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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Nostalgia


Não obstante a vegetação saturada de tons de verde e o colorido das flores, vejo Sintra em tons de cinza. A preto e branco ou sépia. A carga romântica daquele lugar faz-me vê-lo assim. 
Sintra não são as filas de carros nem os autocarros cheios de turistas de sandálias de velcro. Não é o cansaço das subidas a pé, em dias de calor abrasador, nem as lojas de souvenirs
Gosto de imaginar Sintra como nos romances do século XIX. Sintra dos cavalos lustrosos e das charrettes. Sintra das sombrinhas, dos vestidos volumosos e dos chapéus, altos para os cavalheiros e ornamentados para as damas. Sintra refúgio de famílias endinheiradas, de casais apaixonados, de intelectuais entediados. Sintra misteriosa de Eça e Ramalho, Sintra do Cruges e das queijadas. Em cada recanto, um episódio. Em cada banco de jardim, um casal que namora, sob o olhar atento de uma aia velha. Debaixo de uma árvore, um jovem melancólico escreve um poema de amor. Numa sala do palácio, o frufru de vestidos apressados para o jantar. 
Há lugares que nos são apresentados pelos livros. E, se fizermos um esforço, não deixamos que a imagem que criámos se desbote. Para mim, as cores garridas das torres do Palácio da Pena são a preto e branco. Só me faltou mesmo comer queijadas. Não me esqueci, como o Cruges. Não calhou.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Inversão


Havia muito quem os chamasse assim. Invertidos. Pessoas ao contrário. Já não é tão comum dizer que alguém é invertido porque é homossexual. As pessoas estão mais educadinhas nos tempos que correm. Pensam, mas não dizem. E fica bem dizer que se é pela igualdade. Mesmo que não se seja. Ou mesmo que só se seja a fingir.
Esta introdução surgiu a propósito de um vídeo que vi ontem, que retrata, mesmo que de forma um bocadinho exagerada (ou não), o que sofre quem é diferente. Ver o que sofre uma menina que vive numa sociedade ao contrário dói. E choca ver a crueldade contra alguém que só quer ser feliz. Porque dói tanto? Porque aquela menina é normal, gosta de um menino. E porque nos pomos no lugar dela. É mais fácil a empatia. Difícil, mesmo, é criar empatia com quem é diferente de nós. Mas aprende-se. Espero que aos poucos cheguemos lá. 

Fica o vídeo. 


E um artigo da Anabela Mota Ribeiro, sobre famílias diferentes e felizes: http://www.publico.pt/portugal/noticia/todas-as-familias-felizes-sao-iguais-esta-e-igual-a-sua-maneira-1620861

Já agora, uma imagem do bolo. A receita está mesmo aqui ao lado, no Receitas ao Desafio.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Simplicidade e o elogio da rotina

Não costumo fazer resoluções de ano novo. Na verdade, não acredito muito nelas. Vou-as fazendo durante o ano. Algumas, cumpro. Outras, não consigo. Mas continuo a tentar. Afinal, a vida só faz sentido se ao longo do caminho nos formos aperfeiçoando. Um trabalho árduo e contínuo, com algumas quedas pelo caminho. Mas temos de nos erguer, sacudir a poeira, tratar das feridas (das nossas e das dos outros) e continuar. Acredito que podemos ser melhores. Acredito, não na perfeição, mas no aperfeiçoamento. 
Não sei o que 2014 me reserva. Algumas coisas boas, espero. Outras, nem tanto, como é normal. Não espero muito, na verdade. O que é meio caminho andado para andar satisfeita. Espero continuar a levar a mesma vida que levei em 2013. Espero continuar acompanhada pelas pessoas que escolhi ter por perto. Espero passar bons momentos com aqueles a quem quero bem e que sei que me querem bem. Espero ter coragem para tomar decisões que me farão mais feliz. Espero continuar a acordar todos os dias satisfeita porque gosto de ir trabalhar. E, ao fim do dia, sair do trabalho satisfeita porque os tenho em casa à minha espera. No fundo, espero continuar a apreciar as nossas rotinas e não andar amarga com a vida do dia-a-dia. E vou tentar lembrar-me disto naqueles dias mais difíceis e sombrios: a vida é para ser bem vivida todos os dias. Se passarmos a vida à espera, é ela que passa por nós sem darmos por isso. 

E espero continuar a encarar o momento de preparar as refeições, mais ou menos elaboradas, como um momento de prazer. Não há muito tempo? Põe-se a mesa, prepara-se uma refeição simples e sentamo-nos os três, a falar do nosso dia.

Salsichas frescas com puré de maçã 



Grelha-se salsichas frescas de boa qualidade (usei da marca A Pastagem, da Quinta dos Açores). Coze-se maçãs a vapor e reduzem-se a puré. Serve-se com um copo de tinto. Simples, não?


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Bimby. Tolerância. Feliz 2014.

Depois de uns anos em que os ânimos acalmaram, a polémica voltou. A Bimby e os seus utilizadores voltaram a ser apedrejados em praça pública. Desta vez, foi uma opinião no Wall Street Journal a despoletar a polémica. A senhora jornalista lançou a pergunta e o povo, portugueses incluídos (ou principalmente), apressou-se a responder: os portugueses não resistem a uma moda, todos querem ter um gadget igual ao do vizinho do lado. Cambada de invejosos acéfalos!

Há quase três anos, escrevi um texto sobre o tema, que não publiquei na altura, e que me apeteceu recuperar hoje, depois de ter lido tantos comentários desagradáveis por parte de gente que adora alimentar maledicências. O caso Judite já passou, a novela Bárbara / Carrilho parece que está resolvida, há que arranjar nova polémica. Desta vez, não contra uma pessoa, mas contra uma máquina e aqueles que trabalham com ela.

 Um bicho chamado Bimby


Há muita gente que nutre um odiozinho de estimação pela Bimby. Normalmente, pessoas que não têm a máquina. Ou que nunca trabalharam com uma. Ou que nunca viram uma. 
A Bimby é só uma máquina. Uma máquina muito boa, mas uma máquina. Por isso, não compreendo um ódio tão grande por um objeto. É que nalguns casos o ódio é tão fervoroso que me leva a pensar se não será um desejo disfarçado. Nota-se uma grande falta de respeito por parte de muita gente que não a tem, com argumentos ocos que, mais do que atacar um eletrodoméstico, visam atacar quem trabalha com ele:
1. É muito cara. É feita de ouro? - quanto a este, não posso contra-argumentar. É cara. No entanto, se for bem aproveitada, e impedir pizzas encomendadas, refeições pré-congeladas e almoços no restaurante da esquina, nem é assim tão cara. Será cara, se o utilizador não a rentabilizar.
2. A comida sabe mal. - A Bimby não faz milagres. Se a comida for mal temperada, claro que sabe mal. Mas a comida feita no fogão também, certo?
3. Eu gosto mesmo de cozinhar, logo não preciso de Bimby. – Eu gosto muito de cozinhar, mas, depois de um dia de trabalho, a vontade por vezes não é muita. Sabe-me bem chegar a casa, pôr a sopa a fazer e, em simultâneo, cozinhar o resto do jantar a vapor, na varoma. Simples, rápido e saudável. Nos dias em que estou mais inspirada, aproveito a máquina para fazer algo mais elaborado, de forma menos trabalhosa. E sei que tudo fica perfeito! Basta vermos os muitos chefs que se renderam à máquina. Se calhar não gostam de cozinhar…

4. A Bimby limita a criatividade. - Se o cozinheiro seguir sempre cegamente as receitas, sim. Se, porém, encarar a máquina como uma ajuda para criar aqueles pratos mais elaborados, que normalmente só comeria nos melhores restaurantes, terá o efeito contrário.  

Percebo quem não tem a máquina. Porque não pode ou porque não quer. Respeito a opinião de quem vê apenas um eletrodoméstico demasiado caro e prefere investir o seu dinheiro noutras coisas. Cada um sabe de si. Só não respeito quem não respeita o outro e quem faz tudo para denegrir quem está ao seu lado. Se queremos tolerância, temos de ser tolerantes.




Passados três anos, apeteceu-me recuperar este texto, que ainda ilustra bem aquilo que penso. E porque acho que o pior nem é o artigo do Wall Street Journal. Acho que o pior são as reações de alguns portugueses, sempre à espera de mostrarem a sua superioridade intelectual. As pessoas perguntam-se, incrédulas, como, num país tão pobre, a Bimby é um sucesso de vendas (preferem chamar obsessão ao fenómeno, visto que o vocábulo, por ser pejorativo, tem mais impacto). Se calhar, por isso mesmo. Se calhar, mesmo por Portugal ser um país pobre, por as pessoas cada vez terem menos dinheiro para jantar fora, por cada vez menos encomendarem comida feita, por cada vez mais levarem comida para o trabalho. Se calhar, por uma questão de poupança, as pessoas investiram numa máquina que lhes permite gastar menos em comida. No fundo, se calhar são as pessoas a serem inteligentes e a tentarem minimizar os efeitos de uma crise que lhes tira a maior parte dos prazeres. Nós, portugueses, gostamos de comida e de reunir as pessoas à mesa e a Bimby ajuda-nos a manter isso. E não vejo mal nenhum nisso. Só bem.

Mais uma opinião, que subscrevo completamente, aqui.

E, como não podia deixar de ser, uma receita Bimby, que fez sucesso este Natal:

Chutney de cebola roxa e vinho do Porto
(Adaptado de Bimby - Dicas, truques e etc., Vorwerk)

 Ingredientes:
800 g de cebola roxa, cortada em rodelas (chalotas, na receita original)
500 g de açúcar
300 g de vinagre de vinho branco ou tinto
150 g de vinho do Porto
2 tiras de casca de laranja
10 grãos de pimenta preta
2 cravinhos-da-índia

Preparação na Bimby:
Coloque no copo todos os ingredientes e programe, sem o copo de medida, 35 minutos, varoma, velocidade colher inversa. Coloque o cesto sobre a tampa para evitar o perigo de salpicos. Distribua por frascos esterilizados e feche bem.
Uma tábua de queijos e este chutney e está a festa feita.

Preparação tradicional:
Numa panela alta, coloque todos os ingredientes. Deixe cozinhar, em lume brando, até atingir o ponto desejado. Mexa de vez em quando. Distribua por frascos esterilizados e feche bem.


Desejo-vos um 2014 feliz. E tolerante. E vamos concentrar-nos nas nossas vidas. Acho que seríamos todos mais felizes.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Já cheira a Natal.

É um dos sinais de que o Natal está à porta. Começam a aparecer os saquinhos de trigo que embelezarão as casas nesta época. Depois de anos de renúncia a estas tradições, parece que recomeçamos a dar importância ao que é nosso. Bolas, árvores, Pais Natal há-os por todo o lado. Em todas as regiões, em muitos países. Depois de anos a ter como objetivo principal o ser-se apenas universal, cosmopolita, do mundo, igual a toda a gente, parece que recomeçamos a orgulhar-nos de ser (também) regionais. O sentimento de pertença à nossa terra começa a ganhar terreno, mesmo por parte dos mais novos. Aquilo que antes era motivo de vergonha está, aos poucos, a transformar-se em orgulho. Ainda bem. Afinal, o maior mérito é ser-se do mundo sem nunca deixar de se ser da terra onde se nasceu. Tenho esperança que, um dia, os jovens da província que chegam às universidades da capital sejam seguros o suficiente para não se deixarem intimidar por colegas que se acham superiores só porque creem que falam melhor. É triste ouvir um jovem terceirense que foi estudar para o Porto vir de férias, no Natal, a falar à moda de Lisboa. Triste e ridículo. Há poucas coisas que me mexam tanto com os nervos como ver um terceirense ou micaelense ou bragantino ou alentejano a tentar apagar todo o seu passado linguístico só porque alguém lhe meteu na cabeça que falar bem, mais do que cumprir as regras gramaticais, é falar sem deixar adivinhar a terra onde foi criado. Tomemos como exemplo o nosso Nemésio, que até à morte conservou o seu falar terceirense bem mastigadinho, o que, em vez de o diminuir, ainda lhe acrescentava mais carisma.
Mas deixemos os assuntos linguísticos para outra ocasião e retomemos o assunto do trigo, que iniciou este post. Hoje, o meu marido chegou a casa com dois saquinhos de trigo, trazidos por alunos, que porei a germinar e que, à semelhança do ano passado, hão de embelezar a nossa mesa de Natal. Tal como a minha avó embelezava a dela, numa altura em que os ornamentos não eram muitos. Com a chegada deste  trigo, já demolhado, à espera que germine, está aberta aquela que é para mim a época mais bonita de todas. 

E acentua-se o desejo de aconchego, aquele aconchego natalício que não é igual em mais nenhuma época do ano. Aquele aconchego que cheira a lenha queimada, velas pela casa, forno aceso e especiarias.
E agora, bem enquadrado neste espírito, o nosso jantar de ontem: um frango a cheirar a Índia, retirado de um site inglês. Um frango do mundo, portanto :)

Frango assado masala com batatas
(adaptado daqui) 
 
Ingredientes para a marinada:
4 colheres (de sopa) de sumo de limão
2 colheres (de sopa) de gengibre, descascado e depois ralado
2 colheres (de sopa) de alho ralado
3 malaguetas verdes, picadinhas (usei apenas duas)
1 colher (de chá) de sal
1 colher (de chá) de coentros moídos
1 colher (de chá) de garam masala

Ingredientes para o frango:
1 frango inteiro, arranjado e sem pele
1/2 colher (de café) de paprika fumada (usei desta)
1/2 colher (de chá) de pimenta preta, moída na hora

Ingredientes para as batatas masala:
6 colheres (de sopa) de azeite
5 batatas médias, cortadas em pedaços
3/4 colher (de chá) de sal
3/4 colher (de chá) de pimenta preta
1 colher (de chá) de cominhos
1/2 colher (de chá) de açafrão das Índias
1/2 colher de café de paprika fumada

Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Num robot de cozinha, faça uma pasta com todos os ingredientes da marinada.
Com uma faca afiada, faça golpes profundos no peito do frango, nas coxas e nas asas.
Coloque o frango, com o peito para cima, sobre uma folha de papel de alumínio com tamanho suficiente para o embrulhar todo. Espalhe sobre o frango a mistura de especiarias e polvilhe-o com a paprika fumada e a pimenta. Embrulhe-o e leve-o ao forno cerca de 1 hora. Findo esse tempo, destape o frango e deixe-o alourar 15 minutos, destapado, regando-o duas ou três vezes com os sucos que se formaram.
Entretanto, trate das batatas
Numa tigela grande, coloque o azeite. Junte as batatas e tempere com sal e pimenta. Assegure-se que as batatas estão bem cobertas, transfira-as para um tabuleiro, numa única camada, e leve-as a assar, a 180 graus, durante 20 minutos.
Misture bem os coentros, o açafrão, os cominhos e a paprika. 
Retire as batatas do forno, envolva-as nas especiarias, certificando-se de que todos os lados estão cobertos, e leve-as ao forno mais 20 minutos.

Se tiver actifry, faça como eu: coloque as batatas na actifry, polvilhe-as com as especiarias (fiz apenas metade da receita) e 1 colher de azeite e programe 30 minutos. Simples, não? Para além das batatas, acompanhámos com couve roxa salteada em azeite e alho.
 

E agora, um cheirinho de "Se bem me lembro". Recordo-me, muito vagamente, de ver este senhor no televisor a preto e branco dos meus pais e de ver toda a gente embevecida a ouvi-lo falar. 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Acre e Doce

O regresso às aulas tem sempre um sabor acre e doce. Acre porque acabaram os dias sem horas marcadas e tardes de praia prolongadas. Doce porque recomeçou a azáfama de que tanto gosto. Acre no momento de levar o Manel ao colégio, depois de mais de um mês em casa. Doce no momento de o ir buscar, quando o ouço a falar do seu dia divertido e das brincadeiras com os amigos. Doce quando revejo colegas de quem gosto muito, em reencontros que sabem a regressos a casa. Acre quando noto ausências. Colegas que ficaram noutras escolas, muitos deles contrariados. E, pior, colegas que não ficaram em escola nenhuma. Que esperam, angustiados, uma vaga. Muitos deles, bons profissionais, dedicados. Daqueles que se dão. E que agora esperam que alguém se lembre deles. No Facebook, um colega, com um bebé ao colo, propõe uma permuta, para não ter de se separar do filho. Outro, lamenta deixar a mulher, também professora. Mas acrescenta, como se tivesse vergonha de se lamentar, Mas não me posso queixar, tenho um trabalho. Foi a isto que chegámos. Agradecemos um trabalho que nos dá pão e que nos torna infelizes por estarmos longe de quem amamos. Pensando bem, nos dias que correm, o início do ano letivo é mais acre que doce.

E agora, uma receita muito saborosa, a contrastar com a amargura do meu texto de hoje. Uns hambúrgueres muito saborosos, que se fazem num abrir e fechar de olhos. 
Deixo-vos a foto. A receita está no Receitas ao Desafio.

Ingredientes para quatro unidades:
- 400 g de lombos ou de filetes de salmão, sem pele nem espinhas
- 2 colheres (sopa) de alcaparras picadas
- 1 limão
(raspa e sumo)
- 1 raminho de rama de endro (ou funcho)
- 1 clara de ovo batida
- 2 colheres (sopa) de amido de milho
(Maizena)
- sal & pimenta moída no momento
- 2 colheres (sopa) de mostarda de Dijon
- 2 colheres (sopa) de maionese
- 4 folhas grandes de alface, cortadas em juliana
- 4 pães para hambúrgueres com sésamo
- azeite q.b.

Preparação:

Bater a mostarda com a maionese e 1/3 do endro, previamente picado. Reservar.

Picar o salmão à mão com o auxílio de uma faca bem afiada e colocá-lo numa tigela.

Juntar as alcaparras picadas, o endro restante, a raspa e o sumo de limão, a clara batida e o amido de milho. Temperar com sal e pimenta. Misturar muito bem com um garfo.

Dividir o preparado em quatro porções. Formar uma bola com cada porção, enrolando entre as palmas das mãos. Achatar as bolas com a palma da mão ou uma espátula, moldando em forma de hambúrgueres.

Untar uma frigideira anti-aderente com azeite. Grelhar os hambúrgueres por 2-3 minutos de cada lado.

Entretanto, abrir os pães e levá-los a torrar muito ligeiramente debaixo do grelhador do forno. Retirar os pães do forno.

Distribuir a alface pela parte inferior dos pães. Sobre esta, colocar os hambúrgueres. Adicionar 1 colher (sopa) de molho de mostarda sobre cada hambúrguer e fechar os pães. Servir de imediato.
Acompanhámos com batatas fritas na Actifry.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Voar

Têm sido frequentes, este verão. Longas caminhadas ao entardecer. Saimos ainda de dia, atravessamos o lusco-fusco e as luzes da cidade acendem-se à nossa passagem. E ouvimos o barulho das ondas, mesmo ao nosso lado. Observamos barcos, faróis e pessoas. Cumprimentamos conhecidos que passam, transpirados como nós. Veem-se namorados, de mãos dadas. Uns mais novos. Outros, grisalhos, com aquela cumplicidade de muitos anos. Pais e filhos. Amigas de longa data. Cães e donos atentos, de saquinho na mão. De vez em quando, passam por nós línguas estranhas, com mapas da ilha. Francês, alemão e muito inglês.
Hoje, foi dia de um percurso mais ousado. O Manuel foi, pela primeira vez, dormir a casa de um amigo. E nós passeámos, a fingir que somos uns pais muito desprendidos e que esta situação não nos traz um bocadinho de nostalgia. O nosso bebé já dorme em casa de amigos. E eu, por mais que me apeteça estender a minha asa protetora, deixei-o ir. Faz parte. Ele tem de voar. Um voo controlado, em céus conhecidos e de confiança. Não o podemos engaiolar. Mesmo que seja a opção mais confortável para nós, não é isso que queremos para o nosso filho. E amanhã estará em casa, feliz e orgulhoso de mais este feito. Entretanto, nós aproveitámos o entardecer. Subimos a serra do Facho e vimos a cidade, mesmo aos nossos pés. E queimámos as calorias do jantar. E assim, as extravagâncias gastronómicas de verão não nos causam tanta culpa. 
 






Partilho convosco a minha sangria de verão. Fi-la no passado domingo e foi muito apreciada, apesar de ter sido considerada perigosa. Há qualquer coisa de pleonástico em chamar de verão a uma sangria. Na verdade, se há bebida que sabe a verão é esta. A redundância deve-se ao facto de esta versão conter alguns dos meus frutos de verão preferidos. Apesar de não parecer, esta é uma bebida forte. Daquelas que enganam, por serem fáceis de beber. Se a desejarem mais branda, aumentem a quantidade de gasosa ou reduzam as quantidades de álcool. 


Preparação:
Coloca-se a fruta no fundo de um jarro. Mistura-se as bebidas e o açúcar e verte-se sobre a fruta. Junta-se os paus de canela e a hortelã. E bebe-se, muito fresca, numa tarde de verão, enquanto se prepara o churrasco e se comem maçarocas cozidas.


 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sozinha em casa

Há dias de irritação, em que parecemos ter um filtro cinzento, que torna tudo o que nos rodeia feio e baço. Um estado de neura sem razão para existir, característico do género feminino. Que os homens não me ouçam, mas há que assumir que eles, por norma, não padecem desta espécie de bipolaridade, deste estou tão triste e não sei porquê, deste ninguém me compreende, deste negrume que volta e meia se abate sobre nós.
Em dias assim, faço por estar caladinha. Tento pensar duas vezes antes de falar, pois tendo a arrepender-me mal acabo de proferir uma frase. Impensável ir para a praia em agosto, feriado, num dia destes. Já me estou a ver a deitar olhares reprovadores a criancinhas aos berros (incluindo a minha), a namorados que chapinham alegremente ao meu lado, a grupos de adolescentes felizes e barulhentos. Nestes dias, custa-me aturar-me a mim própria e entendo que não me devo impingir a ninguém. Num dia como o de ontem, pareceu-me sensato deixá-los ir para a praia e ficar em casa, entregue à minha neura. Tens a certeza de que ficas bem? Claro que sim! Sozinha, na cozinha, com uma música daquelas que nos puxam para cima e as mãos cheias de massa e farinha.
Quando chegaram, cheios de areia e de saudades, a mesa estava posta, o jantar estava pronto e havia ciabattas acabadas de sair do forno. E eu estava um bocadinho menos antipática. Felizmente que estes estados são fáceis de resolver: normalmente, uma noite de sono é o suficiente. No outro dia, a mesma vida, as mesmas pessoas, tudo igual, mas o filtro desapareceu e a vida está novamente colorida.
A receita do jantar foi esta: quenelles de peixe, uma especialidade francesa, cuja receita podem consultar no blogue da minha amiga Elvira. Uma receita diferente e saudável, perfeita para quem, como eu, anda a ter cuidado com as calorias que ingere.


domingo, 9 de junho de 2013

Olhar

Quando fiz o curso de fotografia, em 2011, li alguns artigos sobre o tema. Artigos técnicos, sobre velocidade, abertura, ISO e outros termos importantes para quem quer fotografias com bom ar.  E li algumas coisas sobre composição e visitei muitas páginas de fotógrafos, profissionais ou amadores talentosos. E percebi que a qualidade de uma fotografia passa muito pela intuição do fotógrafo. E uma das coisas que verifiquei, mais tarde, já de câmara na mão, foi que através da lente se vê o mundo com outros olhos. Com uma máquina nas mãos, procura-se beleza. Não a beleza óbvia, aquela que todos vemos a olho nu. Com a câmara procura-se a beleza escondida. Aquela que ninguém vê. Aquela que tem de ser desvendada. Com uma câmara na mão, aquilo que [vemos] a cada momento/ É aquilo que nunca antes [tínhamos] visto. É como se aprendêssemos a saber ter o pasmo essencial/ Que tem uma criança se, ao nascer,/ Reparasse que nascera deveras...*
Entretanto, devido à minha assumida tendência para a dispersão (sou capaz de passar uma tarde na horta ou na cozinha, ou um dia no sofá, agarrada a um livro ou numa maratona de cinema ou séries, ou um serão na conversa com amigos...), tenho aprofundado pouco aquilo que aprendi, confesso. Umas fotografias a comida, aos meus homens, à horta, a um ou outro momento que me despertou especial interesse e pouco mais. 
Ontem, a meio das minhas tarefas domésticas, olhei pela janela, para a horta. E vi o meu pai, num momento de descanso, com o Manel no colo, trajado de spider-man. Fiquei uns momentos a observá-los. Comoveu-me aquele momento especial entre avô e neto. Há momentos que apetece congelar, de tão especiais. Fui buscar a máquina. E fotografei-os, ao longe. Acabei o que andava a fazer e fui ter com eles. E percebi que estavam a ver as abelhas a recolher o pólen das flores e que o meu pai estava a explicar ao Manel como se fazia o mel. E eu pensei que a felicidade era aquilo. A voz enternecida do meu pai, derretido com as perguntas curiosas do neto, e a vozinha infantil do meu filho, a descobrir mais um bocadinho do mundo. Inspirada, fotografei a horta e o jardim, que, neste momento, não está nos seus melhores dias. E percebi que pode haver beleza numa relva a precisar de manutenção. Que nem só uma relva verde imaculadamente cortada é bela. Vi beleza nas flores silvestres, que nascem no meio das ervas que ninguém quer. E nas cebolas, ainda na terra. E num pé de açaflor que nasceu espontaneamente, depois de ter ficado escondido todo o inverno, à espera de se mostrar. E enquanto colhia as últimas favas do ano, ia espreitando as ervilhas, já em flor. A beleza anda por aí. Nós só temos de a saber ver. 





* Versos do poema "O meu olhar é nítido como um girassol", de Alberto Caeiro

Com as favas que colhi e descasquei, com a ajuda do Manel, enquanto o pai, ao nosso lado, se dedicava ao bricolage, fiz umas favas escoadas, cuja receita aparecerá por aqui um dia destes.

domingo, 5 de maio de 2013

Um gelado de chocolate para o Manuel

Estou, neste momento, sentada com o meu filho a ver O Rei Leão. Porque ser mãe também é ver os filmes dele, conhecer os heróis dele, os gostos dele. Ser mãe é ajudá-lo a vestir a fantasia do Spider-Man (durante todo o ano) e jogar com ele Super Mario Kart na Wii. Ser mãe é fazer-lhe a vontade e parar no parque infantil e enterrar os saltos finos dos sapatos na terra. Ser mãe é dar-lhe muitos beijos e muitos abraços e repreendê-lo quando faz asneiras. Ser mãe é derreter-me quando me pede que pinte os lábios de vermelho, quando me diz que cheiro bem e que estou linda. Ser mãe é fazer-lhe um gelado de chocolate, mas também é recusar-lhe guloseimas quando acho que está a exagerar. Ser mãe é protegê-lo, mas dar-lhe espaço para crescer, sem que se sinta sufocado. E sentir saudades dele a meio do dia e ouvir a sua voz a dizer gosto muito de ti e não ver a hora de o ir buscar ao colégio e vê-lo a correr para mim, de braços abertos. Ser mãe é ficar imensamente feliz quando me oferece um presente feito por ele e me pergunta está giro, mãe? Gostaste muito, mãe? 

Gelado de chocolate
 

 Ingredientes (para cerca de 1 litro):
600 ml de leite (usei meio gordo)
240 ml de natas gordas
175 g de açúcar
1 pitada de sal
5 colheres de sopa de chocolate negro, cortado fino (triturei na Bimby, até ficar em pó)
4 gemas
1 1/2 de essência de baunilha


Preparação:
Num tacho médio, misture o leite, as natas, o açúcar e o sal. Deixe ferver em lume médio, mexendo durante 5 minutos, ou até o açúcar dissolver e a mistura estar quente. Tire do lume e adicione o chocolate em pó, batendo até estar bem ligado.
Bata ligeiramente as gemas numa taça média. Adicione gradualmente, batendo, 240 ml do creme de chocolate quente. Adicione a mistura de gemas ao creme de chocolate restante no tacho, reduza o lume para médio-baixo, coza, mexendo, até que o creme engrosse o suficiente e se agarre à colher (75 a 80 graus). Não deixe ferver senão as gemas coalham. Passe o creme através de um coador para uma taça. Tape e meta no frigorífico até estar muito frio, pelo menos 6 horas ou 2 dias no máximo. Adicione a essência de baunilha.
Deite o creme no recipiente de uma máquina de gelados e congele, segundo as instruções do fabricante. * Passe o gelado para um recipiente com tampa e congele até que esteja suficientemente firme para servir com uma colher de gelado, pelo menos 3 horas ou de um dia para o outro.

* Caso não tenha máquina de gelados, leve ao congelador e, de vez em quando, bata com a batedeira. Quantas mais vezes o fizer, mais cremoso ficará o gelado.


Fonte: Gelados e sobremesas geladas, Peggy Fallon, Editora Civilização

terça-feira, 30 de abril de 2013

Instruir ou entreter?

 
Como qualquer criança, vi filmes infantis. Os meus pais costumavam alugar no clube de vídeo os clássicos da Disney. Depois de adulta, creio que o primeiro filme de animação que vi foi Shrek (o primeiro). Depois de o meu marido ter insistido, fomos vê-lo ao cinema. E tive de dar a mão à palmatória. Gostei muito. Um filme bem feito, com piadas inteligentes, dirigidas a vários tipos de público. Uma mensagem forte, imagens belíssimas. Um filme muito completo, na minha opinião. Depois desse, vi mais alguns, uns melhores do que outros, uns mais instrutivos do que outros. Nos últimos tempos, tenho visto imensos. Clássicos e outros mais recentes. Tenho um filho de quatro anos e, como tal, vou acompanhando aquilo que vê.
Ontem, fomos ao cinema ver The Croods. Antes de sairmos, mostrei o trailer ao Manel e expliquei-lhe que era um filme sobre homens das cavernas. O que é um homem das cadernas?, perguntou-me. E eu, depois de o ter corrigido, expliquei-lhe, o melhor que pude. E ele escutou-me, com atenção e interesse. E disse-lhe: Mas vais perceber melhor quando vires o filme. Enganei-me. Apesar de ter como personagens uma família de homens das cavernas, o filme pouco ou nada ensina. Muitas perseguições (é certo que conseguir comida não devia ser fácil naqueles tempos, mas não era preciso mais de meio filme para os petizes perceberem isso). Um jovem que descobre o fogo, uma descoberta pouco explorada, na minha opinião. Piadas fáceis, com pedradas na cabeça, quedas aparatosas e outras peripécias do género. Uma mensagem final com algum interesse. E muitos cenários lindíssimos e exóticos, feitos para explorar o 3D.
Não acho que o cinema deva ter como objetivo exclusivo instruir. Não vejo nenhum crime no cinema de entretenimento. Também não sou contra imagens em 3 dimensões. Considero, porém, que, sempre que possível, se devem aliar as várias vertentes. E quando o público-alvo é o infantil, creio que a preocupação de ensinar deve ser ainda maior. Hoje em dia, parece haver o medo de que, se o filme estimular os neurónios, as criancinhas se desinteressem. E é pena, pois o cinema pode ser uma ferramenta de grande utilidade para ensinar. Os poucos conhecimentos acerca da mitologia clássica que muitos dos meus alunos têm quando chegam ao 7º ano chegaram-lhes através do Hércules. 
O meu filho gostou do filme e fiquei feliz por isso. Todavia, creio que teria gostado na mesma se, para além das perseguições e quedas, o filme tivesse explorado um pouco mais a vertente histórica. Seria bom que parassem de tratar as crianças como umas coitadinhas, que não são capazes de entender uma piada um pouco mais complexa. Ou que não vão apreciar um filme que exija um bocadinho de raciocínio. Afinal, o Manel chegou a casa com os mesmos conhecimentos acerca dos homens das cavernas com que saiu: aqueles que eu lhe ensinara.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Depois da tempestade

Entre os meus alunos, não há desalojados. Ninguém perdeu casas, nem outros bens importantes. No entanto, muitos faltaram hoje às aulas. Os que apareceram na escola traziam muitas histórias para contar. Muitos desabafos da noite de horror que viveram. Fotografias e vídeos nos telemóveis que mostram bem os momentos difíceis por que passaram.
No Porto Judeu, continuam as operações de limpeza das ruas e das casas. Alimentam-se os desalojados. As pessoas unem-se e mostram que naquela freguesia quando acontece ao nosso amigo é como se nos acontecesse a nós. Pelo que já conheço das pessoas desta localidade, genuinidade e altruísmo são as suas principais características. Pessoas simples que dão valor à amizade e que ainda preservam valores que às vezes já rareiam em meios mais urbanos, em que é cada um por si. Quando gostam, dão-se. Quando não, não fingem. Quem merece a sua amizade, tem-na, aconteça o que acontecer. Quem, pelo contrário, a trair, é para riscar. Já tinha esta ideia e cada vez mais a confirmo, através dos meus alunos. Não há máscaras, o riso pela frente e a punhalada por trás, o politicamente correto, a farpinha elegantemente disfarçada. É para dizer, diz-se diretamente, sem medos ou hipocrisias. Só haverá boas pessoas no Porto Judeu? Não, certamente. Haverá problemas sociais? Sem dúvida. Mas parece-me que, no geral, há uma transparência e generosidade que se estão a perder em muitos sítios mais urbanos e que ainda resistem por aquelas bandas.


                                                                                                                           Fotografia de António Araújo

Cá na ilha, já começaram as campanhas de solidariedade. Aqui estão as últimas informações de que tenho conhecimento:

Locais onde é possível entregar doações para as pessoas que ficaram sem os seus bens, na ilha Terceira:

- Através da Cruz Vermelha de Angra do Heroísmo (295 212 669).

- Entregando directamente na Igreja de Porto Judeu.

- Capela Americana da Base, das 09 h às 17:30 h (para quem tem acesso à Base ou conhece alguém que trabalhe lá e que possa entregar as coisas).

Relembramos que devem ser bens essenciais, tais como roupas e produtos de higiene, cobertores, comidas enlatadas ou que não se estraguem facilmente. 


Vamos ser solidários!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Apanhar ervilhas é fixe!

Cada vez mais dou valor a quem trabalha a terra. Pelo menos a quem trabalha a terra de forma natural. Não a quem a encharca de químicos que fazem as plantas sair da terra com uma rapidez que é tudo menos natural. Admiro quem respeita a natureza e deixa que ela siga o seu curso, vigiando amorosamente aquilo que semeou ou plantou. 
Nem sempre valorizei a terra como agora, admito. Cresci num meio rural, rodeada de agricultores de mãos calejadas pela enxada e não os admirava como mereciam. Apenas o saber erudito merecia a minha admiração. Mas cada vez mais valorizo este saber ancestral, que não se aprende nos livros. E cada vez mais gosto de aprender sobre o assunto. Sobre as luas, as épocas de cultivo de cada espécie, a rotação de culturas e outras coisas que antes me eram completamente indiferentes. As minhas idas, durante anos, à Biofontinhas, e o convívio com o Avelino contribuíram muito para esta minha mudança. E não é uma coisa passageira, uma moda, como já me disseram. É certo que cada vez mais estão na moda as hortas caseiras, mas, pelo que tenho visto, quem a elas se dedica fá-lo por gosto, e não porque fica bem. Haverá exceções, é certo, mais a maioria fá-lo-á porque se sente bem a cultivar o que come. 

A contrariar a natureza, apenas a minha falta de paciência. A minha sorte é que vivo numa ilha com temperaturas amenas e vou conseguindo levar a minha avante. Meti na cabeça que havia de semear cenouras e ervilhas tortas fora de tempo. E ninguém achava que nascessem. Muito menos que crescessem. Mas aqui estão os primeiros exemplares. Dentro de quinze dias, três semanas, as cenouras atingirão um tamanho razoável. Estes exemplares são fruto de um desbaste que fiz, ontem à tarde. As ervilhas tortas foram colhidas, com a ajuda do Manel, que se vai habituando a estas tarefas e até me disse que apanhar ervilhas é fixe.

Este foi o meu jantar de ontem. Digo "meu" porque para os meus rapazes, a ementa foi outra. Fiz-lhes uma massa, e assim ficámos todos felizes.
Com o que encontrei na horta fiz estes ovos verdes e uma salada de legumes a vapor.
Omelete verde
(para uma pessoa)
1 folha de acelga (a parte verde)
2 cebolas de rama (com a parte verde)
1 raminho de coentros
1/2 queijo mozzarella de búfala
2 ovos (usei caseiros :)
flor de sal e pimenta q.b.

Piquei a acelga (como se fosse para caldo verde) e a cebola de rama. Reservei.
Bati os ovos com a acelga, a cebola de rama e o queijo, esfarelado, e temperei-os com flor de sal e pimenta. Tapei e deixei cozinhar, em lume brando. Quando a parte de baixo me pareceu cozida, deixei escorregar a omelete para um prato e virei-a para a frigideira, para cozinhar o outro lado. Servi com salada de legumes a vapor.

Salada de legumes a vapor

8 cenouras bebés 
150 g de courgette
100 g de ervilhas tortas
100 g de romanesco
1 tomate

Para o molho:
1/4 chávena de azeite
3 colheres (de sopa) de vinagre balsâmico
1 colher (de sopa) de mostarda à antiga
1 colher de chá de pimenta rosa em grão

Lavei as cenouras e aparei-as. Cortei as extremidades à courgette e cortei-a em quartos, no sentido longitudinal. Aparei e tirei o fio às ervilhas. Coloquei os vegetais assim preparados na varoma e deixei-os cozer durante 20 minutos (pode usar-se um recipiente próprio para cozer a vapor). Arrefeci-os em água corrente, para parar a cozedura, e pu-los numa saladeira. Preparei o molho: num frasco, coloquei todos os ingredientes, agitei e verti o molho sobre a salada. Esperei uma hora antes de servir. Entretanto, dediquei-me à massa deles: uma massa com atum e muitos legumes, que restou para nosso o almoço de hoje.


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O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.