Mostrar mensagens com a etiqueta Vegetais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vegetais. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Uma boa companhia: repolho salteado com salsa e cajus

Este repolho foi o acompanhamento do entrecosto do post anterior. Tem sido uma receita muito repetida cá por casa. Uma receita que mostra que os vegetais não têm de ser monótonos. E que as receitas fáceis podem ser saborosas.


Ingredientes:
1/2 repolho
4 dentes de alho, picados
4 colheres de sopa de azeite
1 ramo de salsa, picada
1 punhado de cajus
sal, pimenta preta e noz moscada

Cortar o repolho em tiras. 
Num wok ou frigideira grande, fritar ligeiramente os alhos no azeite. Juntar o repolho, cortado em tiras finas. Temperar com sal, pimenta preta e noz moscada, tapar e deixar cozinhar em lume brando, até o repolho amolecer. Juntar a salsa, envolver e deixar mais 1 ou 2 minutos. 
Entretanto, tostar os cajus. 
Servir o repolho salpicado com os cajus.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Antecipação

Depois de um dia de trabalho, mais uma caminhada à beira-mar. Não obstante as limitações da insularidade, gosto mesmo de morar aqui. Saio do trabalho e em sete minutos estou em casa. Troco de roupa e calço as sapatilhas. Mais dois minutos e estou a caminhar, junto ao mar. E posso escolher o cenário: se me apetecer areia e gente, viro à direita, em direção à Praia da Vitória. Se preferir silêncio e o negro austero do basalto, viro à esquerda e dali a pouco estaciono no Porto Martins. 
Chego a casa e preparo este jantar. Nem todos os dias há paciência para moldar massas. Em dias como o de ontem, em que entro em casa já noite cerrada, só há tempo para pousar a chave e a mala, pôr esparguete a cozer e engendrar uns acessórios para lhe juntar. Hoje não. Hoje houve tempo. E vontade. Sempre que o jantar implica tirar o rolo do armário, é sinal de que há vontade de passar algum tempo na cozinha. Perto de mim, o Manel vai fazendo o trabalho de casa. E vai tagarelando. Ó mãe, detesto as tartatugas. Vivem mais do que nós e não trabalham! Não deixa de ter razão, o rapaz. Por outro lado, do que nos serviria uma vida longa de tédio? É o trabalho que nos permite valorizar os momentos de lazer. Para mim, são os dias longos e cheios que me fazem apreciar tanto o fim de semana. É já amanhã. Por falar em fim de semana, vou fazer o meu gelado de baunilha. Adeus :)


Folhado de frango e cogumelos


Ingredientes:
1 peito de frango, cozido (ou aproveitamentos de frango assado)
2 alhos-franceses grandes (apenas a parte branca)
200 g de cogumelos brancos + 150 g de cogumelos shiitake, laminados
3 colheres (de sopa) de azeite
brócolos q.b., em floretes
1 embalagem de massa folhada (usei da marca Continente, com 5 placas)
200 ml de natas magras
sal e pimenta preta a gosto
1 gema, para pincelar
sementes de sésamo (facultativo)

Cortar o alho-francês em rodelas e lavá-lo bem. Levá-lo ao lume, com o azeite, e deixá-lo refogar, até que amoleça. Juntar o frango, desfiado ou cortado em pedaços pequenos, os cogumelos e os brócolos. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos, em lume brando. Juntar as natas, temperar com sal e pimenta e deixar apurar cerca de 5 minutos.
Entretanto, esticar a massa, formando 2 retângulos. Num tabuleiro de forno, forrado com papel vegetal, colocar um retângulo e, no centro deste, o recheio. Cobri-lo com o outro retângulo e aconchegar bem as beiras. Se houver tempo (e paciência), com a massa que sobrar, cortar tirinhas e decorar a empada. Pincelar com ovo batido, polvilhar com sementes de sésamo e levar ao forno a 180-190 graus, até dourar. Servir com salada verde. 




terça-feira, 22 de julho de 2014

Férias de Verão

Já estamos de férias. Já sinto aquela leveza dos dias livres, sem preocupações. Esperam-nos uns dias de descanso. Dias para limpar a cabeça, fazer uma pausa nas rotinas. E das rotinas faz parte o blogue, que também vai descansar. A quem por aqui passa, continuação de um bom verão!

Deixo-vos imagens do nosso verão.











 E duas receitas saudáveis, com produtos da nossa horta.

Creme de pastinaca, courgette e açaflor

Ingredientes:
2 cebolas médias, cortadas em pedaços
250 g de pastinacas, cortadas em rodelas
250 g de courgette (sem a casca), cortadas em rodelas
3 colheres (de sopa) de azeite
água q.b.
1 colher (de café) de açaflor
sal e pimenta



Fazer um refogado com a cebola e o azeite. Adicionar os restantes ingredientes, cobrir com água e deixar cozinhar, em lume brando, até que os legumes estejam cozidos. Passar, com a varinha mágica ou num robot de cozinha. Pode decorar com açaflor, se desejar. 

Sandes de requeijão, espinafres e tomates black cherry

Escaldar um molho de espinafres. Espremê-los bem e colocá-los no copo da varinha mágica. Juntar um requeijão, temperar com sal, pimenta e noz moscada e triturar tudo. Barrar baguettes com esta pasta e, sobre esta, colocar rodelas de tomate e folhas de manjericão. E servir, com um copo de vinho branco, num dia quente de verão.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Primavera e tarte de cogumelos: uma espécie de antítese

Gosto sempre das mudanças de estação. Não importa a estação que começa. Tal como a primeira noite de lareira acesa, lá para novembro ou dezembro, o primeiro jantar no jardim promete sempre coisas boas. Num dia bonito como o de hoje*, cheguei a casa, pus a música a tocar (hoje, apeteceu-me recordar), escancarei as portas, com a cozinha a fundir-se com o jardim. E cozinhei.
Ao contrário do que seria de esperar, não comemos grelhados, nem saladas, nem nada habitualmente associado às estações quentes. Comemos tarte de cogumelos e pak choi assada, comida mais de outono do que de primavera. A contrariar o tom outonal da ementa, as flores do cebolinho e as rosas e os lírios da mesa. Depois do jantar, a voltinha habitual pela horta, a regar as alfaces e os tomateiros e as cougettes e as beringelas. E tudo o mais que lá está, a crescer a olhos vistos. A receita da tarte é a que faço sempre e que ainda não tinha tido honras de post. Simples e sem muitos elementos distratores, para que o ingrediente-rei brilhasse. Inspirada por esta tarte da Ginja, juntei-lhe cebolinho e decorei-a com flores. E soube-nos bem a tarte de sempre, com este twist primaveril.

 As três primeiras fotos são da horta da minha cunhada. Não resisti às flores das cebolas e do cebolinho nem à beringela bebé.

* O hoje, na verdade, é ontem. O texto foi escrito ontem, mas não houve tempo para acabar o post. A tarde de hoje, no entanto, foi semelhante. Não houve horta, mas houve jantar lá fora :)

Ficam as fotos. A receita está no Receitas ao Desafio.





sábado, 15 de março de 2014

Bacalhau com grelos e batatas a murro. E uma sementeira.

Já tinha saudades de ser a horta a decidir o jantar. Hoje, foi o passeio do final da tarde, depois de ter andado a fazer as sementeiras de primavera, que serviu de mote para este jantar. Os grelos que despontavam no meio das couves verdes e viçosas sugeriram que o jantar fosse bacalhau. Aos dois ingredientes de honra, foi só juntar azeite do bom, muito alho e batatas novas, com aquela casca ainda muito de aproveitar. O resultado foi um jantar bem nosso, a fazer lembrar os Natais no Norte, em casa dos meus sogros. 

 

Bacalhau com grelos e batatas a murro 
Ingredientes para nós os três:
2 postas grandes de bacalhau
2 cebolas de rama, cortadas em rodelas (incluindo a parte verde) - pode substituir por cebola
1 molho grande de grelos
Uma quantidade generosa de azeite de boa qualidade
2 cabeças de alho
3 batatas por pessoa
sal e pimenta


Preparação:
Lava-se as batatas, salpicam-se com sal, e assam-se, a 200 graus, cerca de 45 minutos, dependendo do tamanho.
Coze-se o bacalhau e parte-se em lascas. À parte, coze-se os grelos al dente.
Leva-se ao lume 1 cabeça de alho, esmagada, e azeite. Junta-se os grelos e deixa-se saltear. Se for necessário, acrescenta-se azeite.
Faz-se um refogado com a cebola de rama, a outra cabeça de alho (os dentes picados) e azeite. Junta-se o bacalhau, em lascas, e deixa-se refogar. 
Retira-se as batatas do forno, limpa-se o sal, dá-se-lhes um murro e juntam-se ao bacalhau. Deixa-se cozinhar mais um ou dois minutos. Serve-se o bacalhau com os grelos salteados.

E agora, uma amostra da nossa coleção primavera/ verão 2014:


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Rentrée (e os 37)

Os dias estão mais curtos. Já não há tardes de praia até às 20h00. A luz dos jantares no jardim já é outra. Anuncia setembro e o começo das rotinas. Para eles, que para mim já começaram há algum tempo. Em breve, as escolas enchem-se. Os edifícios vazios, que em agosto me parecem sempre tristes, ganham vida. É a rentrée. Entretanto, enganamos o calendário e esticamos os hábitos de férias mais algum tempo. Jantamos no jardim e comemos muitos grelhados e legumes da horta. Despedimo-nos do verão e esperamos o outono com a sua brisa, as suas árvores que se despem e os seus tapetes de folhas em tons ocre. E despeço-me dos 36 e preparo-me para entrar em setembro com mais um ano. E pergunto-me como passou tudo tão depressa. E penso que é natural e que estou feliz e que os 40 que aí vêm vão ser muito bons. E convenço-me que isto de envelhecer é muito giro e olho para o espelho, vigilante, à espera dos primeiros sinais. E ponho anti-rugas e cuido de mim, para ver se me aguento mais uns anos. E amanhã faço 37 e já sei que me espera um dia em que fico macambúzia, com uma nostalgia não sei de quê e em que num momento estou muito feliz e no outro nem tanto. E também sei que no dia seguinte ficará tudo bem, quando perceber que afinal ter 37 é igual a ter 36. 

O último jantar com 36 foi assim:

 Maminha grelhada com alho

Ingredientes para 3 pessoas:
6 bifinhos pequenos 
24 dentes de alho, picados
flor de sal
pimenta preta
azeite q.b.

Temperei a carne com o alho, a flor de sal e a pimenta. Reguei com um pouco de azeite e reservei, enquanto preparei os acompanhamentos. Grelhei a carne, cerca de 2 minutos de cada lado.

Acompanhei com estas batatas e couve lombarda salteada com bacon.

Couve lombarda salteada com bacon
100 g de bacon
6 dentes de alho, picados
3 colheres (de sopa) de azeite
1/2 couve lombarda, cortada em juliana
vinho branco q.b. (3 ou 4 colheres de sopa)
sal e pimenta q.b.

Numa frigideira larga, salteei o bacon, o alho e o azeite. Juntei a couve lombarda, temperei com sal e pimenta, refresquei com o vinho branco, tapei e deixei a couve cozer (cerca de 10 minutos).


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Praia, piqueniques e o "doce fazer nada"

Estas férias têm sido diferentes. Estas férias têm sido feitas de dias sem planos. Faz-se o que apetece, às horas que apetece. As refeições são pensadas quase na hora. Enquanto esperamos que o sol amanse, vou à horta, colher. Em casa, faço sopas. E saladas. E coisas saudáveis, que ando a portar-me muito bem. Depois do lanche, um saltinho à praia, mesmo aqui ao lado. Têm sido assim, a maior parte dos dias. 
Ou então, piqueniques, no meio da natureza. Estas férias, ando a descobrir lugares que sempre estiveram lá sem eu os ver. E surpreendo-me a gostar de coisas de que nunca gostei. E consigo dormir uma sesta, numa manta, debaixo de uma árvore, sem estar a pensar em bichos. E consigo gostar de uma refeição partilhada nessa mesma manta, com pratos e talheres de plástico. E gosto, acima de tudo, de ficar deitada na manta, a ler um livro, enquanto ouço as vozes deles, a fazer o nosso churrasco. A voz curiosa do Manel, que questiona tudo, e a voz paciente do pai, que não se esquiva a nenhuma pergunta. E gosto de os ver a jogar à bola, num campo só deles. E sorrio ao ver o pai, que não gosta de bola, rematar com vontade :) Mudámos tanto, nós, por causa dele. 

 


Hoje, ficámos por casa. Uma noite longa de sono. Refeições tomadas a horas tardias. Para o almoço, uma receita com sabores fortes e exóticos. E outra leve, feita à minha medida. E agora dedicamo-nos à preguiça, que é uma atividade muito menosprezada. Nem sempre temos de estar a fazer coisas. Fazer nada também é muito bom :) 

Caril de frango com laranja
(adaptado de O pequeno grande livro das refeições rápidas, Carla Bardi, Porto Editora)
 
Ingredientes para 4 pessoas:
1 laranja grande e madura
2 colheres de sopa de azeite virgem extra (usei apenas uma)
sal e pimenta preta
1 colher (de sopa) de farinha
1 colher (de sopa) de caril em pó
3 colheres (de sopa) de caldo de galinha (o meu foi feito com knorr natura
sumo de uma laranja
2 peitos de frango, grandes, sem pele, sem osso, e cortados em pedaços pequenos
4 colheres (de sopa) de manteiga (usei 2 colheres de manteiga aromatizada - receita aqui
1 colher (de sopa) de brandy

 Preparação:
Descascar a laranja e cortar em gomos. Colocar numa taça e adicionar o azeite. Temperar com sal e pimenta e reservar. 
Misturar a farinha com o caril, o caldo e o sumo de laranja. Temperar com sal e pimenta. 
Numa frigideira grande, saltear o frango na manteiga, em lume médio-alto, durante 3 a 4 minutos, ou até os pedaços de frango estarem dourados. Acrescentar o molho de caril e o brandy. Tapar e cozinhar em lume brando 15 minutos ou até o frango estar bem cozinhado e o molho engrossar. 
Guarnecer com a laranja e servir quente.


Acompanhei o frango com esta salada quente de quinoa e legumes salteados. Podem consultar a receita aqui.


domingo, 26 de maio de 2013

Um risotto de acelgas e um novo membro na família

Temos, desde a passada sexta-feira, um novo habitante cá em casa: um floco de neve orelhudo chamado Serafim. O Manuel está radiante e, para ser sincera, eu não estou menos :) Conservo um lado muito infantil, que se manifesta quando vejo animais fofinhos :) Já tem casa, feita pelo meu pai, e parece estar feliz. Antes de o adotarmos, tivemos uma conversa séria com o Manel, que se comprometeu a dar-lhe comida e a tratar da higiene. Esperemos que esteja à altura desta responsabilidade. Por enquanto, tem sido um dono exemplar. Está sempre a verificar se o coelhinho tem comida e água e se a casota está limpa. Esperemos que assim se mantenha.



O Serafim mora mesmo em frente à nossa cozinha, ao lado da estrelícia gigante, e adora correr pelo jardim, aos saltinhos. Sabe bem ter mais esta companhia enquanto faço o jantar. Enquanto mexia este risotto, ele jantava uma folha de alface que lhe déramos uns minutos antes. 

Risotto de acelgas coloridas com açaflor


1 cebola grande
2 dentes de alho
2 dl de vinho branco
1 litro de caldo de legumes
1 colher de café de açaflor (ou açafrão)
350 g de arroz para risotto
3 folhas de acelga (usei uma amarela, uma rosa e uma vermelha - obrigada, Avelino;), cortadas grosseiramente.
1 colher de sopa de manteiga aromatizada com ervas (receita aqui)
30 g de azeite
50 g de parmesão ralado
sal e pimenta q.b.

Refogar a cebola e o alho, picados, no azeite. Juntar o arroz e mexer. Acrescentar o vinho branco e continuar a mexer. Quando o álcool tiver evaporado, adicionar os caules das acelgas, cortados em pedaços pequenos. Temperar com sal e pimenta e continuar a mexer, delicadamente. Aos poucos, acrescentar caldo de legumes, ao qual se adicionou uma colher de café de açaflor, mexendo sempre (deverá manter o caldo em lume brando, para que não arrefeça). Esperar que o arroz absorva todo o caldo, antes de acrescentar mais. Continuar esta operação, até que o arroz esteja cozido al dente (quando o estiver quase cozido, junte as folhas de acelgas, que cozerão em pouco tempo, e continue a acrescentar o caldo, como anteriormente). Retificar os temperos e, já com o fogão apagado, acrescentar a manteiga e o queijo, envolvendo bem. Servir de imediato, como acompanhamento ou como prato principal.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Acerca de mim

A minha foto
O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.