domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma receita para um livro

Não conheço a Figueira da Foz assim tão bem. Apenas de passagem, com pouca demora. O mesmo posso dizer dos hábitos gastronómicos da cidade. Tinha conhecimento de um doce com o nome poético de Brisa da Figueira e pouco mais. E habituei-me a ver as publicações de receitas com salicórnia da Guida. Foi com o Panela Sem Depressão desta minha amiga que fui aprendendo alguma coisa sobre os hábitos alimentares da zona. Mas estava longe de imaginar uma receita minha publicada num livro sobre gastronomia da Figueira da Foz. Ainda assim, foi com muito orgulho que vi o meu prato incluído n' A nossa mesa: receituário gastronómico da Figueira da Foz. Este é um daqueles livros que nem todas as regiões se orgulham de ter. Um trabalho de recolha de um património que acredito se perderia se não fossem pessoas persistentes como a Guida. Uma obra que impõe respeito, a começar pela dimensão. Um número respeitável de receitas, organizadas por temas e por ingredientes como o porco, a raia, o arroz ou a salicórnia. 




Apesar de algumas peripécias com a viagem da salicórnia até aos Açores, que, pela demora e o estado em que  chegou, parece ter dado a volta ao mundo, ainda consegui aproveitar alguma e incluí-la na minha receita de raia.


"Esta receita junta a salicórnia da zona da Figueira ao inhame dos Açores. A estes ingredientes, um peixe que é de ambas as regiões: raia. A salicórnia é aqui utilizada juntamente com o pão e o atrevimento do piripíri para formar uma crosta saborosa, que envolve este peixe de sabor delicado." (p.322)  

Raia com crosta picante de salicórnia





Ingredientes para duas pessoas:
4 pedaços de raia
4 dentes de alho, esmagados
sal a gosto
sumo de meio limão
um ovo batido
um inhame pequeno por pessoa
tomate groselha e planta do gelo para guarnecer

Para a crosta picante:
1 pedaço de pão duro
salicórnia a gosto
piripíri seco a gosto (não exagerar, caso contrário, o sabor dominará)

Preparação:
Começa-se por temperar a raia com o alho, o sal e o sumo de limão. Reserva-se, de preferência  não menos de duas horas. Entretanto, coze-se o inhame. Num robot de cozinha, coloca-se o pão, a salicórnia e o piripíri e tritura-se tudo. Escorre-se a raia, passa-se por ovo e, depois, pela mistura de pão ralado. Unta-se com azeite uma assadeira, onde se colocam os pedaços de raia. Regam-se com mais azeite e levam-se ao forno, a 200 graus, 15 a 20 minutos. Caso a raia seja muito alta, pode haver necessidade de a deixar no forno mais algum tempo.
Enquanto o peixe assa, descasca-se o inhame e corta-se em rodelas finas, com as quais se cobre o fundo do prato. Sobre estas, dispõe-se a raia e finaliza-se com o tomate e a planta do gelo (ou salada).



Parabéns, Guida, pela qualidade deste trabalho e pela persistência. E obrigada pelo convite. É uma honra :)


domingo, 24 de janeiro de 2016

Amálgama

Gosto destes domingos em que as horas se confundem. E as refeições. Acordar tarde para o pequeno-almoço e cedo para o almoço. Faz-se uma daquelas refeições que não são uma coisa nem outra. Os britânicos chamam-lhes brunch, uma mistura dos dois. Nós gostámos da ideia e importámo-la. Não vejo mal em importar coisas boas. E esta é uma coisa boa. Há, para além das iguarias que não podem faltar, toda uma simbologia associada a esta refeição híbrida. Descanso, descontração, despreocupação, preguiça. Há os brunch chiques, de hotel, que até champanhe e caviar incluem. Prefiro estes, caseiros, tomados em pijama, com ovos, café e sumo de laranja.
Depois de dias intensos, com muito trabalho na escola, aniversário do marido a meio da semana e  hóspedes em casa, hoje é dia de preguiça. Foram dias bons, mas muito agitados. E hoje foi dia de abrandar. E abrandar também é simplificar na cozinha. Lembrei-me desta receita do Gordon Ramsay, que tanto pode ser servida num domingo preguiçoso, como numa noite fria de quarta-feira. Reconforta sempre. Com uma dupla de ingredientes muito apreciada cá por casa: ovos e cogumelos.  Pode ser servida em ramequins individuais. Eu fiz as doses todas juntas, já que a ideia era, como já disse acima, simplificar. Servi com fatias de fogaça, vinda diretamente da terra dela :) 


Ovos assados com cogumelos
(Adaptado de World Kitchen, de Gordon Ramsay)


Ingredientes para 4 pessoas:
2 colheres de sopa de manteiga 
400 g de cogumelos brancos (selvagens, na receita original)
1 cebola roxa média, picada (2 chalotas grandes, na receita original)
1 haste de tomilho
sal e pimenta a gosto
4 ovos grandes, caseiros
4 colheres de sopa de natas magras (gordas, na versão Ramsay)
25 g de queijo parmesão ralado (na receita original, cheddar)


Levar a manteiga ao lume, num wok. Juntar os cogumelos, laminados, a cebola e o tomilho. Temperar com sal e pimenta e saltear, mexendo frequentemente, cerca de 5 minutos.
Entretanto, aquecer o forno a 190 graus.
Untar com manteiga os ramequins ou a assadeira e dispor a mistura de cogumelos. Fazer quatro cavidades e, com cuidado, colocar um ovo em cada uma (muito cuidado para não quebrar a gema). Verter as natas à volta dos ovos, polvilhar com o queijo ralado e temperar com sal e pimenta preta. 
Levar ao forno cerca de 12 minutos, até as claras estarem cozidas e a gema líquida. 
Servir com tostas ou outro pão a gosto.



Continuação de um bom domingo. Não se esqueçam de que hoje é dia de eleições. Eu já votei!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Alex

Nadine. Gordon. Sandy. Hercules. Desta vez chama-se Alex. Dizem que tem mau feitio, este Alex. Nós mantemos a calma, mas estamos atentos. Afinal, estamos habituados a lidar com a Natureza. Respeitamos o que nos dizem, prevenimo-nos, mas não panicamos com facilidade. Ser açoriano também é isto. É sentirmo-nos pequeninos, no meio de um mar imenso. E perceber que, quando a Natureza se enfurece, não podemos fazer muito. Fechamo-nos, protegemo-nos e esperamos que passe. E lembramo-nos mais uma vez de que tudo o que somos e temos é frágil. Aprendi isso muito cedo. Com três anos, vi casas cair à minha volta. As memórias são difusas. Mas estão cá. Eu, pela mão do meu avô, à espera que a terra parasse de tremer. Depois, poeira pelo ar. E pessoas a correr, em pânico. E eu, muito pequena, sem perceber o que era aquilo. Depois, a casa dos meus pais cheia de gente. Há 35 anos, era a casa mais nova da zona. E segura, ao contrário das dos vizinhos, construídas no século anterior. Foi abrigo de muita gente nos dias que sucederam ao 1 de janeiro de 1980, quando quase toda a ilha caiu. Aprendi, naquela altura, que damos a mão a quem precisa. Os meus pais abriram a sua casa nova e improvisaram camas na sala, em corredores, na cozinha e em todo o lado onde houvesse espaço para um colchão.  As pessoas uniram-se. E rezaram juntas. E arregaçaram mangas. Viveram em suspenso, durante meses. Alguns, durante anos. Outros, nunca mais foram os mesmos. Reconstruíram-se casas e igrejas. Algumas, mais bonitas do que dantes. Outras, nem por isso. Mas a ilha reergueu-se. E nós ficámos mais fortes. 




     Créditos das imagens: António Araújo

sábado, 9 de janeiro de 2016

A simplicidade de uma massa com atum

A árvore de Natal está arrumada e já não há enfeites pela casa. Apenas um anjinho, pendurado numa porta. Deixei-o ficar. Afinal, precisamos deles todo o ano. Mas há que aceitar o que o calendário nos diz. Mesmo que às vezes custe um bocadinho, tem de ser. E por mais que se goste do Natal, é estranho ter uma árvore no canto da sala em meados de janeiro. Mantêm-se as coisas boas e quentinhas do inverno, mas árvores enfeitadas só ficam bem no Natal. 
Esta semana, retomámos as rotinas dos dias normais. As comidas estão mais leves e já não há doces sobre a mesa. E hoje tive o tal pedido. Tenho-o muitas vezes. Ó mãe, podes fazer massa com atum?  Massa com atum é o prato preferido do meu filho. Não hesita se lhe perguntam. Não é um prato especialmente bonito, não leva ingredientes rebuscados, não tem um nome pomposo. É massa com atum. Assim, simples. De vez em quando, o Manel lembra-se dele. E gosta de me ajudar a prepará-lo.  A massa tem de ser de lacinhos. E a maionese, caseira, com sabor a alho. 
Faço este prato com frequência. E já o fotografei várias vezes, para o publicar. Nunca gostei do resultado. Não é que estas fotos estejam particularmente bonitas, que o dia está feio, com pouca luz. Mas achei que já era hora de publicar aqui o prato preferido do meu filho. Aquele que lhe arranca um sorriso sempre que sabe que vai ser este o seu jantar. E isso é muito mais bonito do que a qualidade de uma fotografia qualquer.









Massa com atum



Ingredientes para 4 doses:
1/2 pacote de farfalle ou outra massa curta
2 latas de atum
2 ovos
1 cenoura
1/2 chávena de ervilhas
brócolos e couve-flor (equivalente a uma chávena)

Para a maionese:
1 ovo
sal e pimenta preta a gosto
1 colher de chá de mostarda
1 colher de chá de vinagre de vinho branco
1 dente de alho
óleo q.b.

Num tacho pequeno, cozer os ovos. Num recipiente de cozer a vapor, cozer os legumes. Noutro tacho, cozer a massa al dente, em água temperada com sal.
Entretanto, abrir as latas de atum, escorrer o óleo e desfazer o atum, com um garfo. 
Descascar os ovos e cortá-los em pedaços.
Misturar a massa, os legumes, os ovos e o atum. 
No copo da varinha mágica, colocar o ovo, o dente de alho, o vinagre e a mostarda e temperar com sal e pimenta. Desfazer tudo, com a varinha, e, sempre com este aparelho em funcionamento, ir adicionando óleo, em fio, até que a maionese tenha a consistência desejada.
Misturar a maionese com o resto dos ingredientes, envolver bem e servir.


Continuação de um bom fim de semana :)



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Negação. E uma receita de aproveitamentos.

Não sou daquelas pessoas que deprimem depois das férias. Ou que entristecem ao regressar de uma viagem. Não me custa despedir do verão. É certo que acabam os dias longos, os jantares no jardim e os dias de férias sem preocupações. Mas gosto de regressar ao trabalho, depois de um mês longe das rotinas de todos os dias. E gosto muito daquela luz morna e suave de setembro e outubro. E das flores. E das aulas. No fundo, acho que consigo apreciar o melhor de cada estação e não sinto saudades da que fica para trás.  
A única exceção é esta altura. Custa-me mesmo dizer adeus ao Natal. Não há época doce e brilhante como esta. Por isso, à euforia de decorar a casa, de preparar os jantares de festa e de todas as tradições natalícias sucede-se sempre alguma tristeza. Custa-me desfazer a árvore e arrumar luzes, bolas e demais enfeites em caixas. Custa-me despedir do brilho e da magia da época e enfrentar um janeiro longo e baço. Por isso, meus amigos, ando em negação. Ando a olhar para a árvore e a apetecer-me armar-me em excêntrica e deixá-la montada até à Pascoa. Ainda bem que o homem cá de casa é mais pragmático e lá para quarta-feira há de dizer-me que Natal, só daqui a 11 meses.

Para a despedida, mais imagens deste Natal. 








Deixo ainda uma receita de aproveitamentos de peru recheado. Se no dia 25 de dezembro até sabe bem comê-lo aquecido, depois disso, fica a envelhecer no frigorífico, à espera de acabar no lixo. Numa das minhas incursões pelo pinterest, vi esta imagem e, inspirada nela, engendrei este jantar bem simples, com os restos do peru do nosso Natal. Não apresento quantidades, pois foi tudo feito a olho. 

Fica a "receita": 
Untar um tabuleiro de muffins (fiz apenas 6 unidades) com azeite ou spray de cozinha. Em cada forminha, colocar uma porção de recheio e moldá-lo, de modo a que cubra toda a superfície. No fundo, colocar uma pequena porção de grelos ou espinafres congelados e temperá-los com um pouco de sal, pimenta e noz moscada. Sobre estes, um pouco de peru desfiado. No fim, abrir um ovo, temperá-lo com sal e pimenta preta e levar ao forno a 180 graus, até a clara cozer.

Polvilhei com salsa e servi com repolho salteado.






sábado, 2 de janeiro de 2016

Feliz Ano Novo. E uma pavlova festiva.

Desde sempre que a palavra merengue me intimida. Foram fracassos sucessivos, alguns comestíveis, outros nem tanto. Confiei demasiado no destino e não fiz as pesquisas necessárias. E afinal não é nada de muito complexo. Pelo menos o merengue francês, o único em que me aventurei. Basta seguir algumas regras básicas e é fácil acertar. Das primeiras vezes, batia demasiado as claras antes de juntar o açúcar. Acho que era esse o problema. O segredo é, mal comecem a surgir os primeiros picos, começar a adicionar o açúcar, continuando a bater até que o merengue esteja bem firme. 
Este Natal, decidi fazer pavlova. A medo, confesso, que conheço bem esta minha limitação. Li as dicas com muita atenção, usei claras à temperatura ambiente, bati-as com a batedeira, para ir vigiando a consistência. E resultou! Fiquei mesmo feliz! É só um merengue, eu sei. Mas, para mim, foi uma vitória. A minha vitória culinária de 2015.

Pavlova de Natal
com creme de mascarpone




Ingredientes para a pavlova:
4 claras, à temperatura ambiente
200 g de açúcar 
1 colher de chá de vinagre
1 colher de chá de maizena

Ingredientes para a cobertura:
1 caixa de mascarpone
400 g de natas gordas, geladas
1 colher de café de extrato de baunilha
1 chávena de açúcar confeiteiro

Figos (receita aqui) e cerejas em calda e açúcar colorido para decorar


Bater as claras até começarem a formar bicos suaves. Adicionar uma colher de açúcar de cada vez, continuando a bater, até que o merengue esteja bem firme. Juntar a maizena e o vinagre e envolver suavemente, com uma vara de arames. 
Aquecer o forno a 180 graus.
Forrar um tabuleiro com papel vegetal e, com um lápis, desenhar uma circunferência no centro (uso um prato). Dispor o merengue, em forma de coroa. 
Levar o merengue ao forno, reduzir a temperatura para 150 graus e deixar cozer uma hora. Desligar o forno e deixar a pavlova arrefecer completamente dentro do forno.

Bater as natas até estarem firmes. Juntar o mascarpone e a baunilha e bater, numa velocidade baixa, apenas até estar tudo misturado. Verter sobre a pavlova e decorar a gosto. 


(A fotografia da fatia foi tirada no dia seguinte, depois de a pavlova ter passado a noite no frigorífico, daí as cores estarem desbotadas.)

Um feliz 2016 para todos quantos passam por aqui! 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Bolo de coco e chocolate branco na mesa do Natal

Este foi um dos bolos deste Natal. Um bolo nevado, com o chocolate branco e o coco como protagonistas. Um bolo com um quê dos meus bombons preferidos, Rafaello. Especialmente aplaudido pelo meu marido e pelo meu pai, apreciadores de coco. A receita é da última revista Bimby - Momentos de Partilha, mas fi-lo à moda antiga e partilho-o agora convosco.


Bolo de coco e chocolate branco



Ingredientes:
130 g de manteiga, mais alguma para untar a forma
150 g de açúcar
200 g de chocolate branco, partido em pedaços
4 ovos
180 g de farinha tipo 55
1 colher de chá de fermento para bolos
50 g de coco ralado

Cobertura:
80 g de natas
200 g de chocolate branco, partido em pedaços
30 g de coco ralado

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 160 graus. Forrar com papel vegetal o fundo de uma forma (20 cm de diâmetro, aproximadamente) e untá-la com manteiga.
Numa taça de vidro, derreter a manteiga com o chocolate, em banho-maria. Adicionar o açúcar e bater. Juntar os ovos e continuar a bater, até estes estarem bem incorporados. Acrescentar a farinha, o fermento e o coco ralado e envolver, com uma vara de arames, sem bater.
Colocar a mistura na forma e levar ao forno cerca de 1 hora. Retirar, deixar arrefecer e levar ao frigorífico cerca de 4 horas. 

Preparação da cobertura:
Numa taça de vidro, levar ao lume, em banho-maria, as natas e o chocolate até este derreter.  Deixar arrefecer. 

Com uma faca afiada, cortar o bolo ao meio, cobrir uma das metades do bolo com parte do creme; sobrepor a outra metade e barrar com o restante creme. Polvilhar com o coco ralado e servir. No Natal ou quando apetecer :)




 Continuação de festas felizes! 

sábado, 26 de dezembro de 2015

O nosso Natal

Mesas postas, lareiras acesas, as músicas de sempre, velas por todo o lado, assados no forno, doces na mesa. Família reunida, para celebrar mais um Natal. Foi assim, nos dias 24 e 25. Cá em casa e na casa do lado, a do meu irmão. Partilho convosco algumas imagens. As receitas ficam para outro dia. Continuação de boas festas!
















quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

"It's the most wonderful time of the year"

É bom saber que há coisas que não mudam. Nesta altura, as casas aquecem-se com lareiras e velas e músicas de Natal que não passam de moda. As cozinhas cheiram a canela e a cravinho. Fazem-se doces, demolha-se bacalhau e põem-se perus a marinar. As nossas crianças andam mais felizes, à espera da Grande Noite. Cirandam pela casa, de pijama, em modo férias de Natal. E pedem para ajudar, desajudando mais ainda. Mas faz parte, este construir de memórias felizes. Daqui a muitos anos, serão elas a fazer o mesmo com os filhos que hão de vir.  
Já ando pela cozinha. A cozinhar devagarinho, sem pressas. O Manel pede para separar as gemas das claras. Nem sempre a operação corre bem. Não importa. Tenta-se outra vez. Enquanto fazemos um bolo, há uma panela ao lume com mais uma dose da última compota que fiz. Uma compota de citrinos e especiarias, a saber e a cheirar a Natal. Daquelas que perfumam a casa e desejam Boas Festas! 

Compota de laranja e especiarias


Ingredientes:
Polpa de 4 laranjas grandes + polpa de 2 limões (800 g, no total)
500 g de açúcar amarelo
1 pedaço de gengibre fresco (3 cm, aproximadamente), descascado e ralado
1 pau de canela
cravinhos

Preparação:
Descascar os citrinos (deverão ser retirados todos os vestígios da parte branca), retirar-lhes as pevides, cortá-los em quartos e, depois, em fatias finas. Levar ao lume esta polpa, o açúcar e as especiarias. Mexer de vez em quando e deixar ao lume, em lume brando, até fazer ponto. Guardar em frascos esterilizados e oferecê-los à família e amigos.





A todos os que por aqui passam desejo um Natal muito feliz.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

"Baby, it's cold outside."

Já lusco-fusco, agasalho-me e saio à rua. Lá fora, sinto o cheiro a lenha queimada que vem da chaminé.  Aconchego o casado e o gorro, que o frio aperta. Corro à horta e colho espinafres para o jantar. Vejo as silhuetas no limoeiro embalado pelo vento. E as luzes da nossa árvore de Natal. Encantam-me mais ainda, vistas assim, ao longe. Aproximo-me e ouço a música do filme que os meus rapazes estão a ver. A saga Star Wars, a nova preferida do filho. Paro alguns segundos e vejo-os, de fora, naquela cumplicidade muito deles.  Entro em casa e sou recebida pelo calor e pelo cheiro da sopa que está a fazer. E continuo na cozinha, a preparar o jantar, ao som das músicas que me aquecem nesta altura.


Rolinhos de frango com requeijão e espinafres
com molho tzatziki



Ingredientes para seis doses:
6 bifes de frango
12 fatias de bacon (cortadas finas)
1 requeijão
1 molho pequeno de espinafres
frutos secos (ameixa, alperce...) - opcional
1 raminho de salsa, picada
tomilho a gosto
sumo de 1/2 limão
sal e pimenta preta
azeite 

Preparação:
Temperar os bifes com o sumo de limão, o tomilho, o sal e a pimenta e reservar.
Escaldar os espinafres e misturá-los com o requeijão e a salsa, até obter uma pasta.
Sobre a tábua de cozinha, estender duas fatias de bacon, sobre estas, o bife de frango. Colocar uma colher de pasta de requeijão (se quisermos, podemos acrescentar os frutos secos) e enrolar, prendendo com palitos. Repetir até acabarem os ingredientes. 
Levar os rolinhos ao forno aquecido a 200 graus 35 a 40 minutos, num pirex untado com azeite.
Servi com arroz de açafrão, brócolos cozidos e o molho tzatziki:




Descascar 1/2 pepino pequeno, retirar-lhe as sementes, ralá-lo e colocá-lo numa taça. Juntar-lhe 2 dentes de alho, picados, 1 iogurte grego, 1 colher de sopa de hortelã picada, 1 colher de chá de sumo de limão, uma de raspa e temperar com sal e pimenta. 









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Acerca de mim

A minha fotografia
Na casa dos trinta. Casada. Professora. Um filho. Dois gatos. Dois cães.