segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Coisas de verão

No verão, a vida é mais fácil. Vive-se com uma fluidez que não acontece no resto do ano. Adormecemos e acordamos sem horas marcadas. Ao ritmo que o corpo vai ditando. 
Nos últimos tempos, todos os caminhos vão dar à água. Areia ou calhau. Depende da vontade. Nem sempre concordamos, mas alguém acaba por ceder. Trocam-se mergulhos e gargalhadas. Descansa-se muito. Lê-se muito. Pela casa, há verduras colhidas ao acaso. Uns galhinhos do metrosídero do jardim, uma hortência e as flores roxas que despontam nesta altura. 
As refeições acompanham o espírito simples. Carne do talho de sempre, fruta da época, temperos simples. Uma massa com pesto e está a festa feita. Ou grelhados, muitos grelhados, que é o que melhor sabe no verão. A acompanhar, vinho branco bem fresco, a estalar, como diz o meu amigo Pedro. 
Há quem já ande a deprimir porque as férias estão perto do fim. Eu prefiro aproveitar os últimos dias o melhor que posso. Mesmo que o dia esteja sombrio, como o de hoje, hei de arranjar alguma coisa para fazer. Há um livro novo à espera e tenho três toranjas a olhar para mim, prontas para serem transformadas em compota. 

Continuação de um bom verão!










Espetadas de porco e alperce
(Receita adaptada da revista Cuisine et Vins de France n.º176)





Ingredientes para quatro:
2 lombinhos de porco, cortados em cubos
8 alperces
1 haste de alecrim
1 limão
2 dentes de alho, esmagados
sal e pimenta a gosto
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar (usei amarelo)

Lavar o limão, raspá-lo e, depois, espremê-lo para dentro de uma taça. Juntar o alho esmagado, temperar com o sal e a pimenta e juntar o alecrim, em raminhos. Envolver a carne e deixar marinar 30 minutos.
Entretanto, se usarem paus de espetadas de madeira, mergulhá-los em água, para que não queimem quando forem ao grelhador.
Cortar os alperces ao meio e tirar-lhes o caroço. Numa frigideira, caramelizá-los com a manteiga e o açúcar durante 5 minutos, virando-os a meio do tempo.
Montar as espetadas, colocando pedaços alternados de carne e alperce. Grelhá-las, em lume moderado, virando-as frequentemente, para que não queimem.


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Regresso e uma espécie de esparregado

Como se volta a uma casa fechada, com pó e lençóis a cobrir os móveis, volto aqui. Acredito que, nos primeiros dias, alguém terá batido à porta. Cansados de silêncio, terão desistido. E a casa ficou à espera, fechada. Hoje é dia de abrir janelas, sacudir tapetes, limpar o pó. Será para ficar? Não sei. Veremos.



Espinafres cremosos com ricotta e noz moscada
(Receita ligeiramente adaptada de Nigellissima, de Nigella Lawson)

Ingredientes para três pessoas:
manteiga para untar (usei spray de cozinha)
1 colher de sopa de azeite
1 dente de alho, descascado e ligeiramente esmagado, com o cabo da faca
300 g de folhas de espinafre, lavadas e secas
2 colheres de sopa de vinho branco ou vermute (usei Marsala)
3 colheres de sopa de parmesão ralado
2 colheres de sopa de ricotta
pimenta preta, noz moscada e sal, a gosto
2 ovos batidos 


Preaquecer o forno a 200 graus e untar uma assadeira com manteiga ou spray de cozinha. 
Num wok ou numa panela larga, aquecer o azeite com o dente de alho, até este alourar ligeiramente. Juntar os espinafres e mexê-los, em lume brando, empurrando-os com a colher (apesar de parecerem muito volumosos, diminuem bastante depois de cozinhados). Aumentar o lume, deitar o vinho e mexer suavemente até os espinafres terem murchado (cerca de 30 segundos).
Retirar do lume, juntar o parmesão e o ricotta e temperar a gosto.
Juntar os ovos, misturar bem no preparado e verter tudo para a assadeira. Levar ao forno 15 minutos (na receita original, recomenda-se 10, mas achei pouco), deixar repousar mais 5 e servir.

Estes espinafres acompanharam bife da vazia grelhado e ovo estrelado, uma das refeições preferidas dos meus rapazes.

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O Acre e Doce é um blogue que celebra a vida de casa, principalmente os momentos passados à volta da mesa. É um blogue de coisas que nos fazem felizes, sejam uma refeição, um filme, um livro ou um ramo de flores frescas.