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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Coisas de verão: mar, horta e uma sangria refrescante.

Finalmente, o verão. Apesar de o calendário já o assinalar há mais de um mês, nos Açores, só na última semana ele parece ter chegado. Só agora há céu azul com poucas nuvens e temperaturas que convidam a banhos de mar demorados. Não sei se será sido do atraso, que o tornou mais desejável, este ano dei por mim a gostar mais das coisas de verão do que em anos anteriores. Da praia, principalmente. Não me lembro de ir todos os dias à praia. Este ano sim. Este ano, tenho sentido o apelo do mar, da areia e das longas tardes à beira-mar. 








As rotinas da horta continuam. Rega ao fim da tarde. E cuidados contra insetos, com mezinhas receitadas pelo Avelino. Tenho lutado contra a mosca branca que ameaça os tomateiros, as alfaces e as curgetes. Quase todos os dias, pulverizo as plantas com uma infusão de salva e sabão. Mas ainda não as exterminei, que são uns bichos resistentes. Tem sido uma luta quase diária. Cheguei da horta há pouco. E pelas nuvens brancas que se soltam após cada pulverização de veneno, percebo que está para continuar. Mas a sensação de colher uma curgete ou um alho francês e cozinhá-los minutos depois compensa o esforço e as alergias. 




Outro prazer de verão: as refeições no jardim. Pelo menos quando não há insetos. Este ano têm-nos visitado amiúde. Viver no campo tem destas coisas. Ainda assim, continuo a ver mais vantagens. Apesar das bichezas indesejadas, gosto desta minha vida rural.
E agora, a receita: uma sangria de ananás bem adequada aos dias de calor que temos tido. Fi-la pela primeira vez num dia em que não tinha qualquer refrigerante em casa. Lembrei-me de juntar água com gás. Afinal, também tem bolhinhas. Desde então, já a fiz imensas vezes. Leve, pouco calórica e bem refrescante. 


Sangria de ananás 


1/2 ananás
1 garrafa de espumante
3 colheres de sopa de açúcar amarelo
50 ml de vinho do Porto
500 ml de água com gás
1 pau de canela
hortelã (usei hortelã-pimenta)

Picar o ananás em cubos pequenos e colocá-los no fundo de um jarro. Misturar o açúcar e o vinho do Porto. Acrescentar o espumante, a água com gás, o pau de canela e mexer bem. Servir com hortelã e gelo.






Continuação de um bom verão. E boas férias, se for o caso.


domingo, 22 de dezembro de 2013

Um licor de limão e um feliz Natal

Um limoeiro carregadinho de limões pede uma receita que o honre. Uma receita de beber, adequadíssima aos encontros de familiares e amigos que se combinam por estes dias.

A todos quantos por aqui passam, desejo um Natal saboroso, junto daqueles que vos são mais queridos.

Limoncello
(Receita daqui)


Ingredientes:
Casca de 25 limões (só a parte amarela)
1 litro de aguardente
500 g de açúcar
1/2 litro de água 

Preparação:
Colocar, num recipiente com tampa, as cascas dos limões com a aguardente. Guardar, durante 48 horas, num local escuro.

Findo este tempo, colocar no copo da Bimby o açúcar e a água e programar 15 minutos, varoma, velocidade 2 (se não tiver Bimby, levar ao lume, até que a água ferva e o açúcar esteja dissolvido). Deixar arrefecer e juntar à aguardente. Com a ajuda de um funil e de um passador, passar o líquido para as garrafas previamente esterilizadas.
Beber bem fresco ou com gelo.

domingo, 3 de novembro de 2013

Sangria de outono

Sangria é bebida de estações quentes. É bebida de churrascos, de bares à beira da praia e de santos populares. Nas estações frias, as bebidas querem-se outras. Quentes e reconfortantes. Os brancos e rosés são trocados pelos tintos. 
Nesta altura, ainda estamos naquele limbo do não sei o que vista, do agora está calor, daqui a pouco está frio. Estamos em transição. Acostumamo-nos à hora de inverno. E custa um bocadinho olhar pela janela e ver escuridão às 18 horas. E tentamos prolongar o verão. Nem que seja com uma sangria. Não exatamente uma sangria de verão. Uma sangria quente, com tons e cheiros de outono.
Não encontrei melhor forma de dar as boas vindas ao frio que ainda não é bem frio. Uma sangria bebida dentro de portas, com velas acesas, numa mesa animada sobre a qual ainda houve verbenas, mas onde as abóboras e as romãs já marcaram presença.


A receita é a desta sangria. Só troquei a fruta e os aromas. Esta foi feita com uma manga, cortada em cubinhos, amoras e bagos de romã. Em vez da hortelã e dos paus de canela, 1 colher de café de canela em pó, 1 pitada de gengibre e outra de cardamomo. E foi o suficiente para transformar o verão em outono.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Voar

Têm sido frequentes, este verão. Longas caminhadas ao entardecer. Saimos ainda de dia, atravessamos o lusco-fusco e as luzes da cidade acendem-se à nossa passagem. E ouvimos o barulho das ondas, mesmo ao nosso lado. Observamos barcos, faróis e pessoas. Cumprimentamos conhecidos que passam, transpirados como nós. Veem-se namorados, de mãos dadas. Uns mais novos. Outros, grisalhos, com aquela cumplicidade de muitos anos. Pais e filhos. Amigas de longa data. Cães e donos atentos, de saquinho na mão. De vez em quando, passam por nós línguas estranhas, com mapas da ilha. Francês, alemão e muito inglês.
Hoje, foi dia de um percurso mais ousado. O Manuel foi, pela primeira vez, dormir a casa de um amigo. E nós passeámos, a fingir que somos uns pais muito desprendidos e que esta situação não nos traz um bocadinho de nostalgia. O nosso bebé já dorme em casa de amigos. E eu, por mais que me apeteça estender a minha asa protetora, deixei-o ir. Faz parte. Ele tem de voar. Um voo controlado, em céus conhecidos e de confiança. Não o podemos engaiolar. Mesmo que seja a opção mais confortável para nós, não é isso que queremos para o nosso filho. E amanhã estará em casa, feliz e orgulhoso de mais este feito. Entretanto, nós aproveitámos o entardecer. Subimos a serra do Facho e vimos a cidade, mesmo aos nossos pés. E queimámos as calorias do jantar. E assim, as extravagâncias gastronómicas de verão não nos causam tanta culpa. 
 






Partilho convosco a minha sangria de verão. Fi-la no passado domingo e foi muito apreciada, apesar de ter sido considerada perigosa. Há qualquer coisa de pleonástico em chamar de verão a uma sangria. Na verdade, se há bebida que sabe a verão é esta. A redundância deve-se ao facto de esta versão conter alguns dos meus frutos de verão preferidos. Apesar de não parecer, esta é uma bebida forte. Daquelas que enganam, por serem fáceis de beber. Se a desejarem mais branda, aumentem a quantidade de gasosa ou reduzam as quantidades de álcool. 


Preparação:
Coloca-se a fruta no fundo de um jarro. Mistura-se as bebidas e o açúcar e verte-se sobre a fruta. Junta-se os paus de canela e a hortelã. E bebe-se, muito fresca, numa tarde de verão, enquanto se prepara o churrasco e se comem maçarocas cozidas.


 

domingo, 22 de julho de 2012

Panquecas de queijo-creme para um pequeno-almoço no jardim

Uma das coisas de que gosto no verão. Os pequenos-almoços no jardim. Café quentinho, sumo de laranja fresco, panquecas fofas e compotas coloridas. Sinestesia à mesa. Uma brisa ligeira, que não chega a ser vento. O som dos pássaros, pousados nos fios elétricos. E o de uma pomba, que fez ninho na chaminé. Ao longe, ouve-se o ruído da máquina de um vizinho, que aproveita o dia de descanso para cortar a relva. E a refeição prolonga-se, sem que tenhamos que nos apressar. E continuamos pelo jardim. A ler, a fotografar, a escrever este texto. 

Panquecas de queijo-creme
(adaptadas das panquecas de ricotta da Nigella Lawson)

250 g de queijo ricotta (ou queijo-creme)
125 ml. de leite
2 ovos
100 g de farinha de trigo
1 colher (de chá) de fermento

Mistura-se o queijo-creme, o leite e as gemas. Adiciona-se a farinha e o fermento, misturando bem. À parte, batem-se as claras, só até ficarem espumosas, e misturam-se ao preparado anterior. 
Aquece-se uma frigideira anti-aderente pequena. Vai-se deitando a massa (com uma concha) e virando as panquecas, com cuidado, para não se desmancharem. Servem-se com maple syrup, ou compotas, ou fruta, ou o que vos apetecer.

Servi o sumo de laranja com cubos de gelo floridos, inspirada nos que vi no blogue da Gabriela, sempre cheio de boas ideias. São estes pequenos detalhes, que não custam nada, que tornam os nossos dias bem mais coloridos. 

Um bom domingo para todos.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Summertime


Enquanto se prepara o churrasco, Água fresca com lima, morangos e hortelã-pimenta:


1 litro de água (aproximadamente)
6 morangos
1 lima, cortada às rodelas
hortelã-pimenta q.b.
gelo

Pôr a água no jarro e juntar os outros ingredientes, menos o gelo. Esperar pelo menos uma hora. Servir com gelo. (Continuo a preferir uma cerveja, ou uma caipirinha, ou um mojito, mas ando a tentar ser uma menina bem comportada :)

P.S.: A receita dos enroladinhos de beringela sairá brevemente.



domingo, 11 de março de 2012

Uma manhã na cozinha

Hoje, o Manuel acordou às 7:30. Durante a semana, temos de o arrancar da cama, muito contrariado, para o levar ao colégio. Ao fim de semana, acorda fresquíssimo, a estas horas. Cheio de energia. Enquanto toma o pequeno-almoço, a pergunta: Mãe, o que vamos fazer? Àquela hora, com ele constipado e com um tempo pouco apetecível, as opções não eram muitas. Depois de pensar um pouco, sugeri-lhe que fôssemos para a cozinha. Siiiiiim! Vai ser divetido!
Tenho a fruteira cheia de limões, pois o limoeiro do meu pai está bastante generoso, este ano. Pensei num pão que tinha marcado há algum tempo. Os dois de pijama e robe, dirigimo-nos à cozinha. Ele quis ajudar. Espremeu os limões (tarefa que eu tive de finalizar, claro) e pôs os ingredientes na Bimby. Enquanto a massa levedava, de vez em quando, ia espreitar. Em vez de fazer o pão numa forma de bolo inglês, como é sugerido na revista de onde retirei a receita, formámos uma flor. Deixei-o pincelar a massa com leite e polvilhar o pão com as sementes. Insistiu para provar o bolo, mal este saiu do forno. Apesar do sabor ácido, aprovou: Hum, que bom!



Pão de limão e sementes de papoila (feito a quatro mãos)
Ingredientes:
30 g de sementes de papoila
raspa de 1 limão
130 g de sumo de limão
120 g de água
30 g de manteiga
60 g de açúcar amarelo
25 g de fermento de padeiro fresco
530 g de farinha de trigo, tipo 65
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
Leite para pincelar
manteiga ou spray de cozinha para untar a forma
papel vegetal

Preparação na Bimby:
Numa frigideira, torre as sementes de papoila, juntamente com a raspa de limão. Reserve.
Coloque no copo, o sumo de limão, a água, a manteiga, o açúcar, o fermento e programe 2 minutos, 37 graus, velocidade 2. Adicione 230 g de farinha, o sal e o ovo. Envolva 5 segundos, velocidade 6.
Adicione os restantes 300 g de farinha, reserve uma colher de sopa de sementes de papoila para polvilhar o pão e adicione as restantes à massa. De seguida, amasse 2 minutos, velocidade espiga.
Retire a massa, forme uma bola e deixe levedar num local morno, até que dobre de volume.
Unte uma forma redonda (sem buraco). Forre-a com papel vegetal (costumo humedecê-lo, para que se adapte com maior facilidade à forma) e unte-o.
Faça um rolo com a massa e corte em fatias, com cerca de 3 dedos de espessura. Disponha-nos em forma de flor, como podem ver na foto. Pincele com leite e polvilhe com as sementes reservadas.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180 graus.
Sirva com compotas.

Fonte: Inspirada numa receita de Pão com sementes de papoila, laranja e figos, da revista Bimby - Momentos de Partilha, de fevereiro de 2012.

Preparação tradicional (não testada):
Numa frigideira, torre as sementes de papoila, juntamente com a raspa de limão. Reserve.
Numa tigela, coloque o sumo de limão, a água (morna), o açúcar, o fermento e bata, com uma batedeira, até estar tudo bem misturado. Adicione 230 g de farinha, o sal e o ovo e amasse, com as mãos. Adicione os restantes 300 g de farinha, reserve uma colher de sopa de sementes de papoila para polvilhar o pão e adicione as restantes à massa. Amasse bem, até obter uma massa fofa.

Retire a massa, forme uma bola e deixe levedar num local morno, até que dobre de volume.
Unte uma forma redonda (sem buraco). Forre-a com papel vegetal (costumo humedecê-lo, para que se adapte com maior facilidade à forma) e unte-o.
Faça um rolo com a massa e corte em fatias, com cerca de 3 dedos de espessura. Disponha-nos em forma de flor, como podem ver na foto. Pincele com leite e polvilhe com as sementes reservadas.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180 graus.

Comemo-lo ao lanche, com compota e cappucino, cuja receita podem consultar aqui.


Nota: O pão fica muito fofo. É ideal para o pequeno-almoço ou lanche. Tem um sabor intenso a limão, por isso, se desejarem um pão mais suave, podem aumentar a quantidade de açúcar e substituir uma parte do sumo de limão por água. Eu gosto assim, servido com uma compota docinha, a contrastar. Acre e Doce, portanto :)

E a primavera está a chegar. As minhas orquídeas começaram a florir. E é uma excitação sempre que há mais uma flor. O Manel adora assistir ao fenómeno. Mãe, olha, mais uma! Se, pelo contrário, uma flor murcha e cai, Coitadinha de ti, mãe! A tua flor morreu! 



domingo, 11 de dezembro de 2011

"Carpe diem" com chocolate quente

Os feriados e fins de semana têm sido passados a trabalhar. É inevitável, na minha profissão. Para ter uma semana e meia de pausa, há que sacrificar muitos dias que era suposto serem de descanso. 
Tento tornar esses dias de trabalho em momentos prazerosos. A lareira acesa, roupa confortável, uma vela perfumada tornam o ambiente agradável. Parece que o trabalho fica mais disfarçado por estes pequenos nadas.
Ontem, parei de corrigir testes e fui fazer chocolate quente. Bem espesso, com marshmallows, para o conforto ser completo. Três chávenas de chocolate quente. Love in a mug, como diz a minha amiga Diana. Thank you, darling. 


Chocolate quente 

Levei ao lume 500 ml de leite e, quando estava quase a ferver, juntei 100 g chocolate, em pedaços pequenos. Deixei engrossar, mexendo sempre, pacientemente (poderia ter posto a Bimby a mexer, mas, depois de horas a corrigir análises de poemas de Ricardo Reis, apeteceu-me dedicar-me a esta tarefa desprovida de raciocínio). Deixei-me levar por este pequeno prazer. Tranquilamente. 
Distribui o chocolate quente pelas chávenas, juntei marshmallows e uma cholher de chá de açúcar baunilhado. Entreguei uma chávena a cada um dos meus homens e bebi a minha. A seguir, consciente de que não valia a pena fugir ao meu Fado, voltei aos testes.

N.B.: A quantidade recomendada é de 250 ml de leite e 50 g de chocolate por pessoa. Pensei em Reis e evitei excessos. Aproveitei o momento, com moderação. Para evitar sofrimento na hora de subir à balança :)


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Waffles num domingo de outono



Quem costuma ler este blogue sabe como gosto de preparar o pequeno-almoço de fim de semana. E também sabe como gosto do outono. Imaginem o prazer que me deu preparar este pequeno-almoço. Num domingo de outono típico: sombrio, ventoso e frescote. Ainda ensonada, dirijo-me à cozinha e ponho café a fazer. Esta bebida milagrosa não me dá vida só a mim. O cheiro e o barulho provenientes da máquina também dão vida à casa. São como um sinal de que já começou o dia.
Nestes dias, gosto de abrir os estores e deixar entrar a luz. Gosto de olhar para o jardim enquanto cozinho. De vez em quando, passa uma folha. O Manel saltita à minha volta. Ainda falta muito, mãe? 
Hoje, apeteceu-me perfumar a casa com especiarias. Daí a escolha desta receita de waffles bem aromáticos. Para beber, para além do café, sumo de um fruto bem outonal: dióspiro. Raramente sou efusiva na descrição das receitas, mas desta vez, é  inevitável. Foi um pequeno-almoço perfeito. Talvez os melhores waffles que já fiz. 

Waffles de sour cream e especiarias
¾ cup (90 g, aproximadamente) de farinha
¼ cup (30 g, aproximadamente) de farinha de milho
½ colher de chá de fermento
¼ colher de chá de bicarbonato
¼ colher de chá de canela em pó

¼ colher de chá de noz moscada (substituí por cardamomo em pó)
¼ colher de chá de gengibre em pó
¼ colher de chá de sal
2 colheres de chá de açúcar
½ cup (120 ml) de leite
½ cup (120 ml) de sour cream (na falta deste, creio que poderão utilizar iogurte grego)
1/3 cup (80 ml) de óleo vegetal
1 ovo grande, ligeiramente batido



Misture bem os ingredientes secos. Junte os restantes ingredientes e misture, até obter uma massa homogénea, parecida com massa de panquecas.
Deixe repousar pelo menos meia hora. 
Aqueça a máquina de waffles (não é necessário untar).
Vá colocando pequenas porções de massa e deixe na máquina alguns minutos. 
Polvilhe com açúcar confeiteiro (uso um coador) e sirva com mel, ou iogurte grego, ou fruta. Eu servi com lemon curd, presente da minha vizinha, e agora amiga, Diana, e amêndoa laminada e tostada (resto de outra receita).
(Creio que com esta massa também se poderão fazer panquecas.)




Sumo de dióspiro e laranja (na Bimby)
Coloquei, no copo, a polpa de dois dióspiros, uma laranja e um limão (sem as partes brancas, nem as sementes) e 50 g de açúcar. Programei 2 minutos, velocidade 9. Adicionei 700 g de água e envolvi bem, na velocidade 4.


domingo, 28 de agosto de 2011

Waffles e sumo de laranja e ananás para um pequeno-almoço demorado

Se há refeição que me dá prazer é o pequeno-almoço. Nada como o barulho e o cheiro de um jarro de café a fazer. Panquecas. Pão quente. Sumo de laranja acabado de fazer. O colorido das compotas. Gosto de tudo o que envolve a preparação desta refeição, normalmente ainda de pijama. Gosto ainda mais do momento em que finalmente digo: "Está pronto!" e eles vêm para a mesa, onde ficamos, sem pressas. Agora, nas férias, o pequeno-almoço é quase sempre tomado no exterior. Ainda sabe melhor, acompanhado pelo fresquinho matinal.

Waffles de buttermilk (Mark Bittman)

250 g de farinha
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar (usei amarelo)
1 1/2 colher de chá de bicarbonato
4 dl de buttermilk* ou 1 1/2 chávena de sour cream (325 ml) ou 1 iogurte, dissolvido em 0,6 dl de leite  - usei o iogurte, dissolvido em leite
2 ovos
55 g de manteiga derretida, arrefecida
1/2 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)
óleo ou spray de cozinha para untar a máquina de waffles

* misturar 1 colher de sumo de limão ou vinagre no leite e deixar repousar 10 minutos. 

Numa tigela grande, misturei os ingredientes secos. Noutra tigela, bati o iogurte com as gemas. Misturei a manteiga e o extrato de baunilha.
Aqueci a máquina de waffles, untada com spray de cozinha. Misturei os ingredientes secos com os líquidos. Bati as claras em castelo e misturei-as suavemente na mistura.
Fui colocando pequenas porções de massa na máquina, que cozeram durante cerca de 3 minutos. Servi com compotas. A que veem na foto é de ameixa com vinho do Porto, cuja receita publicarei brevemente. Para beber, sumo de laranja e ananás e o café da praxe. Nestes pequenos-almoços caseiros, gosto do café de jarro. Assim, podemos ir repetindo sempre que nos apetecer.

FonteHow to cook everything, de Mark Bittman

Sumo de ananás e laranja (na Bimby):
No copo da Bimby, coloquei 2 laranjas, 1 limão, sem as sementes e as partes brancas, 1/2 ananás pequeno e 50 g de açúcar. Triturei 2 minutos na velocidade 9. Adicionei 700 g de água e envolvi 30 segundos, na velocidade 4. 


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Refresco

Tenho um lado bastante saudosista. De coisas que vivi e de coisas que não vivi. E nem sei se será muito normal ter-se saudades de tempos que não vivemos. Mas eu tenho.
Um objeto antigo, uma música tocada numa grafonola (a própria palavra "grafonola" transporta-me logo para o passado), um cheiro (não sei porquê, mas para mim a alfazema tem um cheiro antigo, de outros tempos), certos sabores têm esse efeito em mim. De me transportarem para um passado que sei que não vivi.
Pus-me a pensar sobre isto porque hoje bebi um refresco. E pareceu-me que a própria expressão beber um refresco está um tanto ou quanto fora de moda. Hoje em dia, ninguém combina ir tomar um refresco. Combina-se tomar um copo, tomar um café. Quando muito, tomar um chá. Mas eu hoje tomei um refresco. Um capilé, como as personagens das obras de Eça. E soube-me bem. Sentei-me com eles todos no Martinho e conversámos sobre as novidades chegadas do estrangeiro e sobre o estado do país, não tão diferente do de agora. E tive saudades, não sei bem de quê.

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O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.