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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Mau tempo. Casa. E um snack para quando a fome aperta.

Nestes dias frios de inverno, torno-me eremita. Depois de uma semana fora, aos fins de semana só me apetece recolher. Só mesmo algo muito estimulante para me fazer abandonar o conforto da lareira e enfrentar o vento e a chuva. Como aqueles esquilos dos desenhos animados, que enchem as tocas de nozes para os meses frios, compro os mantimentos e fecho-me. Lareira e velas acesas, gatos por perto, que até esses preferem a casa ao jardim por estes dias.
Este fim de semana, mais uma tempestade. Nada a que já não estejamos habituados. Muito vento e chuva. Alguns estragos pela ilha, mas, felizmente, nada que não se resolva com alguns dias de trabalho. Aproveitei para ficar por casa. Um fim de semana dedicado a mimos, leitura e comida caseira. Ficar em casa não é mau. Não se for uma opção. Não se estivermos bem. Por muito que custe a algumas pessoas perceber, gosto de espairecer em casa. 


Hoje, comecei o dia pela cozinha. Acordei cedo, porque o corpo se habituou. Quando não é o despertador a arrancar-me da cama, não me custa. Andava há dias a pesquisar receitas de barras de cereais, daquelas de ter no bolso quando a fome aperta a meio da manhã ou da tarde. Aproveitei as dicas que fui lendo por aí e sairam estas, bem saborosas e muito mais saudáveis do que as que compramos, cheias de açúcar e conservantes.

Barrinhas de aveia 
com coco e frutos secos
Ingredientes (para 12 barrinhas):
1 chávena* de tâmaras secas, descaroçadas
1 chávena de flocos de aveia 
1 chávena de coco
1/4 chávena de óleo de coco (como solidifica depois de arrefecer, ajuda a manter os ingredientes unidos)
1/4 chávena de xarope de ácer
arandos secos, sementes de abóbora e amêndoas laminadas a gosto

*250 ml de capacidade

Preparação:
Picar as tâmaras, num robot de cozinha. Misturar os restantes ingredientes, exceto as amêndoas, e colocar num tabuleiro de 15 cm X 15 cm, forrado com papel vegetal. Alisar bem, com uma espátula, calcando um pouco, e dispor as amêndoas laminadas por cima. Levar ao frigorífico 30 minutos. Cortar as barrinhas, envolvê-las em papel vegetal ou papel manteiga. Conservá-las no frigorífico e consumi-las ao pequeno-almoço, ao lanche ou quando o apetite o ditar.


Uma boa semana,

Ilídia

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Domingo. Uma receita de crepes. E um recheio doce.

O domingo começou com a visita a um lugar querido. Desta vez, com um propósito diferente. Nunca tinha levado alunos à Biofontinhas. Hoje, levámos um grupo para conhecer a quinta e o Avelino. O tema de um dos nossos projetos Erasmus+ é alterações climáticas e os nossos alunos foram perceber de que forma as práticas agrícolas podem ajudar a preservar o nosso planeta. Ouviram o Avelino falar sobre agricultura sustentável, permacultura, compostagem e vermicultura e perceberam como a terra pode ser trabalhada com respeito. 
É sempre com alguma nostalgia que volto àquele lugar. Recordo sempre outras visitas, outras conversas, a primeira vez que levei lá o Manel, com dois meses, a D. Durvalina, que lhe ofereceu uma touca de lã, o Tyson, o boxer simpático que costumava passear por entre as estufas. Fotografei os canteiros, as flores, as estufas e a Lua, à janela. E conversei com a Maria João, de quem já tinha saudades. E, aconselhada pelo Avelino, trouxe um raminho de perrejil para fazer um arroz. 
Depois de semanas de muito trabalho, este fim de semana foi de tréguas. Não toquei em papéis. Às vezes é preciso. Amanhã retomo. Procrastinar um pouco não faz mal, de vez em quando. Tenho de me permitir aperfeiçoar esta arte.

Para o lanche, crepes com recheio de caramel au beurre salé, duas receitas bretãs. Souberam ainda melhor na companhia de amigos queridos que apareceram de surpresa. 
Ficam imagens do dia e as receitas. Boa semana!








Crepes

100 g de farinha; 3 ovos; 50 g de manteiga derretida; 2,5 dl de leite; 20 g de açúcar; 1 pitada de sal
Bater tudo, num liquidificador, e deixar descansar 1/2 hora.
Numa frigideira untada, colocar uma porção de massa, espalhando-a uniformemente e deixar cozer. Quando se começar a soltar, virar, com a ajuda de uma espátula, ou, se tiverem mais jeito do que eu, fazer saltar o crepe, virando-o no ar (a única tentativa que fiz não correu lá muito bem, por isso não repeti a proeza ;). 

Recheio de caramel au beurre salé (caramelo com manteiga salgada):
100 g de açúcar amarelo; 40 g de manteiga com sal (usei Milhafre); 200 ml de natas gordas
Levar o açúcar ao lume, numa caçarola, e deixá-lo derreter. Misturar a manteiga e, depois, as natas. Deixar ferver, em lume brando. O caramelo pode ser guardado num frasco, no frigorífico.

Barrar cada crepe com caramelo e dobrá-lo em quatro partes. Se forem mesmo gulosos, podem cobri-los com mais um pouco de recheio. Acompanhar com leite frio ou com um chá quente. Bem bom, para rematar este domingo de inverno!









domingo, 20 de março de 2016

Domingo

É bom quando no fim de um domingo me sinto assim. É sinal de que o fim de semana acabou, mas cumpriu bem a sua função. Não sou do género de deprimir às segundas. Mas preciso muito de um bom fim de semana para o meu equilíbrio. Um bom fim de semana tem a utilidade de nos fazer gostar mais dos dias úteis. E este foi pleno. O sol ajudou. E o almoço do dia do pai. E as flores, que ajudam sempre. 





E as férias do Manel. Acabamos por descansar ao ver que ele descansa. Revivemos a felicidade do primeiro dia de férias da Páscoa. Fomos ao parque. Enquanto líamos, num banco, sempre vigilantes, e o víamos brincar com os seus melhores amigos, pensamos como é bom vê-lo ser criança. Exigimos muito às nossas crianças. Procuro sempre um equilíbrio. Tenho sempre presente que ele é criança, que precisa de ser criança. Mas não há como escapar. É a escola. As aulas de natação. As de música. A catequese. Pergunto-lhe se é demais. Não, diz-me. Eu gosto de tudo. Consola-me a certeza de que é feliz. Mas gosto quando não tem nada disso. Quando tem tempo para inventar jogos com os amigos e quando eu tenho tempo para me sentar num banco durante horas a vê-lo brincar. Aquelas gargalhadas enchem-me o coração. 
Para o lanche, pede-me waffles. Afinal, os amigos ainda não conhecem os melhores waffles do mundo. Pedem-me para repetir. Deixo, que dias não são dias. Para o jantar, há almôndegas. Há lá comida mais de criança do que almôndegas com esparguete! E amanhã fica em casa da avó para um dia cheio de mimos. Um dia em que será apenas criança e neto. 



Fica a receita dos tais waffles, a receita da vizinha belga da minha amiga Maria. Os melhores que já provámos. Daqueles que atraem narizes curiosos à cozinha mal começam a cozer.


Ingredientes
500 g de farinha
300 g de açúcar
200 g de manteiga
5 g de fermento em pó
200 ml de leite
4 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha

Preparação
Começa-se por bater as claras em castelo. Depois, mistura-se as gemas com o açúcar e mexe-se muito bem. Acrescenta-se a manteiga, depois de derretida em banho-maria (ou no micro-ondas, caso haja pressa), e mistura-se tudo com a vara de arames até obtermos um creme de consistência homogénea. Dissolve-se o fermento numa parte do leite e acrescenta-se à mistura anterior. Mexe-se. Adiciona-se a farinha aos poucos, mexendo sempre. Em seguida, junta-se o resto do leite e o extrato de baunilha  e mexe-se durante uns minutos. Por fim, acrescenta-se as claras em castelo e envolve-se tudo até conseguirmos uma massa suave. 
Depois, com a máquina bem quente, é só cozer os waffles, tendo o cuidado de untar as superfícies do aparelho com manteiga (a cada 4) para dar cor.



domingo, 22 de novembro de 2015

Duas receitas para um lanche especial


Sempre recordei a minha professora primária com carinho. Guardava na memória uma mulher jovem, que nos tratava com afeto. Lembrava-me especialmente do seu sorriso franco e da sua boa disposição. E de não termos medo. A professora Fernanda foi minha professora nos últimos dois anos da primária. E com ela íamos ao quadro e não tínhamos medo, algo a que não estávamos habituados. Gostava dos alunos e nós gostávamos dela. Habituados à rigidez da professora anterior, soube-nos bem o tratamento afetuoso. Lembro-me de certa vez me ter convidado para almoçar. Nunca tinha estado numa casa de madeira. Pensava até que só existiam na história d'Os três porquinhos. Ainda hoje recordo o momento em que entrei naquela casa acolhedora, tão diferente de todas as que conhecia. E de sentir uma mistura de orgulho e timidez por ter ido a casa da senhora professora. Senti-me privilegiada.
Durante trinta anos, não ouvi falar da professora Fernanda. Nem sabia se estava na ilha. Mas, de tempos a tempos, lembrava-me da minha professora primária. Da minha professora de sorriso aberto, que nos ensinou que a escola podia ser um lugar bom.
Foi a casa de madeira que permitiu o nosso reencontro, depois destes anos todos. Durante um jantar, quando eu falava da minha professora primária, Fernanda, que tinha uma casa de madeira, a minha amiga Susana e o marido associaram-na à mãe da amiga de infância deste. Que era professora. Que se chamava Fernanda. E que tinha uma casa de madeira. Depois de alguns contactos, ainda à distância, ontem foi o dia do reencontro. Recebi a professora Fernanda, a Susana e as gémeas para lanchar. Uma tarde animada, à volta da mesa, onde se recordaram momentos e histórias com mais de trinta anos. E, passado todo este tempo, foi bom verificar que a professora Fernanda é a mesma pessoa simpática e cativante que eu guardava na memória. 


Madalenas
(Receita adaptada desta)


Ingredientes para cerca de 28:
2 ovos
1 chávena almoçadeira de açúcar
4 colheres (de sopa) de iogurte natural (ou grego)
1 chávena almoçadeira de farinha de trigo
1 colher (de chá) de fermento para bolos
½ colher (de café) de extrato de baunilha
110 g de manteiga 
Açúcar confeiteiro para polvilhar
Amoras/ framboesas/ morangos (opcional)

Pré-aquecer o forno a 180 graus.
Bater vigorosamente os ovos com o açúcar. Adicionar o iogurte, a farinha, o fermento, a baunilha e a manteiga derretida. Continuar a bater.
Untar com manteiga ou spray de cozinha e enfarinhar as formas de madalenas (mesmo as de silicone deverão ser preparadas deste modo, caso contrário, as madalenas ficarão agarradas). Com uma colher, distribuir a massa pelas formas, de modo a que estas não fiquem completamente cheias. É neste momento que podem ser enriquecidas com os frutos vermelhos.
Levar ao forno cerca de 12 minutos ou até estarem douradas. 
Deixar arrefecer um pouco e desenformar. Polvilhar com açúcar confeiteiro.





Scones
(Receita adaptada desta)


Ingredientes:
250 g de farinha com fermento
1 colher de chá de fermento para bolos
40 g de manteiga amolecida
25 g de açúcar
1 ovo grande
cerca de 100 ml de leite

Preparação:
Aquecer o forno a 220 graus.
Forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Numa tigela grande, misturar a farinha com o fermento. Juntar a manteiga e misturar, com os dedos, até obter uma mistura granulosa. Juntar o açúcar.
Numa tigela à parte, bater o ovo. Juntar leite, até perfazer 100 ml. Reservar 1 colher de sopa desta mistura e juntar a restante à farinha. Amassar, com as mãos, até obter uma massa homogénea.
Sobre uma superfície enfarinhada, rolar a massa, deixando-a com 2 cm de espessura. Com uma forma de bolachas redonda, com cerca de 4 cm de diâmetro, cortar os scones e colocá-los no tabuleiro. Pincelá-los com a mistura de leite e ovo e levá-los ao forno até dourarem (8 a 10 minutos).
Servi-los com compotas a gosto.







quinta-feira, 2 de abril de 2015

Caracóis mornos para o lanche

Há receitas que são do frio. As que levam especiarias têm o condão de aquecer, de confortar e de evocar tardes de ócio e mantas quentinhas. Esta é dessas receitas. Estava marcada há muito tempo, mas foi ficando esquecida. Acontece-me muito. Creio que acontecerá a quem gosta de cozinhar e colecionar livros e revistas de comida. Às vezes, basta um estímulo para trazer uma vontade adormecida. Ao ver os caracóis da minha amiga Maria, lembrei-me que tinha estes assinalados num dos livros da Nigella. 
Fi-los anteontem, um dia cinzento, a condizer com forno aceso e cheiro a canela. E com bancadas enfarinhadas e mãos na massa. Como é bom meter as mãos na massa no sentido literal! O resultado foram estes caracóis, perfeitos para comer ao pequeno-almoço ou ao lanche. Ou, para os mais afoitos, ao serão, com uma chávena de chá na outra mão, enquanto se vê uma série viciante

Caracóis de canela noruegueses

Ingredientes:
600 g de farinha 
100 g de açúcar (branco, na receita original; usei amarelo)
1/2 colher de chá de sal
21 g (3 saquetas) de fermento seco ou 45 g de fermento fresco (usei seco)
100 g de manteiga (usei Milhafre, claro)
400 ml de leite
2 ovos 
Para o recheio:
150 g de manteiga amolecida
150 g de açúcar (também usei amarelo)
1 1/2 colher de chá de canela
1 ovo batido para pincelar
1 forma com cerca de 33x24cm, forrada com papel vegetal no fundo e nos lados

Mistura-se a farinha com o açúcar, o sal e o fermento, numa tigela grande. Derrete-se a manteiga, junta-se ao leite e aos ovos e, depois, mistura-se na farinha. Mexe-se para combinar e depois amassa-se, à mão ou com a batedeira, até que esta fique homogénea e elástica (ao amassar, achei que a massa estava muito mole, por isso fui juntando mais farinha, até que esta ficar com a consistência certa). Molda-se uma bola, cobre-se com película aderente e deixa-se levedar 25 minutos.
Estica-se um terço da massa sobre o fundo da forma, que será o fundo de cada rolinho, depois de cozido. Estende-se a restante massa numa superfície enfarinhada, de modo a obter um retângulo com cerca de 50 x 25 cm. 
Misturam-se os ingredientes para o recheio numa tigela pequena e barra-se o retângulo com a mistura. Enrola-se, pelo lado mais comprido, até obter uma espécie de salsicha gigante. Corta-se o rolo em fatias de 2 cm, o que deve dar para cerca de 20 (costumo usar uma tesoura). Colocam-se as fatias alinhadas em cima da massa que está na forma, com a espiral para cima. Se não ficarem muito juntas não há problema, pois vão inchar e crescer. Pincela-se com ovo batido e deixa-se levedar novamente cerca de 15 minutos. 
Entretanto, aquece-se o forno a 200 graus (na receita original, são 230, mas achei demais).
Levam-se os caracóis ao forno cerca de 30-35 minutos, até terem crescido e adquirido uma cor castanho-dourada. Retiram-se da forma e espera-se que arrefeçam (pelo menos o suficiente para não causarem estragos ao comer ;)


Gosto deles assim juntinhos, toscos, rasgados com a mão. No entanto, se preferirem formas mais perfeitas, devem afastá-los mais e eliminar a camada de massa do fundo. 




A contrastar com o aconchego caseiro destes caracóis, imagens do dia primaveril de ontem. Um dia muito azul, a pedir exterior, almoço com vista para o mar e passeios no parque, no meio do verde. 









E hoje a primavera continua. Dia de limpezas, que com dias destes até sabem bem. Ou, pelo menos, não sabem tão mal ;)

domingo, 5 de outubro de 2014

Celebrar o outono com um bolo de azeite

Ontem, acordei a pensar nele. Apeteceu-me aquele sabor em tons de dourado e aroma de canela. Raramente me acontece acordar a pensar em comida. Mas ontem, despertei a pensar no bolo de azeite que comemos nas férias no Alentejo. E, felizmente, ainda há desejos possíveis de realizar, que estão ao nosso alcance. 
De Monsaraz, trouxe este livro, para poder, ao longo do ano, matar um bocadinho as saudades daqueles dias. Entre as várias receitas, marquei logo esta. E o livro ficou pousado, na bancada da cozinha. Ontem, regressei a ele. E fiz o bolo. 
Este é um bolo de lanche ou pequeno-almoço, com uma textura semelhante à do pão de ló. Não é um bolo perfeito e bonitinho, de montra de pastelaria. É um bolo tosco e denso, daqueles que não atraem ao primeiro olhar, mas que acabam por se revelar bem melhores do que muitos daqueles que, sob uma camada de perfeição, a pouco sabem. No fundo, um bolo que nos mostra que nisto da pastelaria (e não só) nem sempre o que parece é. E há que dar uma oportunidade àquilo que não parece nada de especial e que pode valer muito a pena.
Este bolo pouco bonito combina muito bem com pequenos-almoços de fim de semana, com chávenas fumegantes de chá ou café ou copos de leite frio. E combina com outono e folhas que começam a cair das árvores e domingos com filmes pela tarde dentro. 
Motivados? Ainda vão a tempo de o fazer para o lanche de hoje. 

Bolo de azeite
(Ligeiramente adaptado de Saborear Azeite Dom Borba, Tiago Kalisvaart, Caminho das Palavras)


Ingredientes:
1 chávena (de chá) de azeite de boa qualidade
8 ovos
3 chávenas (de chá) de açúcar
3 chávenas (de chá) de farinha
1 chávena (de chá) de café
raspa de 1 limão
1 colher (de sobremesa) de canela moída
1 colher (de sobremesa, mal cheia) de fermento em pó
banha q.b. (usei manteiga)

Preparação:
Separar as gemas das claras. Bater as gemas com o açúcar, até obter um creme esbranquiçado. Juntar a raspa de limão, a canela, o azeite e o café frio. Bater tudo muito bem. Depois, adicionar a farinha e bater, até formar bolhas. 
Ligar o forno a 160 graus.
Noutra tigela, bater as claras em castelo e incorporá-las no restante preparado, envolvendo bem.
Untar a forma com manteiga ou banha e polvilhá-la com farinha. Verter a mistura para a forma e levar ao forno a cozer, durante cerca de 1 hora (para verificar a cozedura, fazer o teste do palito). Desenformar com a forma ainda bem quente.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Quadrados de limão para o fim de semana

Este foi o primeiro bolo que fiz em 2014. As fotos andavam esquecidas, no fundo do computador. Encontrei-as ontem, mais de um mês depois de terem sido tiradas, numa das minhas deambulações pelas várias pastas com fotos de comida. Recordo que o fiz nos primeiros dias de janeiro, para um lanche com amigos. Depois dos bolos ricos do Natal, daqueles que levam tudo, desde ovos a frutos secos, apeteceu-me um bolo leve e não muito doce. Em vez do tradicional bolo redondo, quadrados individuais, fofos e aromáticos. Partilho-o hoje, ainda a tempo de o fazerem para o fim de semana.


Quadrados de limão

Ingredientes:
5 ovos
120 g de açúcar
raspa e sumo de 1 limão
200 g de farinha para bolos
1 colher (de chá) de fermento para bolos

Preparação:
Bater as gemas com o açúcar, até obter uma massa fofa e esbranquiçada. Misturar a raspa e o sumo de limão. Misturar a farinha e o fermento. Envolver as claras, batidas em castelo, com cuidado, sem bater.
Levar ao forno a 180 graus. Fazer o teste do palito para verificar a cozedura. Cobrir com a seguinte mistura:
Misturar bem 100 g de açúcar confeiteiro com três colheres de chá de sumo de limão. Se necessário, acrescentar mais sumo de limão, até obter a consistência desejada.
Cortar em quadrados e servir.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Duas receitas para um piquenique

Depois do dia bonito e primaveril de ontem, o inverno voltou. Estou, neste momento, à lareira, enroscada numa manta quentinha. Quase me custa a acreditar que as fotografias do post anterior foram tiradas ontem. Ouço o vento lá fora a soprar com vontade e penso que estou farta de casacos de lã. Tenho saudades de jantares no jardim, de dias na praia e de tardes na esplanada. Quero usar sandálias e vestidos de verão. Acho que, depois do rigor deste inverno, não volto a ver esta estação com os mesmos olhos. Foi demasiado de tudo, este inverno. Demasiado vento, demasiada chuva, demasiadas tempestades. Foi um inverno triste. E os tons baços dos dias refletiram-se nos humores. Se, num dia de sol, tudo parece ter solução, num dia cinzento, o mais pequeno obstáculo parece instransponível. E por mais que a razão nos diga que estamos assim por causa do tempo, que não temos motivos para tristezas, a falta de serotonina torna-nos irritadiças e cabisbaixas. 
Mas vou-me deixar de lamúrias, até porque as duas receitas que vos trago não combinam com dias tristes e cinzentos. Combinam com toalhas coloridas, cestas de vime, paisagens verdejantes, crianças a correr e passarinhos a debicar migalhas de bolo. 

Trança tricolor

200 g de leite
10 g de azeite
40 g de manteiga 
2 colheres de chá de sal
25 g de fermento de padeiro
500 g de farinha T 65
1 ovo grande
30 g de queijo da ilha, em pedaços
20 g de ervas aromáticas frescas (usei salsa, tomilho e orégãos) + 2 dentes de alho
1 pedacinho de chouriço (cerca de 10 cm)
1 gema de ovo para pincelar

Preparação na Bimby:
Coloque no copo o leite, o azeite, a manteiga, o sal, o açúcar e o fermento e programe 1,30 min/ 37 graus/ velocidade 3.
Adicione 250 g de farinha e o ovo e misture 5 segundos/ velocidade 4. Adicione 250 g de farinha e amasse 2 minutos/ velocidade espiga. Retire para um tabuleiro polvilhado com farinha e deixe levedar num local morno cerca de 30 minutos. 
Após este tempo, pré-aqueça o forno a 180 graus.
Numa superfície polvilhada com farinha, e com a ajuda da espátula, divida a massa em três partes iguais. Estenda cada uma no formato de um quadrado.
Coloque o copo no queijo e dê três golpes de turbo. Proceda do mesmo modo com o chouriço. Pique as ervas e o alho 5 segundos/ velocidade 5. Sobre um dos quadrados, coloque o queijo; sobre o outro, o chouriço; sobre o último, a mistura de ervas e alho. Enrole cada quadrado, de modo a formar um rolo e entrelace-os, formando uma trança.
Coloque num tabuleiro, forrado com papel vegetal, pincele com a gema e leve ao forno cerca de 35 a 40 minutos (se a trança começar a tostar demais, cubra-a com papel de alumínio).

Preparação tradicional (não testada):
Aqueça um pouco o leite (até estar morno) e desfaça nele o fermento. Acrescente o azeite, a manteiga, o sal e o ovo.
Coloque a farinha numa superfície plana e abra uma cavidade no centro. Junte a mistura anterior e envolva, até obter uma massa homogéna. Amasse bem, até obter uma massa elástica.
Retire para um tabuleiro polvilhado com farinha e deixe levedar num local morno cerca de 30 minutos. 
Após este tempo, pré-aqueça o forno a 180 graus.
Numa superfície polvilhada com farinha, e com a ajuda da espátula, divida a massa em três partes iguais. Estenda cada uma no formato de um quadrado.
Rale o queijo, moa o chouriço e pique as ervas, juntamente com o alho. 
Sobre um dos quadrados, coloque o queijo; sobre o outro, o chouriço; sobre o último, a mistura de ervas e alho. Enrole cada quadrado, de modo a formar um rolo e entrelace-os, formando uma trança.
Coloque num tabuleiro, forrado com papel vegetal, pincele com a gema e leve ao forno cerca de 35 a 40 minutos (se a trança começar a tostar demais, cubra-a com papel de alumínio). 

Fonte: Adaptado de Bimby - Momentos de Partilha, Julho de 2012

No Receitas ao Desafio, podem encontrar uma receita de muffins salgados. Fica a foto.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Muffins-donuts para o lanche de domingo

     Depois de dias atribulados, como são sempre os de final de período, este domingo teve um sabor muito especial. Um dia de inverno frio, cinzento e chuvoso. Daqueles que convidam ao recolhimento. Um filme, lareira acesa, luzinhas de Natal a piscar, sofá e manta de pelo, gatos a ronronar. Para o lanche, uns muffins a saber a donuts, daqueles que se desfazem na boca de tão macios. 
     A vida não é perfeita. Felizmente, há momentos que andam perto da perfeição.


1/2 chávena* de açúcar
1/4 chávena de manteiga derretida
3/4 de colher de chá de noz moscada
1/2 chávena de leite
1 colher de chá de fermento para bolos
1 chávena de farinha

Cobertura:
1/4 de chávena de margarina derretida (não usei)
1/2 chávena de açúcar + 1 colher de chá de canela em pó (esta é a quantidade da receita original; restou cerca de metade)

Pré-aquecer o forno a 190 graus.
Untar 12 formas de queques (pequenas)**, com margarina, e enfarinhá-las. 
Numa tigela grande, misturar 1/2 chávena de açúcar e 1/4 de chávena de manteiga derretida. Juntar o leite, mexer, e adicionar a farinha e o fermento, mexendo sempre, com uma vara de arames, até que esteja tudo misturado. Dividir a mistura pelas forminhas, até meio.
Levar ao forno durante 15 a 20 minutos.
Desenformar os muffins, mergulhá-los na margarina derretida (não o fiz e acho que não fez falta) e passá-los pela mistura de açúcar e canela. Deixar arrefecer e servir (comemos os nossos ainda mornos). Aprovadíssimos! A saber a donuts, realmente, mas feitos no forno, em vez de fritos.

* 1 cup = 250 ml
** Na receita original, são usadas 24 formas de mini-muffins.

Fonte: Adaptada daqui.

domingo, 11 de março de 2012

Uma manhã na cozinha

Hoje, o Manuel acordou às 7:30. Durante a semana, temos de o arrancar da cama, muito contrariado, para o levar ao colégio. Ao fim de semana, acorda fresquíssimo, a estas horas. Cheio de energia. Enquanto toma o pequeno-almoço, a pergunta: Mãe, o que vamos fazer? Àquela hora, com ele constipado e com um tempo pouco apetecível, as opções não eram muitas. Depois de pensar um pouco, sugeri-lhe que fôssemos para a cozinha. Siiiiiim! Vai ser divetido!
Tenho a fruteira cheia de limões, pois o limoeiro do meu pai está bastante generoso, este ano. Pensei num pão que tinha marcado há algum tempo. Os dois de pijama e robe, dirigimo-nos à cozinha. Ele quis ajudar. Espremeu os limões (tarefa que eu tive de finalizar, claro) e pôs os ingredientes na Bimby. Enquanto a massa levedava, de vez em quando, ia espreitar. Em vez de fazer o pão numa forma de bolo inglês, como é sugerido na revista de onde retirei a receita, formámos uma flor. Deixei-o pincelar a massa com leite e polvilhar o pão com as sementes. Insistiu para provar o bolo, mal este saiu do forno. Apesar do sabor ácido, aprovou: Hum, que bom!



Pão de limão e sementes de papoila (feito a quatro mãos)
Ingredientes:
30 g de sementes de papoila
raspa de 1 limão
130 g de sumo de limão
120 g de água
30 g de manteiga
60 g de açúcar amarelo
25 g de fermento de padeiro fresco
530 g de farinha de trigo, tipo 65
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
Leite para pincelar
manteiga ou spray de cozinha para untar a forma
papel vegetal

Preparação na Bimby:
Numa frigideira, torre as sementes de papoila, juntamente com a raspa de limão. Reserve.
Coloque no copo, o sumo de limão, a água, a manteiga, o açúcar, o fermento e programe 2 minutos, 37 graus, velocidade 2. Adicione 230 g de farinha, o sal e o ovo. Envolva 5 segundos, velocidade 6.
Adicione os restantes 300 g de farinha, reserve uma colher de sopa de sementes de papoila para polvilhar o pão e adicione as restantes à massa. De seguida, amasse 2 minutos, velocidade espiga.
Retire a massa, forme uma bola e deixe levedar num local morno, até que dobre de volume.
Unte uma forma redonda (sem buraco). Forre-a com papel vegetal (costumo humedecê-lo, para que se adapte com maior facilidade à forma) e unte-o.
Faça um rolo com a massa e corte em fatias, com cerca de 3 dedos de espessura. Disponha-nos em forma de flor, como podem ver na foto. Pincele com leite e polvilhe com as sementes reservadas.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180 graus.
Sirva com compotas.

Fonte: Inspirada numa receita de Pão com sementes de papoila, laranja e figos, da revista Bimby - Momentos de Partilha, de fevereiro de 2012.

Preparação tradicional (não testada):
Numa frigideira, torre as sementes de papoila, juntamente com a raspa de limão. Reserve.
Numa tigela, coloque o sumo de limão, a água (morna), o açúcar, o fermento e bata, com uma batedeira, até estar tudo bem misturado. Adicione 230 g de farinha, o sal e o ovo e amasse, com as mãos. Adicione os restantes 300 g de farinha, reserve uma colher de sopa de sementes de papoila para polvilhar o pão e adicione as restantes à massa. Amasse bem, até obter uma massa fofa.

Retire a massa, forme uma bola e deixe levedar num local morno, até que dobre de volume.
Unte uma forma redonda (sem buraco). Forre-a com papel vegetal (costumo humedecê-lo, para que se adapte com maior facilidade à forma) e unte-o.
Faça um rolo com a massa e corte em fatias, com cerca de 3 dedos de espessura. Disponha-nos em forma de flor, como podem ver na foto. Pincele com leite e polvilhe com as sementes reservadas.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180 graus.

Comemo-lo ao lanche, com compota e cappucino, cuja receita podem consultar aqui.


Nota: O pão fica muito fofo. É ideal para o pequeno-almoço ou lanche. Tem um sabor intenso a limão, por isso, se desejarem um pão mais suave, podem aumentar a quantidade de açúcar e substituir uma parte do sumo de limão por água. Eu gosto assim, servido com uma compota docinha, a contrastar. Acre e Doce, portanto :)

E a primavera está a chegar. As minhas orquídeas começaram a florir. E é uma excitação sempre que há mais uma flor. O Manel adora assistir ao fenómeno. Mãe, olha, mais uma! Se, pelo contrário, uma flor murcha e cai, Coitadinha de ti, mãe! A tua flor morreu! 



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O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.