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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Vamos aos figos?

As minhas idas aos figos, com o meu pai, requerem tempo. Acabamos sempre por nos perder no pomar. Os figos são o pretexto para uma visita às outras árvores. Gosto de ver a fruta nas suas várias fases. Quase madura ou ainda jovem, à espera do outono ou do inverno. O ritmo das estações impressiona-me sempre. Olhar para os ouriços que guardam as castanhas até fins de outubro. E ver as laranjas e as tangerinas pequenas e verdes, que havemos de colher lá para o inverno. Há coisas que ainda estão certas. Por enquanto. Lemos as notícias sobre os efeitos das alterações climáticas e apercebemo-nos de que, não tarda muito, começaremos a senti-los. Por isso, os figos, nesta altura, as castanhas, no outono, e os citrinos, no inverno, são uma forma de apaziguar os nossos receios. É como se esta normalidade nos dissesse que ainda está tudo bem. Vamos fazendo a nossa parte, que sabemos que de pouco vale, e esperamos que quem manda no planeta ganhe juízo e faça alguma coisa por nós. 

Este ano, os figos estão atrasados. Ainda estão duros e enfezaditos. Pelo menos os nossos. Ainda assim, ontem, eu e o meu pai fomos tentar a nossa sorte. Entre duas figueiras, colhemos os primeiros. A safra não foi abundante, mas deu para matar o desconsolo. O primeiro foi comido ao pé da figueira, descascado à mão, tradição de que não prescindo. Alguns foram partilhados com amigas, à beira-mar, onde sabem ainda melhor. Os que restaram serão transformados em bolo. Nunca fiz bolo de figo fresco e pretendo experimentar. 











Entretanto, lembrei-me de pôr figos a adornar uma salada de fim de verão. O contraste entre o doce do figo e o salgado do queijo halloumi resultou na perfeição. Para um pouco de proteína e de cor, dois ovos cozidos, com a gema encruada. A acompanhar, um copo de vinho branco. 


Salada de verão 
com figos grelhados, ovo e queijo halloumi

Ingredientes para uma pessoa:
Alface ou mistura de folhas (usei alface roxa + folhas de manjericão)
2 ovos
3 fatias finas de queijo halloumi
2 figos 
nozes a gosto
orégãos e azeite q.b.

Para o vinagrete de mel: 1 colher de sopa de azeite; 1 colher de chá de vinagre balsâmico; 1 colher de chá de mel de rosmaninho; flor de sal e pimenta preta q.b.; cebolinho picado (opcional).





Preparação:
Comecei por cozer os ovos, segundo o seguinte método: cobri os ovos com água e deixei ferver; desliguei o fogão, tapei o tacho e deixei que os ovos cozessem durante 4 minutos (cf.  imagem abaixo); por fim, transferi-os para uma taça com água gelada, para parar a cozedura.
Entretanto, coloquei a alface e o manjericão numa taça.
Levei ao lume um grelhador, com um fio de azeite. Cortei os figos ao meio e coloquei-os no grelhador, com a parte cortada voltada para baixo. Grelhei ainda o queijo halloumi, polvilhado com um pouco de orégãos. Virei tanto os figos como o queijo e deixei que grelhassem do outro lado. 
Descasquei os ovos, cortei-os ao meio, e coloquei-os sobre a salada, bem como os figos e o queijo. Polvilhei com um pouco de nozes e verti com o molho vinagrete (para o fazer, é apenas misturar num frasco todos os ingredientes e agitá-lo bem). Finalizei com um pouco de pimenta preta, moída sobre os ovos. Simples, não?


                                                                                                           Imagem daqui

terça-feira, 7 de junho de 2016

Primavera?

As flores coloridas e as saladas frescas são uma tentativa de trazer a primavera até nós. Já não se aguenta tempo sisudo! Estamos a dias das férias de verão e ainda andamos de mangas compridas e meias e casacos de malha. Olho lá para fora e vejo o Pico do Capitão coberto. Vou ao jardim e arrepio-me. Tenho vontade de jantares lá fora, mas o frio não deixa. Eu gosto de recolhimento, mas tudo tem o seu tempo. Junho não é tempo de frio nem de notícias de cheias. Junho é tempo de piqueniques, mesas postas no jardim e banhos de mar. Apesar de tudo, as favas e a lavanda e o cebolinho em flor assinalam o mês e dão-nos um pouco de esperança. Mesmo que a primavera ande confusa este ano, há sempre a possibilidade de uma salada fresca, polvilhada com pétalas delicadas.

Salada de maçã verde e funcho


Ingredientes para 2 doses:
2 maçãs verdes
1/2 bolbo de funcho
2 colheres de sopa, bem cheias, de iogurte grego
1 colher de chá de mostarda de Dijon
flor de sal e pimenta preta a gosto
nozes a gosto
flores de cebolinho para decorar

Descascar as maçãs e cortá-las em pedaços. Fatiar o funcho e juntá-lo à maçã.
Numa taça, misturar o iogurte com a mostarda e temperar com flor de sal e pimenta. 
Envolver a maçã e o funcho com o molho de iogurte. 
Salpicar com nozes, partidas em pedaços, e decorar com flores de cebolinho.




sábado, 5 de março de 2016

Quase primavera

Tenho saudades da terra. Da minha horta. De cultivar o que comemos. Mas, quando o tempo é escasso, há que fazer opções. Tive de abdicar da terra. Neste momento, só salsa e espinafres. Nada mais. Tudo o que requeira cuidados não cabe na minha agenda preenchida. 
Hoje, depois de visitar a Biofontinhas, vim para casa cheia de saudades da terra. Ao ouvir a Maria João chamar fofas às galinhas, tive saudades deste meu lado, ultimamente adormecido. Ele está cá, que eu sei. Mas não o tenho alimentado. Tenho cultivado outras coisas, é certo, mas tenho dado pouca atenção a esta coisa, que me faz muito feliz. Preciso de voltar a pôr as mãos na terra. 
Hoje, cheguei a casa e andei pelo jardim. A relva, cortada de fresco, está muito verde e cuidada. O jardim está mais bonito do que nunca, nesta altura. A primavera ainda não chegou, mas já há sinais que a anunciam. As folhas novas despontam das árvores e surgem as primeiras flores. Já há boninas. E, na Terceira, as boninas são as flores da primavera, do Espírito Santo, dos bezerros enfeitiados/ com boninas amarelas. As boninas expulsam o inverno e inauguram a época das festas. As festas que hão de durar até outubro, ou não fosse a Terceira a ilha (quase) sempre em festa.
Andei, pois,  pelo jardim, a fotografar esta felicidade em forma de folhas verdes e flores. E pensei que tenho de encaixar tempo para semear qualquer coisa. Por mais simples que seja, hei de voltar a ter o orgulho de comer o que pus na terra. 
Este espírito verde veio comigo para a cozinha. Sobre uma salada da Biofontinhas, uns ingredientes improvisados, e, a rematar, um ovo, dos tais mesmo especiais, das galinhas fofas da Maria João :)









Salada verde com queijo de Minas grelhado, presunto e ovo


Ingredientes para 1 pessoa:
Mistura de folhas
1 fatia de presunto, cortado fino
1 pedaço de queijo de Minas, cortado em tiras
orégãos a gosto
cajus a gosto
arandos secos a gosto
chutney de cebola a gosto (esta receita)
1 ovo
Para o vinagrete: 1 colher de sopa de azeite; 1 colher de chá de vinagre balsâmico; 1 colher de café de mel; sal e pimenta.

Numa taça, colocar as folhas. 
Levar um grelhador ao lume, colocar as tiras de queijo, temperá-las com orégãos, e deixar grelhar um pouco. Virar as tiras, para que grelhem do outro lado. Colocar o queijo grelhado sobre as folhas.
Cortar o presunto em pedaços e juntá-los à salada. Adicionar ainda os frutos secos e o chutney. Temperar com o vinagrete.
Entretanto, estrelar o ovo: numa frigideira pequena, com um pouco de óleo, colocar o ovo, com cuidado. Temperar com sal e pimenta e colocar uma tampa de vidro, para ir vigiando a cozedura. Quando a clara estiver cozida e a gema crua, está pronto. Colocar o ovo sobre a salada e servir, com tiras de pão torrado.



Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

domingo, 6 de setembro de 2015

Mais figos. E um frango picante.

Este post está meio alinhavado há mais de uma semana. Pelo menos a receita. Entretanto, estive para não a publicar. Parece já não fazer muito sentido apresentar uma receita com figos nesta altura. Pelo menos, depois das chuvas torrenciais da passada sexta-feira. Apesar de estar calor, olhamos pela janela e os dias continuam cinzentos, cor de inverno. Há uma espécie de incoerência nos últimos dias. 
Não voltei aos figos depois das chuvas, mas acredito que terão perdido a doçura. Figo quer sol, e sol é coisa que não tem havido ultimamente. Mesmo assim, decidi publicar a receita. Mesmo que já não haja figos doces na minha ilha, há de havê-los em qualquer parte e pode ser que isto interesse a alguém. 
Vamos então à receita. Desta vez, fiz uma salada. Uma refeição muito rápida, depois de um dia de trabalho (as fotos apressadas comprovam-no). O tempero do frango é perfeito para dias de preguiça. Três ingredientes  apenas, e, se não tivesse estragão, teriam sido dois. E teriam ficado bons na mesma, que o iogurte e a harissa fazem a festa sozinhos. Desde que conheci este ingrediente não o largo. É muito versátil e perfeito para dias em que há pouco tempo para preparar comida. Uma colher desta pasta mágica faz milagres. Em vez de comer os bifes acompanhados com um arroz sem graça, lembrei-me de os cortar em tiras e juntar a uma salada. Umas verduras, figos e nozes, numa salada agridoce muito saborosa. A doçura dos figos a contrastar com o picante do frango foi uma combinação a repetir. Não me parece é que seja ainda este ano.

Frango com iogurte grego, harissa e estragão




Ingredientes 
para o frango:
500 g de bifes de frango
1 iogurte natural
2 colheres (de chá) de harissa
1 colher (de sopa) de estragão fresco, picado
sal q.b.

para uma salada:
Salada verde (mistura de alfaces, rúcula e agrião)
2 ou 3 figos
nozes picadas
1 bife de frango
Molho vinagrete: 1 colher (de sopa) de azeite + 1 colher (de chá) de vinagre balsâmico + 1 colher (de chá) de mel + flor de sal e pimenta preta)

Preparação
do frango:
Misturar o iogurte, a harissa, o estragão e o sal. Marinar o frango durante uma hora (se não tiver uma hora, deixe o tempo que conseguir). Grelhar os bifes, num grelhador untado com um pouco de azeite.

da salada:
Numa taça, colocar as verduras. Sobre estas, dispor os figos, descascados e cortados em 4 partes. Cortar o bife de frango em tirinhas e juntá-lo também à salada, assim como as nozes. Temperar com o molho e servir, com uma torrada e um copo de vinho branco.


Entretanto, Angra reergue-se, depois da tempestade. E não há de demorar muito. Já viu dias bem piores e sobreviveu. Deixo-vos uma foto belíssima do António Araújo, que ilustra este arregaçar de mangas e a forma como estamos habituados a encarar as adversidades e a dar a volta por cima. Uma foto leve, otimista, que diz que vai ficar tudo bem. Pena não termos essa certeza em relação a tantas outras intempéries que acontecem no mundo.



Se desejarem conhecer um pouco melhor o trabalho deste fotógrafo, cliquem aqui.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Depois da festa

Estes dias são de descanso. Os filmes de sempre, que o Manel vê pela primeira vez. Gargalhadas com as quedas aparatosas dos ladrões do Sozinho em Casa, silêncio comovido quando o E.T. se despede do Elliot, muitas perguntas enquanto vê O Príncipe do Egipto. Mantas e meias de lã. Brinquedos pela casa. Lareira acesa. Gatos que ronronam, com uma preguiça condizente com a dos donos. Na mesa, ainda há doces. Bolo Meia Idade e Donas Amélias. No frigorífico, muitos restos da consoada, que serão aproveitados nos próximos dias. 
Cansada dos excessos das festas, apeteceu-me comida fresca. Uma busca pelo google levou-me a esta salada exótica, feita com restos de peru da consoada. E agora, pretendo intercalar filmes, leitura, mimos e quem sabe uma sesta. Continuação de festas felizes.

Salada vietnamita de peru 
(Ligeiramente adaptada daqui)



Ingredientes para 3-4 pessoas:
2 chávenas de peru, às lascas
150 g de noodles de arroz
1 cenoura pequena, cortada em tiras, com o descascador
1/2 pimento vermelho, cortado em tiras
1/2 cebola roxa, cortada em meias luas muito finas
1 chávena de rebentos de soja
1 chávena de folhas de coentros e/ou hortelã (usei apenas coentros)
2 colheres (de sopa) de sementes de sésamo, tostadas


Para o molho vietnamita:
1/4 chávena de molho sweet chilli
1/8 de chávena de vinagre de arroz (ou de vinho branco)
1 colher (de sopa) de molho de peixe tailandês
raspa de 1 limão (ou lima)
1 colher (de sopa) de sumo de limão (ou lima)
1/4 colher (de sopa) de 5 especiarias (como não tinha, usei uma pitada de canela, uma de cravinho em pó e uma de sementes de funcho)
sal e pimenta preta a gosto

Colocar o peru numa tigela grande.
Fazer o molho vietnamita, colocando todos os ingredientes num frasco e agitando bem. 
Verter metade do molho sobre o peru.
Cozer os noodles, de acordo com as instruções do pacote. Escorrê-los, misturá-los com o peru, bem como os outros ingredientes e o molho restante. Servir de imediato.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ainda verão

Esta receita anda nos rascunhos do blogue há quase um mês. Fi-la mal cheguei de férias, inspirada pelas revistas de culinária que vieram comigo. Quando saio da ilha, reservo sempre um espacinho na mala para coisas da cozinha. Sejam de comer, de servir ou de ler. Estas férias não foram exceção. Esta salada foi inspirada numa da revista Elle à table, de julho-agosto. Naquele dia, a frescura da melancia pareceu-me combinar com as temperaturas quentes de agosto. E hoje, apresso-me a publicá-la, antes que o tempo arrefeça ainda mais. Enquanto ainda é verão.

Salada de melancia, sardinha e arroz preto


Ingredientes para uma pessoa:
1 chávena de arroz cozido (usei preto, mas parece-me que deve ficar muito bem com arroz selvagem)
1 chávena de mistura de folhas verdes (alface, rúcula, beterraba, acelgas...)
3 sardinhas em conserva, limpas de peles e espinhas
1 fatia de melancia
1 cebola vermelha, picada

Para o vinagrete:
1/2 chalota picada
1 colher (de chá) de mostarda de Dijon
1 pitada de açúcar amarelo
flor de sal
pimenta preta
1 colher (de sopa) de vinagre
umas gotas de sumo de limão
2 colheres (de sopa) de azeite virgem extra
1 colher (de chá) de cominhos


Preparação:
Numa saladeira, colocar o arroz. Misturar a cebola e a sardinha, em lascas. Colocar todos os ingredientes para o vinagrete num frasco, agitar e envolver bem com os outros ingredientes da saladeira. Finalizar com a melancia, cortada em pedaços, e a salada verde. Envolver delicadamente e servir, numa tarde quente de agosto ou numa tarde nostálgica de fim de verão, em jeito de despedida. 


domingo, 17 de agosto de 2014

Chuva e comida de verão

Tardes assim chamam-nos para a cozinha. Num dia abafado, sombrio e chuvoso, apetece mexer nos tachos e fazer coisas a saber a verão. Conservas e pratos que envolvam tomate, peixe e ervas frescas. Enquanto o Manel e o pai se entretêm, na sala, venho para a cozinha. Da divisão do lado, os sons das moedinhas do Super Mario, a recordarem-me as tardes da minha infância/ adolescência. 
Estes momentos começam quase sempre por uma ronda aos livros de culinária. Hoje, peguei neste e escolhi duas receitas. 
Não comemos al fresco, como nos últimos tempos, mas os sabores foram bem estivais.

Salada de tomate à provençal



Ingredientes para quatro pessoas:
6 tomates médios, muito maduros
pimenta preta, moída na hora, e flor de sal
2 chalotas pequenas, picadas muito finas
folhas de 4 pés de salsa fresca, picada fina
folhas de 2 pés de manjericão fresco, picado fino
4 colheres (de sopa) de azeite virgem extra
2 colheres (de chá) de vinagre de vinho branco


Preparação:
Corte os tomates em rodelas finas, coloque-as num coador e polvilhe-as ligeiramente com flor de sal. Deixe escorrer durante 15 a 30 minutos, mexendo de vez em quando.
Retire as rodelas de tomate, deitando fora algumas sementes e polpa. Coloque as rodelas em círculos concêntricos numa travessa redonda ou oval. Espalhe por cima as chalotas, a salsa e o manjericão picados.
Numa taça, bata o azeite e o vinagre. Tempere levemente, com flor de sal e pimenta. Deite este molho sobre a salada e deixe repousar à temperatura ambiente durante pelo menos 10 minutos. Sirva com pedaços de pão fresco para ensopar os sucos. 


Pasta de anchovas

Ingredientes:
12 filetes de anchovas em óleo, escorridos
2 dentes de alho, esmagados
6 colheres (de sopa) de azeite virgem extra
1 colher (de chá) de vinagre de vinho tinto
1/4 colher (de chá) de mostarda de Dijon
2 colheres (de sopa) de salsa fresca, picada fina
pimenta preta, moída na hora

Preparação:
Coloque as anchovas e o alho numa taça e junte 1 colher (de sopa) de azeite. Com dois garfos, esmague e faça uma pasta.
Ainda com os garfos ou, se quiser, um batedor pequeno, bata o resto do azeite, 1 colher de sopa de cada vez. 
Junte o vinagre, a mostarda e a salsa e tempere com pimenta. Deve obter um puré grosso e espesso. Se não servir imediatamente, mantenha-o tapado e refrigerado.

Sirva esta pasta como petisco, com croûtons torrados, ou use-a para dar sabor a carne, peixe ou até sopas. 

Utilizei-a para barrar cântaro antes de o grelhar. Ficou muito bom! A restante está guardada no frigorífico, num frasquinho, à espera de outras utilizações.



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O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.