Ontem, passei a tarde envolvida em calda de açúcar. E ovos. E amêndoa. E gila. E aromas tentadores.
Depois de uma reunião demorada, corri até ao Museu de Angra do Heroísmo para assistir a uma demonstração de doçaria conventual. Acompanhada por mais alguns entusiastas, assisti à confeção de Papos de Anjo, Fatias de Tomar, Toucinho do Céu, Pão de Rala e outros pecados criados em espaços dedicados à santidade :) Um desfile de iguarias que, no fim, tivemos o prazer de provar. Gostei especialmente dos Arrepiados do Convento de Leiria . De arrepiar, realmente. O local, um antigo convento franciscano, não podia ser mais adequado ao evento. Por momentos, acreditei estar num convento ainda habitado. O chef Raúl, a Alexandra e a Liliana transformaram-se em monges e aquela sala encheu-se de hábitos que corriam de um lado para o outro, na azáfama da preparação de algum festim. E creio que, por uma ou outra vez, por detrás da fonte, vi passar uma monja em oração. Obrigada, chef Raúl Sousa e Ana Lúcia Almeida, por esta tarde doce.
Cheguei a casa motivadíssima :) Não reproduzi nenhuma das receitas de ontem, pois não tinha os ingredientes todos para nenhuma delas. Assim, fiz pão de ló de Ovar, que só leva açúcar, ovos ( só 13:) e um pouco de farinha. Levei-o para o almoço de hoje, em casa dos meus pais. Não digo que tenha ficado como o autêntico (gosto do S. João), mas ninguém se queixou :) Não é coisa para comer com frequência, mas assim, a dividir por muitos, só faz bem :)
Podem consultar a receita no Receitas ao Desafio.
