas, descobri que se juntarmos umas gotas de vinagre à água de cozer os ovos, estes não partem. Caso aconteça, se pusermos um fio de azeite na água, este impede que a clara se espalhe.

Pão de abóbora, especiarias e chocolate




Ingredientes:
180 g de açúcar amarelo
casca de 1/2 limão
1/2 chávena de puré de abóbora
3 ovos
1 iogurte natural
6 colheres de sopa de azeite
200 g de farinha de trigo integral
1 1/2 colher de chá de fermento para bolos
1 colher de chá de mistura de especiarias para tarte de abóbora (canela, gengibre, noz moscada, pimenta da Jamaica, cravinho)
50 g de chocolate para culinária, picado de forma grosseira


Pré-aquecer o forno a 180 graus.
Bater as gemas com o açúcar e a raspa de limão. Adicionar e o azeite e continuar a bater. Juntar a farinha, o fermento e as especiarias e bater mais um pouco. Envolver o puré de abóbora, com a ajuda de uma espátula.
Bater as claras em castelo e adicionar ao preparado anterior, envolvendo bem, sem bater. Juntar o chocolate e envolver também.
Forrar uma forma de bolo inglês com papel vegetal, verter o preparado e levar ao forno, cerca de 40 minutos (fazer o teste do palito). 


domingo, 30 de junho de 2013

Até para o ano.

Hoje, Angra despe as roupas de festa e regressa à normalidade.
Durante uma semana, a cidade encheu-se de música, de gente e de cor. Ao longo de nove dias, as pessoas esqueceram a crise e as agruras da vida e entregaram-se aos acordes das filarmónicas, às iluminações coloridas e à magia das marchas de S. João. Bebeu-se sangria, comeu-se morcela, caracóis e farturas, assistiu-se a desfiles e concertos. As crianças correram, riram, saltaram em insufláveis e conduziram carrinhos de choque. Uma semana em que a felicidade toma conta das gentes. Uma semana em que os terceirenses estão mais animados do que nunca. Encontram-se os amigos de sempre, colegas de trabalho e pessoas que só vemos de ano a ano. E paramos para dois dedos de conversa, que nestes dias não há pressas. E sentamo-nos a uma mesa a beber um copo. Estamos felizes e durante umas horas esquecemos o trabalho e os exames que temos em casa para corrigir.
Hoje, a realidade. Os exames, que continuam no armário, à espera que os acabe. E uma gripe, com a qual fui presenteada durante as andanças descritas no parágrafo anterior. Hoje, quero casa, descanso e waffles quentinhos para o pequeno-almoço. Para o ano, há mais.

Se vos apetecer ver imagens das nossas festas, espreitem o blogue do António Araújo, um fotógrafo com uma sensibilidade muito especial.



Deixo-vos a foto dos waffles que fiz hoje para o pequeno-almoço. Apenas 1/2 dose, pois a receita inteira rende cerca de 15, demasiados para uma família de 3 pessoas :). A receita está no Receitas ao Desafio, escrita pela mão da Maria.



domingo, 22 de julho de 2012

Panquecas de queijo-creme para um pequeno-almoço no jardim

Uma das coisas de que gosto no verão. Os pequenos-almoços no jardim. Café quentinho, sumo de laranja fresco, panquecas fofas e compotas coloridas. Sinestesia à mesa. Uma brisa ligeira, que não chega a ser vento. O som dos pássaros, pousados nos fios elétricos. E o de uma pomba, que fez ninho na chaminé. Ao longe, ouve-se o ruído da máquina de um vizinho, que aproveita o dia de descanso para cortar a relva. E a refeição prolonga-se, sem que tenhamos que nos apressar. E continuamos pelo jardim. A ler, a fotografar, a escrever este texto. 

Panquecas de queijo-creme
(adaptadas das panquecas de ricotta da Nigella Lawson)

250 g de queijo ricotta (ou queijo-creme)
125 ml. de leite
2 ovos
100 g de farinha de trigo
1 colher (de chá) de fermento

Mistura-se o queijo-creme, o leite e as gemas. Adiciona-se a farinha e o fermento, misturando bem. À parte, batem-se as claras, só até ficarem espumosas, e misturam-se ao preparado anterior. 
Aquece-se uma frigideira anti-aderente pequena. Vai-se deitando a massa (com uma concha) e virando as panquecas, com cuidado, para não se desmancharem. Servem-se com maple syrup, ou compotas, ou fruta, ou o que vos apetecer.

Servi o sumo de laranja com cubos de gelo floridos, inspirada nos que vi no blogue da Gabriela, sempre cheio de boas ideias. São estes pequenos detalhes, que não custam nada, que tornam os nossos dias bem mais coloridos. 

Um bom domingo para todos.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mimos de comer

A comida é uma forma clássica de se mimar alguém. Fazer um prato a pensar naquela pessoa é um modo de expressarmos o nosso amor. Perguntar a alguém doente o que lhe apetece comer é sinal de que nos preocupamos. É dizer que queremos que a dor passe, que fique bem depressa.
O Manuel anda com menos apetite. Assim, tento apresentar-lhe refeições apelativas, escolhidas de acordo com os gostos dele. 
Hoje, ao pequeno-almoço, perguntei-lhe se lhe apetecia panquecas. Siiiiim, há muito tempo não comi panquecas! (Anda na fase de "Há muito tempo ...". Há muito tempo não vi o filme do Nemo. Há muito tempo não ouvi a história da Mónica*. Há muito tempo não vi o A.. Nós lá vamos corrigindo as frases, mas até agora não temos tido muito sucesso :) 
Comeu uma panqueca até ao fim e elogiou: Estão muito boas, mãe. Afinal, o saudável também pode ser saboroso. Missão cumprida, portanto.

* Papá, por favor, apanha-me a lua, Eric Carle, Kalandraka Portugal

Panquecas de espelta, banana e especiarias
(para 6 panquecas com cerca de 15 cm de diâmetro)


Ingredientes:
1 chávena de farinha (metade de espelta e metade de trigo)
1 colher de sopa de açúcar amarelo
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
3/4 chávena de iogurte grego
1 colher de sopa de manteiga derretida
1 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de cardamomo
Raspas de noz moscada q.b.
1 colher de chá de essência de baunilha
2 ovos, ligeiramente batidos
1 banana grande, esmagada (usei duas pequeninas, regionais)

Preparação:
Numa tigela grande, misture muito bem as farinhas, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal.
Noutro recipiente, misture os restantes ingredientes, até obter uma mistura homogénea.
Junte os ingredientes sólidos à mistura líquida e mexa muito bem, com uma vara de arames.
Aqueça uma frigideira, untada, e vá deitando pequenas porções de massa (cerca de 1/2 concha) e deixe cozinhar 1 ou 2 minutos de cada lado.
Sirva as panquecas, polvilhadas com açúcar baunilhado e acompanhadas de compotas.


Agora, o filme da Mónica. Às vezes, leio-lhe a história e, no fim, pede-me para ver o filme. Acho que já os sei de cor :)



sábado, 3 de dezembro de 2011

Bucolismo à terceirense

Cá dentro, preparava o habitual pequeno-almoço de fim de semana, tendo como som de fundo o último CD do Rodrigo Leão e a tagarelice do Manel: Ó mãe, são as moscas que fazem o mel, não são? Enquanto lhe ia explicando que não, que eram as abelhas, vi, a espreitar por cima do muro do meu jardim, o dorso de uma manada que passava na estrada. Não é algo incomum nestas paragens. No entanto, apeteceu-me registar o momento. Ou não andasse eu, nos últimos tempos, sempre de máquina fotográfica na mão. 
A mudança das vacas de uma pastagem para outra é algo com que nós, terceirenses dos meios rurais, nos cruzamos quase diariamente. Num sábado, em que estou em casa, descansada, sorrio com este cenário tão idílico e tão nosso. Num dia de semana, quando vou atrasada para o trabalho e me vejo apanhada no meio de um destes engarrafamentos bucólicos, o sentimento não é bem o mesmo :)


Deixo-vos, com uma imagem do nosso pequeno-almoço de hoje. Se desejarem consultar a receita dos waffles, podem fazê-lo aqui.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Waffles num domingo de outono



Quem costuma ler este blogue sabe como gosto de preparar o pequeno-almoço de fim de semana. E também sabe como gosto do outono. Imaginem o prazer que me deu preparar este pequeno-almoço. Num domingo de outono típico: sombrio, ventoso e frescote. Ainda ensonada, dirijo-me à cozinha e ponho café a fazer. Esta bebida milagrosa não me dá vida só a mim. O cheiro e o barulho provenientes da máquina também dão vida à casa. São como um sinal de que já começou o dia.
Nestes dias, gosto de abrir os estores e deixar entrar a luz. Gosto de olhar para o jardim enquanto cozinho. De vez em quando, passa uma folha. O Manel saltita à minha volta. Ainda falta muito, mãe? 
Hoje, apeteceu-me perfumar a casa com especiarias. Daí a escolha desta receita de waffles bem aromáticos. Para beber, para além do café, sumo de um fruto bem outonal: dióspiro. Raramente sou efusiva na descrição das receitas, mas desta vez, é  inevitável. Foi um pequeno-almoço perfeito. Talvez os melhores waffles que já fiz. 

Waffles de sour cream e especiarias
¾ cup (90 g, aproximadamente) de farinha
¼ cup (30 g, aproximadamente) de farinha de milho
½ colher de chá de fermento
¼ colher de chá de bicarbonato
¼ colher de chá de canela em pó

¼ colher de chá de noz moscada (substituí por cardamomo em pó)
¼ colher de chá de gengibre em pó
¼ colher de chá de sal
2 colheres de chá de açúcar
½ cup (120 ml) de leite
½ cup (120 ml) de sour cream (na falta deste, creio que poderão utilizar iogurte grego)
1/3 cup (80 ml) de óleo vegetal
1 ovo grande, ligeiramente batido



Misture bem os ingredientes secos. Junte os restantes ingredientes e misture, até obter uma massa homogénea, parecida com massa de panquecas.
Deixe repousar pelo menos meia hora. 
Aqueça a máquina de waffles (não é necessário untar).
Vá colocando pequenas porções de massa e deixe na máquina alguns minutos. 
Polvilhe com açúcar confeiteiro (uso um coador) e sirva com mel, ou iogurte grego, ou fruta. Eu servi com lemon curd, presente da minha vizinha, e agora amiga, Diana, e amêndoa laminada e tostada (resto de outra receita).
(Creio que com esta massa também se poderão fazer panquecas.)




Sumo de dióspiro e laranja (na Bimby)
Coloquei, no copo, a polpa de dois dióspiros, uma laranja e um limão (sem as partes brancas, nem as sementes) e 50 g de açúcar. Programei 2 minutos, velocidade 9. Adicionei 700 g de água e envolvi bem, na velocidade 4.


domingo, 28 de agosto de 2011

Waffles e sumo de laranja e ananás para um pequeno-almoço demorado

Se há refeição que me dá prazer é o pequeno-almoço. Nada como o barulho e o cheiro de um jarro de café a fazer. Panquecas. Pão quente. Sumo de laranja acabado de fazer. O colorido das compotas. Gosto de tudo o que envolve a preparação desta refeição, normalmente ainda de pijama. Gosto ainda mais do momento em que finalmente digo: "Está pronto!" e eles vêm para a mesa, onde ficamos, sem pressas. Agora, nas férias, o pequeno-almoço é quase sempre tomado no exterior. Ainda sabe melhor, acompanhado pelo fresquinho matinal.

Waffles de buttermilk (Mark Bittman)

250 g de farinha
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar (usei amarelo)
1 1/2 colher de chá de bicarbonato
4 dl de buttermilk* ou 1 1/2 chávena de sour cream (325 ml) ou 1 iogurte, dissolvido em 0,6 dl de leite  - usei o iogurte, dissolvido em leite
2 ovos
55 g de manteiga derretida, arrefecida
1/2 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)
óleo ou spray de cozinha para untar a máquina de waffles

* misturar 1 colher de sumo de limão ou vinagre no leite e deixar repousar 10 minutos. 

Numa tigela grande, misturei os ingredientes secos. Noutra tigela, bati o iogurte com as gemas. Misturei a manteiga e o extrato de baunilha.
Aqueci a máquina de waffles, untada com spray de cozinha. Misturei os ingredientes secos com os líquidos. Bati as claras em castelo e misturei-as suavemente na mistura.
Fui colocando pequenas porções de massa na máquina, que cozeram durante cerca de 3 minutos. Servi com compotas. A que veem na foto é de ameixa com vinho do Porto, cuja receita publicarei brevemente. Para beber, sumo de laranja e ananás e o café da praxe. Nestes pequenos-almoços caseiros, gosto do café de jarro. Assim, podemos ir repetindo sempre que nos apetecer.

FonteHow to cook everything, de Mark Bittman

Sumo de ananás e laranja (na Bimby):
No copo da Bimby, coloquei 2 laranjas, 1 limão, sem as sementes e as partes brancas, 1/2 ananás pequeno e 50 g de açúcar. Triturei 2 minutos na velocidade 9. Adicionei 700 g de água e envolvi 30 segundos, na velocidade 4. 


terça-feira, 12 de abril de 2011

Pequeno-almoço à americana


Quem cresceu na Terceira cedo se habituou ao convívio com os americanos, devido à Base das Lajes. Nos anos 40 do século XX, por altura da Segunda Gerra Mundial, eles instalaram-se cá. E vieram para ficar. Numa altura em que a emigração era a única solução para escapar à miséria que se vivia na ilha, a Base foi o sustento de muitas famílias. Ainda é. 
Para uma criança que cresceu nos anos 70/80, viver na Terceira, mais propriamente na zona da Praia da Vitória, era um privilégio. Tínhamos acesso a produtos que só mais tarde se tornaram comuns no resto do país. Ainda me lembro do nosso primeiro VHS, da minha excitação ao ver a cores o big bird (o popas), de Sesame Street, na nossa primeira televisão a cores, da marca Sony, dos eletrodomésticos para a cozinha que a minha mãe, apaixonada pela cozinha como eu, comprava, impossíveis de encontrar "cá fora". Da minha primeira Barbie. Das minhas primeiras Nike (lindas de morrer, brancas, com apontamentos lilás e verde água). Dos gelados Baskin-Robbins, ainda nos copinhos castanhos, às bolinhas cor-de-rosa. 
Nem todos podem fazer compras nas lojas americanas. Só alguns privilegiados, trabalhadores da Base, ou altas entidades terceirenses. Não por culpa dos americanos, dizem, mas por pressões por parte dos comerciantes da ilha, que as veem como uma ameaça. No entanto, toda a população terceirense consome produtos americanos, comprados "lá dentro", como por cá se diz, por familiares ou amigos.
Atualmente, com o surgimento das grandes superfícies e até de algumas lojas gourmet, já temos acesso a quase tudo "cá fora", mas há certos produtos, aos quais nos habituámos, que só existem "lá dentro". É o caso do sour cream, com que fiz estas panquecas, retiradas de um um site americano, claro.

Panquecas com Sour Cream


Ingredientes:
2 colheres (de sopa) de manteiga
1 cup de farinha (125 gr.)
2 colheres (de chá) de açúcar (usei light brown, americano)
1 colher (de chá) de fermento em pó
1/2 colher (de chá) de bicarbonato de soda
1/2 colher (de chá) de sal
2 ovos, ligeiramente batidos
1 cup (250 ml.) natas azedas (sour cream)
1/4 cup (65 ml., aproximadamente) de leite
Essência de baunilha a gosto (não estava na receita original, mas adorámos o resultado)

Preparação:
Derreter a manteiga e deixar arrefecer.
Com uma vara de arames, bater os ovos com o sour cream, até estarem bem misturados. Adicionar a manteiga, já fria, o leite e umas gotinhas de essência de baunilha. Misturar bem.
Misturar os ingredientes secos.
Juntar os ingredientes secos aos líquidos, mexendo bem, até estar tudo bem misturado.
Aquecer uma frigideira anti-aderente, deitar uma concha de massa, esperar que aloure e virar, com uma espátula.

Nota: Os americanos servem as panquecas com Maple Syrup, mas cá em casa não somos apreciadores. Eu acompanhei com doce de abóbora e os meus homens, com queijo e fiambre.


* Quem quiser ver mais informações sobre conversão de medidas, pode fazê-lo aqui.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Acerca de mim

A minha foto
O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.