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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Frenzy

De manhã, aulas. Passar a tarde em casa, a corrigir testes. Sair, quase em cima da hora, para uma reunião, ouvir um barulho estranho no carro e perceber que é um pneu furado. Conseguir chegar à reunião, depois de uma colega simpática me ir buscar ao local do incidente. No fim, pedir boleia a outro colega. Chegar a casa, carregada com a pasta e os livros e as bananas e os ovos que comprei à senhora do costume. Correr ao jardim, apanhar tomilho, fazer este jantar rápido e sentar-me, finalmente, à mesa, a descansar, embevecida com o "arranjo floral" feito pelo Manel.

Filetes de abrótea com legumes a vapor e molho de iogurte

Na peixaria, pedi que cortassem a abrótea em filetes (com a pele). Temperei-os com o sumo de 1/2 limão, 4 dentes de alho, picados, sal e pimenta.

Enquanto fazia um creme de legumes na Bimby, cozi, a vapor, brócolos, couve-flor e cenouras rainbow (já da minha horta :).
Num prato, coloquei uma porção de farinha de trigo, noutro, 1 ovo batido, e no último, uma porção de panko, misturado com tomilho ripado (se não tiverem panko, poderão usar pão ralado, mas os filetes não ficarão tão estaladiços). Passei os filetes pela farinha, depois pelo ovo batido e, por fim, pelo panko. Reguei uma assadeira com azeite, coloquei o peixe e levei ao forno, a 220 graus, durante 25 a 30 minutos.

Entretanto, preparei o molho: misturei 1 iogurte natural, 1 colher de chá de mostarda de Dijon, uma de mostarda à antiga e cebolinho picado. Temperei com sal e pimenta.
Servi os filetes com os legumes, salada de tomate, temperada com creme balsâmico de trufas, e o molho.






terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O legume apetecido

A magia começa na palavra. Um legume romanesco. Um legume que faz sonhar, como a leitura de um romance. Depois, a contemplação. Pouco consensual, causa estranheza. Uma espécie de brócolos de um universo alternativo. Ou uma escultura, talhada com precisão. Belo e estranho. Raro, pelo menos por cá, o que acentua o desejo. 
A decisão pragmática de o cultivar. Durante meses, a vigília. E o desapontamento. Apenas folhas, nada de fruto. Quase perdida a esperança, o milagre. Fora de época, ei-lo, majestoso no seu verde vibrante. 
Colhi-o, manuseei-o com o cuidado próprio com que se mexe no que é muito precioso. E parti à descoberta da receita que o honrasse. Da receita sem grandes artifícios, que o deixasse brilhar. O resultado foi este.

Salada de romanesco, bacon e frutos secos



1 couve romanesco pequena
100 g de bacon, cortado em tirinhas
nozes a gosto
arandos secos a gosto
queijo de cabra a gosto
1 colher de sopa de azeite
flor de sal com polén de abelhas
pimenta



Cortar o romanesco em floretes e cozê-lo al dente.
Saltear o bacon com o azeite. Juntar o romanesco e deixar saltear. Juntar as nozes e os arandos, temperar com a flor de sal e a pimenta e saltear 1 minuto. Servir como entrada ou acompanhamento, com o queijo de cabra, esfarelado.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cocooning

Hoje, o dia começou cedo. Pouco depois das oito, o Manuel começou a chamar-nos. Levantei-me, sonolenta, e dirigi-me à cozinha. Comecei por ligar a máquina do café, gesto automático, irrefletido e necessário para que o dia comece. Olhei para o exterior. Um dia de inverno. Da sala, o som intemporal dos desenhos animados da Disney (Donald Duck), sinónimo de fins de semana felizes, protegidos, no nosso casulo. Foi assim comigo e com o meu irmão, na Terceira, foi assim com o meu marido, muito longe daqui, e é assim com o nosso filho. É um conforto saber que há coisas que não mudam.
Dias destes convidam a pequenos-almoços especiais, com panquecas quentinhas e fofas, sumo de laranja feito na hora e canecas de café a fumegar. Dias destes convidam a pijamas vestidos,  mimos e preguiça. 
Depois, um almoço saudável, com os legumes que recebi ontem de presente :)  Um almoço cozinhado na velhinha sertã de ferro que surripiei à minha mãe. Nada de carne, que o jantar vai ser churrasco, em casa de amigos. Assim, o almoço foi simples: legumes assados, arroz basmati e um copo de tinto (mal servido, pois ao jantar haverá mais :).

A receita está aqui

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Made in USA

Foi com os meus amigos Susana e Paulo que conheci a Biofontinhas, em 2003 ou 2004. Costumávamos lá ir os três, todas as semanas, quando a quinta ainda era pouco conhecida e o ambiente ainda mais familiar. À medida que íamos percorrendo as estufas, provávamos as novidades. O Avelino costumava dizer, a brincar: Assim não vale. Vocês dão muita despesa. Tenho de vos começar a  pesar à entrada e à saída.  

(Pausa para suspirar de saudades)

Neste momento, vivem nos Estados Unidos, de onde me trouxeram um pacote da mistura de massinhas, leguminosas e sementes que podem ver na foto. Sei que gostas destas coisas, disse-me a Susana, com o seu riso ao mesmo tempo franco e travesso. 
Inspirei-me na sugestão que vinha no pacote e adaptei-a, de acordo com os ingredientes que tinha em casa. E o Manel achou imensa piada ao colorido da mistura :) E comeu, com vontade. Obrigada :)


Ingredientes:
1 chávena da mistura acima descrita e fotografada - já fiz esta receita há algum tempo e não tomei nota da marca nem dos elementos exatos que compõem a mistura (podem usar couscous, ou millet, ou bulgur, ou outro ingrediente do vosso agrado)
2 chávenas de caldo de galinha
1 tomate grande
1 cebola pequena
1 talo de aipo
manjericão fresco, picado
sal e pimenta 

Cozer a mistura no caldo de galinha, respeitando as instruções da embalagem.
Picar a cebola e o manjericão, miudinhos, o tomate, em cubos, e fatiar o talo de aipo. Envolver todos os ingredientes e servir.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Três receitas para um jantar com tempo

Preparar o jantar. Pôr a mesa. Gestos quotidianos que sabem bem. Que confortam. O fim do dia de trabalho. Ou uma pausa. Para mais ou menos pessoas. O prazer e dedicação são os mesmos. Quer tenhamos convidados ou estejamos só os três. 
O Manel já gosta de participar. Ajuda a escolher a toalha e a colher as flores.
Ontem, estes gestos souberam-me particularmente bem. Depois de dias sem muito tempo para me dedicar a eles, ontem tive tempo. Tempo para ir colher os legumes à horta. Tempo para escolher as receitas com calma. Tempo para as confecionar, devagarinho, enquanto punha a mesa no jardim. E tempo para ficar à mesa, com os meus homens, a falar do nosso dia.
E, para celebrar o fim da minha correção dos exames nacionais, hoje, em vez de uma receita, há três: um prato de peixe e dois acompanhamentos. 

O prato principal foi pescada em papelotes, receita da minha amiga Maria.

Papelotes de pescada e legumes


4 lombos de pescada
2 alhos franceses (cortados em rodelas finas)
2 cenouras, ripadas
1 cebola (cortada em meias luas)
3 dentes de alho (laminados)
sal q.b.
azeite q.b.


Na véspera, tempera-se a pescada com sal, alho em pó e sumo de meio limão.
No dia, cobre-se o fundo de um wok com azeite (bastante) e deixa-se quebrar o alho e a cebola. Adiciona-se o alho francês e a cenoura, tempera-se com sal e deixa-se cozinhar um pouco, tapado.
Entretanto, cortam-se quatro quadrados de folha de alumínio e, por cima de cada um, dispõem-se os lombos de pescada. Cobrem-se com os legumes, fecham-se e levam-se ao forno, mais ou menos uma hora.


Para acompanhar a pescada, fiz coleslaw, receita da minha amiga Diana:

1/2 chávena de maionese
1 colher de sopa de vinagre
2 colheres de chá de açúcar
1/4 colher de chá de sal
3 chávenas de repolho (branco) + 1 chávena de couve roxa, cortados finos
1 chávena de cenoura raspada (não usei, uma vez que a pescada leva cenoura)

Misturar a maionese, o vinagre, o açúcar e o sal. Numa tigela, misturar as couves e a cenoura. Juntar o molho e mexer. Levar ao frigorífico até servir.

Fiz ainda estas batatas, que achei serem "a cara" do meu marido. Tinha razão. Ele adorou. Todos nós. A receita pode ser consultada no Receitas ao desafio.




sábado, 5 de maio de 2012

Coisas raras

Quem acompanha este blogue provavelmente já conhece o meu ritual dos sábados de manhã: a ida à Biofontinhas. Quase sempre com o Manel. Momentos nossos, a dois. Porque é importante estarmos a três. Mas também a dois. Eu com o Manel. Eu com o pai do Manel. O Manel com o pai. Durante a viagem conversamos muito. Ele faz-me perguntas. Eu respondo-lhe. Eu faço-lhe perguntas. Ele responde-me. Ouvimos música. Comentamos a música que ouvimos. Momentos bons, em suma.
Na quinta, ajuda-me a escolher os legumes e vegetais e vai-os nomeando: brócolos, batatas, cenouras... Conversa com o senhor João, a Maria João e o Avelino. Passeia comigo pelas estufas. Vamos ver os peixes.  Prova flores comestíveis. E gosta :) Vamos, com o Avelino, colher as "coisas raras", de que ele sabe que gosto:)
 Hoje, trouxemos um pouco de uma das plantas mais bonitas que já vi, a planta do gelo, assim denominada por parecer estar coberta de geada.

Trouxemos ainda cenouras coloridas. Para além das normais, cor de cenoura, trouxemos brancas, roxas e avermelhadas (samurai).

Cheguei a casa e salteei-as para o almoço, juntamente com couves chinesas, colhidas pelo Avelino, que me disse: Ficam muito boas salteadas com as cenouras. Eu obedeci. Ele tinha razão. Tem sempre ;) Muito obrigada, continua a ser um prazer visitar-vos. 

Salteado de cenouras e couve chinesa
(não indico quantidades, pois foi tudo feito "a olho")


- cenouras (de preferência, várias espécies)
- 1 molho de couves chinesas
- azeite q.b.
- 2 dentes de alho
- 1 cebola chinesa (podem substituir por chalota ou spring onion)
- tomilho fresco q.b.
- flor de sal e pimenta preta, moída na hora

Raspei as cenouras e cortei-as em quatro partes, no sentido longitudinal.
Num wok, coloquei azeite, alho picado e a cebola, cortada em rodelas. Deixei refogar. Adicionei as cenouras, temperei com a flor de sal e a pimenta e tapei. De vez em quando, sacudia o wok. Quando as cenouras estavam quase no ponto, juntei as couves chinesas, inteiras, folhinhas de tomilho, tapei e voltei a sacudir o wok. Deixei cozinhar mais alguns minutos. Servi, juntamente com arroz de açaflor, a acompanhar frango assado.

sábado, 10 de março de 2012

Uma lasanha leve para a Su

Somos um povo de brandos costumes. Não reagimos. Ou reagimos pouco. Compreendemos. Conformamo-nos. Perdoamos. Coitadinho, não foi por mal. Somos um povo simpático. Que recebe bem. Hospitaleiros, dizem uns. Bajuladores, outros. Arranhamos várias línguas. Desenrascados, dizem uns. Subservientes, outros. Descontentes com a atualidade do país, queixamo-nos. Não nos revoltamos. Um povo calmo, dizem uns. Parvos, outros. Olhamos para o passado com saudade, enquanto esperamos por um Salvador. Românticos, dizem uns. Inertes, outros. Gostamos de boa comida e de boa bebida. E de uma musiquinha animada. Um povo alegre, dizem uns. Que mau gosto!, outros. Tendemos a deixar tudo para a última. Descontraídos, dizem uns. Irresponsáveis, outros.

E é mesmo “à boa maneira portuguesa” que participo no passatempo do blogue Suvelle Cuisine. Quase no limite. Mas, como diz o outro (a expressão mais tola da língua portuguesa :), mais vale tarde que nunca. Não podia deixar de me juntar à festa. E como sei que a Su gosta de lasanhas, fiz-lhe uma de peixe. Leve e saudável, imagem de marca do Suvelle Cuisine. Muitos parabéns pelo aniversário e pelo blogue maravilhoso. Desejo-te (vos) as maiores felicidades. 

Lasanha de peixe 

600 g de filetes de pescada + 100 g de aproveitamentos de salmão
2 cebolas
4 dentes de alho
1 talo de aipo
5 colheres de azeite
1 lata de tomate pelado (390 g)
1 ramo de salsa, picada
sal e pimenta
queijo ralado q.b.
pão ralado aromatizado q.b. (receita aqui

Massa:
200 g de farinha (100 g de trigo e 100 g de centeio integral)
2 ovos médios
1 colher de azeite
salsa picada

Molho Béchamel:
600 g de leite magro
30 g de azeite
60 g de farinha de centeio integral
sal, pimenta e noz moscada


Comecei por fazer a massa: Juntei todos os ingredientes na Bimby e programei 2 minutos, velocidade espiga. Fiz uma bola, embrulhei-a em película aderente e deixei repousar 15 minutos à temperatura ambiente.
Coloquei os rolos da massa na posição mais larga. Dividi a massa ao meio e formei duas bolas. Polvilhei com farinha e espalmei-a com as mãos. Passei a massa pelos rolos da maquina. Coloquei a tira de massa sobre a mesa e dobrei-a ao meio. Passei de novo a massa dobrada pelos rolos da máquina. Coloquei os rolos nos números seguintes e passei a massa pela máquina, até atingir a espessura desejada.

Cozi a pescada, em água e sal. Desfi-la e juntei-a ao salmão, também desfeito.
Fiz um refogado com a cebola, cortada em rodelas, os alhos, picados, o aipo, cortado às fatias, e o azeite. Juntei o tomate, picado, o peixe e a salsa. Temperei com sal e pimenta e deixei cozinhar. 

Montagem da lasanha:
Numa assadeira, coloquei um pouco de recheio. Sobre este, béchamel e, por fim, a massa. Repeti a operação mais duas vezes, terminando com uma camada fina de béchamel. Cobri com queijo ralado (usei mozzarella) e pão ralado aromatizado com salsa, feito na Bimby. Levei ao forno, a gratinar.

Acompanhei com couves de bruxelas salteadas com alho e ervas:
1 embalagem de couves de bruxelas congeladas
1/2 cabeça de alho, picado
1 acti-colher de azeite
1 colher de chá de ervas da Provença
creme balsâmico de trufas q.b.

Coloquei as couves de bruxelas na Actifry, juntei-lhes o alho, as ervas e o azeite. Programei 20 minutos. Servi-as, regadas com creme balsâmico de trufas. 


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

É sexta-feira

Sexta-feira à noite. Nos últimos tempos, esta expressão não evoca noites de grande diversão. Pelo menos não no sentido clássico. Evoca recolhimento e descanso. Manta e sofá. Pijama vestido cedo e ausência de preocupações. Jantares tranquilos, em casa. Uma mesa posta para três. Uma refeição caseira, acompanhada de um copo de tinto. 


Lombinhos de porco em tomate e cerveja 
2 lombinhos de porco
6 dentes de alho, esmagados
1 cerveja pequena
azeite q.b.
2 tomates (usei congelados, ainda do verão)
3 colheres de sopa de concentrado de tomate
1 colher de chá de orégãos secos
queijo mozzarella ralado q.b.
sal e pimenta

Esmagam-se os dentes de alho e refogam-se com o azeite. Juntam-se os lombinhos, o tomate, picado, o concentrado de tomate e a cerveja. Tempera-se com sal, pimenta e orégãos. Deixa-se cozinhar, em lume brando, com o tacho tapado. Quando a carne estiver tenra, serve-se, com um pouco de queijo ralado por cima (que derreterá em contacto com o molho quente), arroz e esparregado de ervilhas.

Esparregado de ervilhas
500 g de ervilhas congeladas
50 g de azeite
6 dentes de alho
50 g de farinha de trigo
200 g de leite

Coze-se as ervilhas, em água temperada com sal. Faz-se um refogado com o azeite e os alhos, picados. Junta-se as ervilhas, o leite, a farinha e a noz moscada e tritura-se.

sábado, 22 de outubro de 2011

Abóboras "amigas"

O meu filho, com a inocência dos seus três anos, divide as pessoas (e os animais, e as coisas) entre "maus" e "amigos". Passo a exemplificar: o Nemo é amigo, o Tubarão é mau; a Ariel (pequena sereia) é amiga, o Polvo é mau; os Anões são amigos, a Bruxa Má é má (desculpem a redundância :). Acho graça a esta maneira simples (e fácil) de ver o mundo. Seria tão mais fácil se só houvessem bons e maus. Pelo menos saberíamos com o que contar. Pelo menos não nos dececionaríamos. Já esperaríamos. O pior é quando alguém que pensávamos ser bom afinal é mau. Também é difícil quando não conseguimos perceber muito bem. Aquelas pessoas ambíguas que, num dia, parecem uma coisa e, noutro, outra completamente diferente. É dessas que tenho mais medo.
Para ele, as abóboras são más. E então porquê?, perguntar-me-ão vocês. Por causa do filme Monsters vs. Aliens Halloween Special, que tem como personagens principais abóboras mutantes alienígenas. Abóboras más, portanto. No passado sábado, ao ver-me pegar numa abóbora na Biofontinhas, avisou-me, com um tom reprovatório: "Mãe, é uma abóbora! Ela é má." Eu tive logo de a defender, ou não fosse este um dos meus legumes preferidos: "Não é má, é amiga! A do filme é má, esta não." Ele conformou-se, com um ar pouco convencido. Caso não lhe tivesse dado a volta, poderia sempre ter optado pelo plano B: Dir-lhe-ia algo como "pois, é por serem más que as vamos meter no forno e torturar, até ficarem mirradinhas..." (só para que conste, estou a brincar. Nunca diria uma coisa destas ao meu filho. Por isso, nada de chamarem a proteção de menores :)
Parece-me que se reconciliou com as abóboras. Pelo menos com estas, as de comer :)



Abóboras assadas com especiarias e maple syrup


1/2 abóbora manteiga
1/2 abóbora uchiki kuri
1 colher (de sopa) de maple syrup (obrigada, Diana ;)
1 colher (de cá) de canela
2 bagos de cardamomo (apenas as sementinhas, claro)
1/2 colher de chá de pimenta rosa
raspa de noz moscada q.b.
3 cravinhos
sementes de abóbora para decorar

Limpei as abóboras e cortei-as em pedaços pequenos.
Num almofariz, coloquei as especiarias e pisei-as. Misturei o maple syrup e envolvi a abóbora na mistura. Levei ao forno a assar, a 190 graus. Polvilhei com as sementes e servi.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma salada alegre

Dizem que a comida tem personalidade. Se assim for, vejo a carne assada como um prato já com uma certa idade, sério e conservador, um tanto ou quanto austero. Já a feijoada à brasileira é confiante, folgazona e exuberante. Anima toda a gente e enche uma sala. De vez em quando, conta uma piada mais brejeira, que faz alguém corar. É parecida com a paella. E esta salada? Uma jovem simples, de riso fácil, ainda inocente. Não é cosmopolita, nem culta.  É pouco sofisticada, mas a sua juventude, beleza e franqueza tornam-na apetecível.


Salada de legumes ao vapor
Ingredientes (para duas pessoas):
80 g de ervilhas tortas
1 cenoura pequena
1 courgette pequena
1 tomate

Ingredientes para o molho:
1/4 chávena de azeite (pus menos)
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de sopa de mostarda
pimenta rosa em grão
sementes de sésamo

Preparação:
Descasquei as cenouras e cortei-as em tiras. Cortei as courgettes com o mesmo formato das cenouras. Aparei as ervilhas tortas e retirei-lhes os fios. Cozi os legumes a vapor, até estarem al dente (na Bimby, programei 15 minutos, temperatura varoma, velocidade 1). Arrefeci-os em água fria. Escorri-os e coloquei-os num prato. Tirei as sementes ao tomate e cortei-o em cubos. Adicionei-o à salada. Reguei com o molho e aguardei 1 hora antes de servir. Na hora, polvilhei com sementes de sésamo.
Molho:
Deitei o azeite, o vinagre, a mostarda e a pimenta num copo com tampa e agitei bem para misturar.

Esta salada acompanhou costeletas grelhadas.

Fonte: Adaptada de Salads, Dressing & More, Robyn Martin



terça-feira, 7 de junho de 2011

Salada Waldorf


Hoje apeteceu-me uma salada com fruta. Uma salada fresca, colorida, barulhenta. Aipo, maçã e nozes são alimentos ruidosos. Daqueles que fazem barulho ao trincar. E que sabem muito bem.
Esta salada deve o seu nome ao hotel onde foi inventada, o Waldorf Astoria Hotel, em Nova Iorque. Parece que a receita original não incluía as nozes, que só lhe foram acrescentadas em 1928. Eu gosto dela assim. Com tudo.

Ingredientes:
4 maçãs vermelhas
2 colheres (de sopa) de sumo de limão)
3 hastes de aipo
1/2 chávena de miolo de noz, em quartos
3/4 de chávena de maionese caseira

Cortar as maçãs em quartos. Retirar a parte central e cortar em rodelas. Colocar numa taça e regar com sumo de limão. Aparar os aipos e cortá-los em fatias de 1 cm. Misturar as maçãs, os aipos e as nozes, e envolver com a maionese. 

Fonte: Saladas, dressings and more, Robyn Martin

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um esparregado. Três agradecimentos.



Gosto do hábito rural de os vizinhos e amigos oferecerem um pouco do que têm no seu quintal. Cresci a ver as vizinhas trocarem entre si couves, funcho, salsa, uvas... Ainda hoje adoro quando o meu pai me chega à porta com um ramo de salsa, um caixote de cebolas, ou de batatas. Mais do que pelo valor dos alimentos, gosto do carinho que os acompanha. Desta vez, a minha mãe trouxe-me um saco enorme de espinafres, oferecido por uma amiga. Aproveitei e fiz este esparregado, verde e cremoso. Obrigada, D. Noémia. Estava muito bom.

Aproveito para agradecer à Mariana por ter recomendado o Acre e Doce aos leitores do seu blogue, e, ainda, àqueles que já me visitaram e deixaram os seus simpáticos comentários. Ando bastante ocupada (esta é uma altura do ano crítica para qualquer professor), mas hei de passar pelos vossos blogues para os conhecer. Um beijinho a todas.


Ingredientes (para 4 pessoas):
400 g de espinafres frescos
sal q.b.
2 dentes de alho
30 g de azeite
50 g de farinha
200 g de leite
1 colher de sopa de vinagre.

Preparação:
Colocar no copo os espinafres, a água, o sal e programar 8 minutos, 100 graus, velocidade 1. Escorrê-los bem e reservar.
Colocar no copo os alhos, o azeite e picar 4 segundos, velocidade 5.
De seguida, programar 5 minutos, varoma, velocidade 2.
Adicionar os espinafres e programar 5 minutos, 100 graus, velocidade 2.
Adicionar a farinha, o leite e programar 20 segundos, velocidade 7.
Programar mais 7 minutos, 100 graus, velocidade 2.
Bater alguns segundos na velocidade 5 para homogeneizar o esparregado até à consistência desejada. Temperar com o vinagre.


Fonte: Livro base da Bimby

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dexter e um desejo de bife e ovo estrelado

Não há dia em que veja o genérico de Dexter sem que me apeteça ir a correr para a cozinha fazer bifes com ovo estrelado. Antes isso do que apetecer-me esquartejar criminosos...


Deixo-vos umas batatas deliciosas, inspiradas numas que "apanhei" de um programa do Jamie Oliver, perfeitas para acompanhar um bife tenro e suculento. 
Bom fim de semana

BATATAS ASSADAS COM ALECRIM

Ingredientes:
Batatas 
bastante alho
azeite q.b.
sal q.b.
pimenta preta, moída na hora
alecrim

Preparação:
Lavam-se as batatas, cortam-se a meio e depois em palitos grossos. Levam-se a cozer em água temperada com sal (devem ficar rijas, pois ainda vão ao forno). Num tacho largo, coloca-se bastante azeite e muito alho esmagado. Quando o alho alourar, junta-se as batatas, tapa-se e sacode-se o tacho, para que as batatas fiquem ensopadas no azeite. Transfere-se a mistura para uma assadeira, põe-se alecrim ripado por cima e leva-se ao forno a gratinar. 



terça-feira, 26 de abril de 2011

Salada marroquina de couscous


Os dias estão maiores, mais luminosos. As lãs ficaram no armário, à espera do ano que vem, e a lareira já não é acesa há dias. As sopas ainda sabem bem, mas começa a apetecer uma saladinha. Depois de um dia de aulas, o primeiro do período, chego a casa cansada, com pouca vontade para cozinhar. A Actifry resolveu o problema do prato principal (coloquei bifes de perú, previamente temperados com muito alho, mostarda à antiga, pimenta, sal e vinagre balsâmico), mas não me apetecia o arroz que tinha restado do jantar de ontem. Assim, saiu uma saladinha magrebina, colorida, aromática e picante q.b.. Délicieuse!

Ingredientes para 4 pessoas: 
(fiz apenas meia dose, pois o meu marido não gosta de pimentos... nem de couscous... nem de passas... O que eu sofro, meu Deus!)
1 chávena de couscous
1/2 pimento vermelho
1/2 pimento verde
1/2 pimento amarelo
2 aipos (usei só 1)
1/2 chávena de passas
1/4 de chávena de vinagre branco
1 colher (de sopa) de coentros picados
1 colher (de chá) de cominhos em pó
1/2 colher (de chá) de piripiri em pó (usei 1/2 colher desta pimenta)
1/4 de chávena de azeite

Preparação:
Cozi o couscous (arroz "piquinino", como lhe chama o Manel), de acordo com as instruções da embalagem. Escorri bem, deixei arrefecer e reservei. Tirei as sementes dos pimentos e cortei-os em cubinhos. Lavei, aparei o aipo e cortei-o em fatias finas. Juntei os pimentos, o aipo e as passas ao couscous. Misturei o vinagre, os coentros, os cominhos, a pimenta e o azeite num recipiente. Mexi bem, para misturar todos os ingredientes, verti sobre os couscous e misturei.

Fonte: Adaptada de Salads, Dressing & More, Robyn Martin
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Acerca de mim

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O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.