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domingo, 1 de março de 2015

Março

Gosto muito desta época. Pelos dias maiores, que se esticam pela tarde dentro. Pelo céu, que cada vez é mais azul. Pelas flores que tomam conta das estradas e dos jardins. Pela natureza que se renova.
Esta manhã, uma caminhada à beira-mar. As pessoas, saudosas de primavera, sairam das tocas. Pais a passear bebés, casais a passear cães, grupos de surfistas a apanhar ondas, um grupo de reformadas a comentar os surfistas que apanhavam ondas. Gatos a espreguiçar-se ao sol. 
Uma energia boa numa ilha toldada pela incerteza, esta manhã. Não levei câmara, pois o objetivo era fazer exercício, não fotografar. Mas não resisti. O mesmo aparelho que me deu música tirou as fotos. O meu marido ainda refilou por eu estar sempre a parar. Depois de cada disparo, uma corrida para o apanhar. 






Depois do almoço, uma visita ao pomar do meu pai. O limoeiro, carregado, esperava por nós. O resultado foram três cestos de limões bem amarelinhos e uma ou outra picadela das urtigas. 



Ao chegar a casa, fui à minha horta, semi-abandonada, ver o que havia. No meio das ervas daninhas, descobri alfaces, de alguma semente perdida desde o verão passado, e um cantinho de espinafres. Estas descobertas soam-me sempre a milagre. Colhi cenouras e erva-limão. Acendemos a lareira, que as  noites ainda são frias. E fiz uma sopa de inspiração tailandesa para o meu jantar. Uma sopa bem perfumada, que conforta só de olhar. 







Sopa de camarão e cogumelos shiitake


Ingredientes para duas doses generosas:
1 talo de erva-limão, sem as camadas exteriores, picado
1 pedaço de gengibre (cerca de 2 cm), picado
1/2 malagueta, picada
2 spring onions, picadas 
3 colheres (de sopa) de azeite
3 colheres (de sopa) de molho de peixe tailandês
1,5 l de água
1/2 chávena de miolo de camarão
1 chávena de cogumelos shiitake frescos
noodles de arroz
sal
1 ramo de coentros 

Num tacho, fazer um refogado com as spring onions, a malagueta, a erva-limão, o gengibre e o azeite. Acrescentar a água e o molho de peixe e deixar ferver. Adicionar o miolo de camarão e os cogumelos, temperar com sal (não se deve colocar muito, uma vez que o molho de peixe é salgado) e deixar ferver cerca de 5 minutos. 
Entretanto, cozer os noodles, segundo as instruções da embalagem. Se necessário, juntar mais sal ou molho de peixe. Dividir a massa pelas tigelas e cobri-la com o caldo. Polvilhar com coentros, picados, e servir.

Deixo-vos uma das músicas que me acompanharam esta manhã, daquelas que dão vontade de correr.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Férias de Verão

Já estamos de férias. Já sinto aquela leveza dos dias livres, sem preocupações. Esperam-nos uns dias de descanso. Dias para limpar a cabeça, fazer uma pausa nas rotinas. E das rotinas faz parte o blogue, que também vai descansar. A quem por aqui passa, continuação de um bom verão!

Deixo-vos imagens do nosso verão.











 E duas receitas saudáveis, com produtos da nossa horta.

Creme de pastinaca, courgette e açaflor

Ingredientes:
2 cebolas médias, cortadas em pedaços
250 g de pastinacas, cortadas em rodelas
250 g de courgette (sem a casca), cortadas em rodelas
3 colheres (de sopa) de azeite
água q.b.
1 colher (de café) de açaflor
sal e pimenta



Fazer um refogado com a cebola e o azeite. Adicionar os restantes ingredientes, cobrir com água e deixar cozinhar, em lume brando, até que os legumes estejam cozidos. Passar, com a varinha mágica ou num robot de cozinha. Pode decorar com açaflor, se desejar. 

Sandes de requeijão, espinafres e tomates black cherry

Escaldar um molho de espinafres. Espremê-los bem e colocá-los no copo da varinha mágica. Juntar um requeijão, temperar com sal, pimenta e noz moscada e triturar tudo. Barrar baguettes com esta pasta e, sobre esta, colocar rodelas de tomate e folhas de manjericão. E servir, com um copo de vinho branco, num dia quente de verão.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Domingo à noite

No fim de um domingo preguiçoso de uma primavera que não chega, apeteceu um prato quente. Uma sopa colorida e aromática, como que a chamar o verão. Uma sopa de tomate assado, feita com tomates comprados no minimercado mais próximo, produzidos a menos de 5 km de casa. Um creme quente e reconfortante que encerrou bem o meu fim de semana.


Creme de tomate assado



Ingredientes:
1 kg de tomates maduros, cortados em quartos
ervas da Provença q.b.
4 cebolas de rama (ou spring onions ou 1 cebola grande), com a parte verde, picada
3 dentes de alho, picados
2 batatas médias, descascadas e cortadas em cubos
3 cenouras pequenas (já destas :), cortadas em rodelas grossas
1 courgette média, descascada e cortada em rodelas grossas
3 colheres (de sopa) de azeite + um fio para regar o tomate
caldo de legumes q.b. 
1 ovo por pessoa, orégãos e pão torrado, para servir

Num tabuleiro, dispor o tomate, regá-lo com um fio de azeite, polvilhá-lo com ervas da Provença e levá-lo ao forno a 200 graus, cerca de 30 minutos. 
Entretanto, num tacho, colocar o azeite e os legumes e deixar refogar um pouco. Cobrir com o caldo e deixar cozer. Quando os legumes estiverem cozidos, mas ainda rijos, juntar o tomate e os sucos, temperar com sal e pimenta e deixar cozer mais 10 minutos. Triturar tudo e servir, com um ovo escalfado, pão torrado e orégãos. Acompanhar com um copo de tinto. Um belíssimo remate para um domingo frio e recatado.

sábado, 23 de novembro de 2013

O conforto de uma sopa a fumegar

A imagem de uma tigela de sopa fumegante evoca conforto. Se dessa tigela emanarem aromas como o do gengibre, dos coentros e do coco, a sensação intensifica-se. Esta sopa sacia e purifica. Uma espécie de canja, com cheiros e sabores orientais, que se faz em poucos minutos. Perfeita no dia a seguir a um jantar lauto, quando o estômago pede tréguas. 

Sopa japonesa de noodles e frango
(Adaptada de Cozinha - O coração da casa, de Nigella Lawson)


Ingredientes (para 3 pessoas, como prato principal):
1 litro de caldo de galinha
100 g de noodles de arroz
200 ml de leite de coco
1 pedaço de 3-4 cm de gengibre fresco, descascado e cortado fino e depois às tiras
1 colheres (de sopa) de molho de peixe
1 malagueta vermelha fresca e comprida, sem sementes e cortada às tiras
1 colher (de chá) de açafrão da Índia (usei açaflor)
1 colher (de chá) de açúcar castanho
2 colheres (de sopa) de sumo de lima
sobras de frango desfiado (cerca de 100 g)
200 g de cogumelos frescos, cortados em quartos
coentros frescos, para servir


Preparação:
Aqueça o caldo de galinha numa caçarola grande.
Ponha os noodles numa taça e deite água a ferver por cima, conforme indicado na embalagem. Adicione os restantes ingredientes e deixe levantar fervura. 
Divida os noodles pelas tigelas de servir e deite a sopa por cima.
Sirva polvilhado com coentros frescos, picados.

domingo, 6 de outubro de 2013

Uma sopa fumegante, quase no fim de um ciclo

Aos poucos, o outono instala-se. As árvores ainda mantêm as folhas, que conservam o verde do verão, mas, em pouco tempo, a paleta mudará. Os verdes darão lugar aos amarelos, ocres e castanhos. E as folhas cairão. Uma estação triste, dizem. Percebe-se porquê. Um céu nublado não causa o efeito de um céu azul, salpicado de nuvens brancas e fofas. Um sol que se esconde atrás de uma nuvem cinzenta não traz a felicidade de um sol que se assume num céu limpo. Árvores que se despem anunciam o fim de um ciclo.
No outono, fechamo-nos. Os dias convidam a recolhimento, a mantas pelas pernas, noites de cinema em casa, gatos dengosos, que se enroscam em nós. Os casacos começam a sair dos roupeiros e os collants esgueiram-se das gavetas.  As saladas frescas dão lugar às sopas fumegantes. 
E enquanto uns sonham com o próximo verão, com as férias e longas tardes de praia, outros deleitam-se com as belladonas (ou meninas para a escola, designação dada por cá a estas flores), os ouriços nos castanheiros e as abóboras, que já estão alinhadas, à espera de uma receita que as honre. E consolam-se com uma sopa fumegante, que lhes diz Deixa lá, o outono também tem os seus encantos. E, não tarda nada, estamos na primavera.

Creme de couve-flor e amêndoa
(Adaptada de uma receita da minha amiga Lídia, a melhor fazedora de sopas que conheço :)



Ingredientes:
 2 cebolas grandes, picadas
1 alho francês médio, cortado em rodelas (apenas a parte branca)
4 dentes de alho, picados
1 talo de aipo, picado
1/2 dl de azeite
1 couve-flor média 
3 batatas grandes
água q.b.
1 caldo de galinha (usei knorr natura
sal e pimenta q.b.
1/2 pacote de natas light
amêndoa laminada (cerca de 1/2 chávena) 
 
Preparação:
Fiz um refogado com as cebolas, o aipo, o alho francês, os alhos e o azeite. Adicionei a couve-flor e as batatas e deixei cozinhar, em lume brando. Adicionei o caldo de galinha, cobri os legumes com água e temperei com sal e pimenta. Deixei cozer, em lume brando cerca de 25 minutos. Entretanto, numa frigideira, torrei a amêndoa (atenção, pois queima facilmente!). Reduzi os legumes a puré, adicionei as natas e a amêndoa (reservei alguma para decorar). Deixei a sopa ao lume mais um minuto e apaguei o fogão. 
Deixo-vos uma curta metragem que vi recentemente e que achei que merece ser partilhada. Espero que gostem tanto como eu gostei.

domingo, 21 de julho de 2013

Férias de verão

Férias de verão. Promessa de descanso, diversão, dias felizes, tempo sem horas marcadas. Nos próximos dias, quero sestas na rede, banhos de mar, horta ao fim da tarde. E jantares prolongados, no jardim. E livros devorados, pela tarde dentro. E filmes, ao serão. Nos próximos tempos, quero mimos dados e recebidos, risos e passeios. Quero dias calmos e simples. E quero chegar ao fim das férias com vontade de voltar ao trabalho, com a sensação de estar como nova. Feliz por ter descansado e pronta para mais um ano.


Deixo-vos imagens do meu primeiro dia de férias:

 Algures entre a Terceira e S. Jorge, este grupo de golfinhos brincalhões ofereceu-nos este espetáculo.

 S. Jorge
 Fajã do Santo Cristo - S. Jorge



 Lusco-fusco em Angra do Heroísmo

E agora, o jantar de hoje, depois de uma voltinha na horta, a ver o que havia :) Tão bom!

 Creme de beterraba e pastinaca 
1 beterraba média
3 pastinacas grandes
1 batata média
1 cebola grande
1 alho francês pequeno
3 colheres de sopa de azeite
água q.b.
sal q.b.

Preparação na Bimby:
Cortar a cebola e o alho francês em pedaços, colocá-los no copo, juntamente com o azeite e programar 5 minutos/ 100 graus/ velocidade 1.
Cortar a beterraba, as pastinacas e a batata em pedaços e juntar ao refogado. Cobrir os legumes com água, temperar com sal e programar 25 minutos, varoma, velocidade 1. No fim, triturar, na velocidade 7.

Preparação tradicional:
Cortar a cebola e o alho francês em pedaços e refogá-los no azeite.
Cortar a beterraba, as pastinacas e a batata em pedaços e juntar ao refogado. Cobrir os legumes com água, temperar com sal e deixar cozer. No fim, triturar.

Legumes assados


Cozer ligeiramente cenouras baby e beterrabas, cortadas em pedaços (cozi-as a vapor, na varoma, enquanto fazia a sopa). 
Misturar 3 colheres de azeite e folhinhas de manjericão canela e regar as cenouras. 
Misturar 3 colheres de azeite e tominho e regar as beterrabas.
Num tabuleiro, dispor os legumes, sem os misturar (juntamente com as cenouras e beterrabas, assei cebolinhas, cortadas a meio, e pedaços de funcho - deste, semeado por mim  -, regados com azeite de orégãos). Temperei os legumes com sal e pimenta preta e levei ao forno, a assar. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ervilhas e memórias

Enquanto debulho ervilhas com o meu filho, recordo a minha avó. Era uma tarefa nossa. Passávamos tardes inteiras naquilo. Tardes de um trabalho saboroso, feito de cumplicidades. Tardes de histórias e de versos que ela sabia de cor. Falava-me da sua infância, de como no tempo dela é que era, dos namoros tão diferentes dos de hoje em dia, das coisas que aprendera nos quatro anos de escola primária. E das outras que a vida lhe ensinara. Ouvia-a, embevecida. Enquanto ela falava, eu visualizava as estradas de terra batida do tempo dela, com grupos de meninos descalços e calças de cotim, a jogar à bola. E ouvia os pregões dos amoladores de tesouras e dos buzinas*. E dos vendedores de décimas. O que é uma décima, vó? E ela explicava-me que décimas eram poemas, agrupados em conjuntos de dez versos (desconhecia o termo estrofe), que contavam histórias tristes e que eram vendidos porta a porta (nunca falo de décimas aos meus alunos sem que me lembre da minha avó). E falava-me dos amores de D. Pedro e D. Inês, uma das histórias mais comoventes que já lera. E eu deixava-me embalar, enquanto íamos enchendo a pana** de ervilhas. Assim custava menos. Era uma boa contadora de histórias, a minha avó. Contou-me como, aos seis anos, escapara por milagre à peste, que vim a perceber, anos mais tarde, tratar-se da gripe espanhola, doença que vitimara o meu bisavô paterno e deixara o meu avô sem pai aos dois anos. E contou-me como a minha bisavó enviuvara aos 28 anos e não voltara a vestir outra cor que não preto e como nunca mais conhecera qualquer tipo de diversão. Naquele tempo era assim. Uma viúva morria para o mundo. E lembro-me de ter muita pena da minha bisavó, que morreu quando eu tinha três anos, e de quem apenas tenho uma recordação muito desfocada. 
Nessas tardes quentes de verão, a minha avó dava-me conselhos, que eu nem sempre recebia bem. Ó vó, agora as coisas são diferentes!  Como pode achar isso, vó? E desentendíamo-nos, às vezes. Na minha adolescência, deixei de achar piada a debulhar ervilhas com a minha avó. E os seus conselhos pareciam-me despropositados e desajustados do tempo. Alguns eram, de facto. Outros, não. Agora vejo que, em muitas das coisas que dizia, a minha avó tinha razão. Descobri com os meus erros, que confirmaram que ela estava certa. Faz parte. Faz parte da adolescência ignorar conselhos dos mais velhos para se descobrir mais tarde que estavam cobertos de razão.
Ao debulhar ervilhas com o meu filho, recordei a minha avó. A minha avó que, ao invés de mim, que puxo o fiozinho da vagem antes de a abrir e retiro os grãozinhos a eito, partia a dela a meio, e deixava os grãos cair, de forma aleatória. Enquanto via o Manel partir a vagem segundo a técnica da bisavó que nunca conheceu, falei-lhe dela. Ele ouviu-me, atentamente. E quis saber coisas sobre a avó da mãe. Tens muitas saudades dela, mãe? E eu respondi-lhe que sim. Muitas.


* Segundo a minha avó, os buzinas eram homens que percorriam a ilha e compravam produtos hortícolas, ovos, aves, etc. O nome deve-se ao facto de tocarem uma buzina, para se fazerem anunciar.
** pana - deturpação da palavra pan (inglês), que significa bacia. Esta é uma das muitas palavras importadas do inglês e integrada pelos habitantes da Terceira.

Com as ervilhas novas e tenras, acabadas de debulhar, a minha avó faria uma sopa, aromatizada com rodelas de linguiça e servi-la-ia numa terrina cheia de fatias de pão. Demasiado pesada para mim. Fiz um creme leve e juntei-lhe um ingrediente de que ela nunca ouviu falar: pastinaca. Ela teria gostado de o conhecer. A minha avó gostava de conhecer coisas novas. Acho que herdei isso dela. E muito mais.

Creme de ervilhas e pastinacas
150 g de pastinacas
250 g de ervilhas
1 nabo pequeno
1 curgete pequena, descascada
1 cebola grande
1 alho francês
30 g de azeite
1 raminho de hortelã
caldo de galinha q,b, (cerca de 1 litro)
sal
natas magras q.b. (facultativo)


Preparação:
Fazer um refogado com a cebola, o alho francês e o alho, cortados em rodelas, e o azeite. Juntar as  ervilhas, as pastinacas, a curgete e o nabo, cortados em pedaços pequenos. Cobrir com o caldo de galinha, juntar a hortelã e o sal, e deixar cozer. No fim, triturar com a varinha mágica ou com um robot de cozinha. Servir com uma colher de chá de natas magras (opcional).

quinta-feira, 28 de março de 2013

Canja de peixe da Lídia

Esta sopa nasceu de um engano. Os meus rapazes queriam salmão grelhado para o jantar. A mim apetecia-me um peixe mais leve, cozinhado a vapor. Retirei do congelador aquilo que me pareceu ser um filete de abrótea (com pele, como os peço sempre na peixaria). Porém, tive uma surpresa: o filete era uma cabeça. 
Há alguns anos, este episódio seria impensável, pois pedia sempre às senhoras da peixaria que se livrassem das cabeças. Com o tempo (e a idade), tornei-me mais sensata e comecei a trazê-las comigo.
Lembrei-me da minha amiga Lídia, filha de um pescador que sabia como cozinhar peixe, e uma das melhores cozinheiras que conheço. Um telefonema rápido, umas instruções escrevinhadas num papel, e nasceu esta canjinha que me aqueceu num dia frio de uma primavera que mais parece inverno.


1 cabeça de abrótea grande
1 cebola média, picada
3 cebolas de rama (com a parte verde), picadas
3 dentes de alho, picados
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 cubo de caldo de peixe
1 dl de vinho branco
água q.b.
1 ramo de salsa
1/2 chávena de arroz carolino
sal e pimenta branca q.b.

Refogar as cebolas e os alhos no azeite. Quando a cebola começar a ficar transparente, juntar a polpa de tomate e o caldo de peixe e deixar apurar bem. Juntar a água e o vinho branco e deixar levantar fervura. Introduzir o peixe, o arroz e a salsa, picada, e temperar com sal e pimenta. Quando o peixe estiver cozido, retirá-lo e desfiá-lo. Assim que o arroz estiver cozido, juntar o peixe.




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